AgroCore - Gestao do Agronegocio
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📅 Atualizado em 11 de setembro de 2026 (sexta-feira) · confirma o fechamento de 10/set e cobre o pregão de hoje (11/set) em andamento. Destaques: o Brent superou US$ 108/bbl (máxima desde maio) e derrubou Wall Street pelo 4º pregão, mas o Ibovespa descolou e disparou +1,42% (188.268) puxado por Petrobras/Vale; a UE reconheceu o Brasil livre de gripe aviária e reabriu a exportação de frango. Análise completa no Resumo executivo abaixo.
Resumo executivo. Edição de sexta (11/set); esta edição incorpora os fechamentos de 10/set (agora confirmados) — a edição anterior saiu com o pregão de 10/set ainda em andamento — e cobre o pregão de hoje (11/set) em andamento. O vetor central segue sendo o petróleo, que superou US$ 108/bbl na 5ª (10/set) — maior nível desde maio — com a escalada militar EUA–Irã no Estreito de Ormuz (ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos contra navios de guerra americanos), mantendo o estreito parcialmente fechado. Na manhã de hoje (11/set), o Brent recuou para ~US$ 106/bbl (-1,4% intradia), ainda acumulando ~+16% vs. o pré-guerra. No fechamento de 10/set, o salto do petróleo (com o temor de que o Fed possa até subir juros em vez de cortar) derrubou Wall Street pelo 4º pregão seguidoDow -0,60% (52.064,10), S&P 500 -0,58% (7.591,70) e Nasdaq -0,65% (26.081,72) —, mas desta vez o Ibovespa descolou do exterior e disparou +1,42% (188.268,59), puxado por Petrobras e Vale (commodities firmes + trade eleitoral; +16,85% no ano), com o dólar à vista recuando a ~R$ 5,10 (-0,1%) (ano ainda ≈-6%). O dólar global segue firme (DXY ~99,1; intradia 11/set) à espera do CPI dos EUA. No macro doméstico, a Selic segue em 14,00% a.a. (Copom 05/ago) e o Boletim Focus (8/set) manteve o IPCA 2026 em 5,00%, com PIB 2026 a +1,93%, Selic fim de 2026 em 13,75% e dólar em R$ 5,20 — o IPCA-15 de agosto teve deflação de -0,40% (12m a 4,24%, abaixo do teto). A tarifa dos EUA segue em vigor (Seção 301 de 25% + sobretaxa de 12,5%, ~R$ 55 bi em exportações atingidas), mas Brasil e EUA retomaram as negociações, com novas reuniões ao longo de setembro após Trump orientar o USTR a buscar acordo. No agro (CEPEA 10/set), a soja subiu +1,01% (Paranaguá R$ 161,73/sc) e o milho recuou -0,47% (R$ 70,19/sc), enquanto o café arábica caiu -1,72% (R$ 1.618,91/sc). Nas proteínas, boi estável (R$ 349,50/@) e frango +0,65% (R$ 7,74/kg), com o suíno SP estável (R$ 4,83) — perto da mínima real da série do CEPEA. Destaque sanitário: a UE reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária e reautorizou a exportação de frango ao bloco. Para o negócio: o salto do petróleo é o vetor dominante — energia firme pressiona diesel/frete da safra, realimenta o risco inflacionário global e pode adiar (ou reverter) cortes de juros nos EUA; para o Brasil, dá suporte a etanol/açúcar via paridade e sustenta a Petrobras (que puxou o Ibovespa à alta), mas encarece o custo logístico; o dólar a ~R$ 5,10 mantém a receita em R$ do exportador agro; os grãos seguem em patamar alto (soja renovando máximas) e o milho, mesmo recuando, mantém apertada a margem de ração de suíno e frango; a reabertura do mercado europeu de frango destrava um destino relevante para a avicultura; a Selic a 14,00% (com Focus vendo 13,75%) segue reduzindo, na margem, o custo de custeio e o serviço da dívida.
Resumo do dia
IndicadorÚltimoD-1Alerta
IPCA-15 (12m)4,24%deflação -0,40% no mêsAgosto (div. 26/ago; era 4,52%); menor leitura em 4 anos; Focus 2026 a 5,00% (8/set)
Dólar / BRLR$ 5,10-0,10%Fech. à vista 10/set · recua apesar da aversão a risco global (petróleo > US$ 108)
Ibovespa188.269+1,42%Fech. 10/set · descola do exterior e renova máxima, puxado por Petrobras/Vale
Petróleo Brent≈US$ 106/bbl≈-1,4%Intradia 11/set · superou US$ 108 na 5ª (máxima desde maio, Ormuz/EUA–Irã) e recua hoje · ver Commodities
Milho (CEPEA)R$ 70,19/sc-0,47%Recua (10/set) · ver Grãos
Boi gordo (CEPEA)R$ 349,50/@estávelEstável, em patamar alto (10/set) · ver Proteínas
Selic14,00% a.a.mantidaCopom cortou a 14,00% em 05/ago (4º corte seguido, unânime)
Resumo do dia. O detalhamento completo (D-1, mês, ano, R12) está nas abas específicas: Câmbio & Juros, Bolsas, Commodities, Grãos e Proteínas.
Destaques do dia
Ibovespa
188.269
▲ 1,42%
pontos · fech. 10/set · descola do exterior (Petrobras/Vale)
Dólar (USD/BRL)
R$ 5,10
▼ 0,10%
fech. à vista 10/set · recua apesar da aversão a risco
Petróleo Brent
≈US$ 106
▼ 1,4%
/bbl · intradia 11/set · superou US$ 108 na 5ª (máxima desde maio, Ormuz)
Milho (CEPEA)
R$ 70,19
▼ 0,47%
/sc · ESALQ/B3 · 10/set · recua (ver Grãos)
Preço médio da saca — mercado brasileiro (CEPEA)
Soja
R$ 161,73
▲ 1,01% /sc 60kg
CEPEA Paranaguá · 10/set
Milho
R$ 70,19
▼ 0,47% /sc 60kg
CEPEA ESALQ/B3 · 10/set
Arroz
R$ 79,68
▲ 0,30% /sc 50kg
CEPEA Esalq/Senar-RS · ref. 10/set
Valores médios por estado ficam na aba Grãos; preços de proteínas na aba Proteínas.
Câmbio
IndicadorÚltimoD-1MêsAnoR12Prev. fim 2026Tendência
USD/BRLR$ 5,10-0,10% (vs 9/set)≈0,0% (vs 10/ago)≈-5,9% (YTD)≈-6,0% (12m)R$ 5,20Fech. à vista 10/set; recua de leve mesmo em dia de forte aversão a risco global (petróleo > US$ 108, yields em alta), sustentado por commodities firmes e trade eleitoral; segue no menor patamar do ano; "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar
EUR/BRL≈ R$ 5,915≈-0,18% (intradia 11/set)≈+0,6% (vs 10/ago)n/d≈-7,1%n/dEuro em ~R$ 5,92 (intradia 11/set via Investing.com), de leve para baixo no dia; cede vs. real no acumulado (12m -7,05%)
JPY/BRL≈ R$ 0,03292≈-1,17% (intradia 11/set)≈+2,8% (vs 10/ago)n/d≈-10,2%n/dIene cede vs. real (intradia 11/set via Investing.com), com o dólar global firme à espera do CPI dos EUA
DXY (índice dólar)≈99,11≈+0,04% (intradia 11/set)≈+0,3% (vs 10/ago)≈+0,5% (vs 31/dez/25)≈+1,6% (12m)Dólar global firme em ~99,1 pts (intradia 11/set ~05h BRT via Investing.com), consolidando à espera do CPI dos EUA, com o temor de que o Fed possa até subir juros no radar
Previsão de fim de 2026 conforme Focus/BC — não coberta para EUR/BRL, JPY/BRL e DXY (Boletim Focus só pesquisa USD/BRL; por isso n/d, não "a confirmar"). A coluna "Mês" de EUR/BRL e JPY/BRL passou a ser autocalculada via seriesMap (pontos próprios já suficientes; base 10/ago); "Ano" segue n/d (sem âncora própria de 1º/jan); R12 de EUR/BRL e JPY/BRL vieram da própria variação em 12m do Investing.com. R12/Ano de USD/BRL e DXY vieram de fonte externa (Investing.com) por falta de histórico próprio tão longo. EUR/BRL e JPY/BRL são cotações intradia de 11/set via Investing.com ("≈"; EUR -0,18% e JPY -1,17% no dia; EUR 12m -7,05%; JPY 12m -10,23%); DXY é intradia via Investing.com (~05h BRT de 11/set), com Mês/Ano derivados das âncoras próprias (12m +1,62% pela fonte); USD/BRL é o fechamento à vista de 10/set (≈R$ 5,10, -0,10% no dia), com o pregão de hoje (11/set) ainda em andamento.
USD/BRL em 2026: mín. de R$ 4,89 (12/mai) e faixa de ~R$ 5,05–5,25 em jun–jul/ago (≈R$ 5,10 no fechamento à vista de 10/set, -0,10% no dia; YTD ≈-5,9%). Na 5ª (10/set), o dólar recuou de leve mesmo em sessão de forte aversão a risco global — petróleo acima de US$ 108 e yields dos Treasuries em alta —, sustentado por commodities firmes e trade eleitoral, seguindo no menor patamar do ano; o dólar global segue firme (DXY perto dos 99,1 pts, à espera do CPI dos EUA) e o "risco Brasil" (temor fiscal/eleitoral) segue no radar — o dólar em ~R$ 5,10 encarece importados/dívida em US$, mas mantém a receita em R$ do exportador agro. Previsão do BC/Focus para o fim do ano: R$ 5,20.
Juros & Inflação
IndicadorValorReferênciaObservação
Selic (meta)14,00% a.a.Copom 05/agoCortada em 0,25 pp (05/ago), decisão unânime — 4º corte seguido. Comunicado pede "serenidade e cautela" diante de elevada incerteza e desancoragem de expectativas; ciclo gradual e dependente dos dados, sem sinal firme sobre o ritmo à frente
CDI13,90% a.a.diárioAcompanha a Selic (cortada a 14,00% em 05/ago)
IPCA (julho)+0,07% mês4,44% acum. 12mDivulgado 11/ago; um pouco acima do esperado (~0,03%); desacelerou de 4,64% (jun); no ano +3,44%
IPCA — destaques de julhoAlim. e bebidas -0,67%Habitação +0,99%Alimentação no domicílio em queda; habitação (energia) puxa o índice (+0,15 pp)
Correção monetária
ÍndiceNo mêsÚltimos 3 mesesNo anoAcum. 12m (R12)Consulta
IGP-M (FGV)-0,22% (ago)≈-1,87% (jun-ago)+1,85% (jan-ago)2,16%FGV/IBRE
IPCA (IBGE)+0,07% (jul)≈+0,81% (mai-jul)+3,44% (jan-jul)4,44%IBGE/SIDRA
IGP-DI (FGV)-0,86% (jul)≈-0,79% (mai-jul)≈+2,10% (jan-jul)≈2,76%BCB/SGS (série 190)
INCC-DI (FGV)+0,61% (jul)≈+2,29% (mai-jul)≈+4,91% (jan-jul)≈6,46%BCB/SGS (série 192)
"Últimos 3 meses" e "No ano" autocalculados pela rotina (produto composto das variações mensais oficiais BCB/SGS — séries 433 IPCA, 189 IGP-M, 190 IGP-DI, 192 INCC-DI); valores com "≈" são cálculo próprio, não publicação oficial já acumulada. R12 de IGP-DI/INCC-DI também calculado (mesma metodologia); R12 de IPCA/IGP-M seguem a divulgação oficial (fonte primária).
🔗 Consulta de séries R12 e histórico de 36 meses (fontes oficiais): BCB — SGS (séries temporais) · IBGE/SIDRA · FGV/IBRE (IGP)
Copom — últimas 3 reuniões
ReuniãoDecisãoSelic resultanteViés
05/ago/2026-0,25 pp14,00% a.a."Serenidade e cautela"; ciclo gradual e dependente dos dados (unânime)
17/jun/2026-0,25 pp14,25% a.a.Continuidade do afrouxamento gradual
29/abr/2026-0,25 pp14,50% a.a.Cautela com choque inflacionário
Posição do BC vs. expectativas (Focus)
IndicadorFim de 20262027Meta / teto
IPCA5,00%4,29%Meta 3,0% (teto 4,5%) — acima do teto
Selic13,75%12,00%Política restritiva
PIB+1,93%+1,50%Crescimento modesto
DólarR$ 5,20R$ 5,29
Boletim Focus de 08/set/2026: IPCA 2026 reduzido a 5,00% (de 5,01%; 2ª queda semanal seguida); Selic fim de 2026 mantida em 13,75% (o mercado vê mais um corte além do atual 14,00%); câmbio R$ 5,20; PIB 2026 elevado a +1,93% (de +1,92%). Para 2027, IPCA em 4,29%, Selic 12,00% e dólar projetado em R$ 5,29.
Bolsas — Brasil & Global
ÍndiceFechamento (10/set)Var. diaTendência curto prazo
Ibovespa188.269 pts+1,42%Descola do exterior e renova máxima, puxado por Petrobras/Vale (commodities firmes + trade eleitoral); no ano ≈+16,9%, 12m ≈+36%; "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar
S&P 5007.591,70-0,58%Cai pelo 4º pregão com o petróleo acima de US$ 108 (Ormuz) reacendendo o temor inflacionário e os yields dos Treasuries subindo; cresce o receio de que o Fed possa até subir juros
Nasdaq Composite26.081,72-0,65%Recua com a energia firme e os yields altos pressionando as megacaps de tecnologia
Dow Jones52.064,10-0,60%Cede pelo 4º dia (-316 pts) com o petróleo alto e a rotação para fora de cíclicos
VIX (volatilidade)>17sobe (ref. 10/set)Rompeu a faixa de 14–17 mantida por 28 pregões (máxima intradia ~18) com a escalada geopolítica em Ormuz; settle exato de 10/set a confirmar
Fechamentos de 10/set (5ª) — agora confirmados; a edição anterior (10/set) saíra com o pregão ainda em andamento. Nesta 5ª, o Ibovespa descolou do exterior e disparou (+1,42%, 188.268,59), renovando máxima puxado por Petrobras/Vale; o dólar recuou a ≈R$ 5,10 (-0,10%). Em Nova York, as bolsas caíram pelo 4º pregão seguido com o salto do petróleo (Brent > US$ 108, Ormuz) reacendendo o temor inflacionário e os yields dos Treasuries em alta — o Dow (-0,60%, 52.064,10, -316 pts), a Nasdaq (-0,65%, 26.081,72) e o S&P 500 (-0,58%, 7.591,70). O pregão de hoje (6ª, 11/set) segue em andamento, com o petróleo recuando (Brent ~US$ 106 intradia) à espera do CPI dos EUA.
Energia & Metais
CommodityÚltimoVar. diaVar. 12mObservação
Petróleo WTI≈US$ 102,6/bbl≈+0,1% (intradia 11/set)n/dIntradia 11/set (via Investing.com/Trading Economics): segue firme acima de US$ 102, com a escalada EUA–Irã em Ormuz; a OPEP+ manteve a produção de outubro inalterada (fim de 6 meses de aumentos)
Petróleo Brent≈US$ 106,11/bbl≈-1,4% (intradia 11/set)n/dIntradia 11/set (via Investing.com/Trading Economics): superou US$ 108 na 5ª (10/set), maior nível desde maio, e recua hoje — ainda acumula ~+16% vs. o pré-guerra; ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos mantêm o Estreito de Ormuz parcialmente fechado; o Goldman Sachs alerta para risco de barril > US$ 120 se o transporte marítimo for mais atingido
Ouro≈US$ 4.360/ozrecua (intradia 11/set)≈+25%Intradia 11/set (faixa US$ 4.350–4.381/oz): recua das máximas com as apostas em alta de juros do Fed após dados fortes, apesar da busca por proteção na escalada geopolítica; % diário exato a confirmar
Grãos & Softs (CBOT/ICE)
CommodityÚltimoVar. diaObservação
Soja1.316,63 ¢/bu-1,08%Intradia 11/set (~05h ET via Investing.com), contrato nov/26; recua das máximas, mas ainda perto da máxima de 52 semanas; mercado aguarda o WASDE de setembro (agosto lido como neutro: yield 52,7 bu/ac, produção recorde ~4,52 bi bu)
Milho (CBOT)527,38 ¢/bu-1,06%Intradia 11/set (~05h ET via Investing.com), contrato dez/26; recua; o WASDE de agosto foi altista para o milho (yield cortado a 180,7 bu/ac e estoques finais a ~1,65 bi bu, abaixo do mercado); mercado aguarda o WASDE de setembro
Trigo737,40 ¢/bu-0,35%Intradia 11/set (~05h ET via Investing.com), contrato dez/26; recua de leve
ArrozR$ 79,68+0,30%CEPEA Esalq/Senar-RS · saca 50kg · 10/set; sobe de leve, em patamar recomposto (maior desde set/25 no RS)
Café arábica (ICE)≈ 290,95 ¢/lb+0,97%Ref. 11/set (~06h BRT via Investing.com, mercado fechado), contrato dez/26; reage em NY; segue pressionado no médio prazo pela safra brasileira acelerando e pela projeção de safra global recorde do USDA (189,7 mi sacas 26/27, +6%); CEPEA arábica (Brasil) caiu -1,72% em 10/set (R$ 1.618,91/sc — ver Grãos)
Açúcar #11 (NY)18,40 ¢/lb-1,92%Intradia 11/set (~05h ET via Investing.com), contrato out/26; recua, devolvendo parte do ganho recente; cristal CEPEA (Brasil) R$ 92,93/sc; açúcar segue na lista tarifada dos EUA
Algodão87,53 ¢/lb-0,78%Intradia 11/set (~05h ET via Investing.com), contrato dez/26; recua de leve, mas segue perto da máxima de 52 semanas
Cana-de-açúcar & Etanol (indicadores CEPEA / Consecana)
IndicadorÚltimo valorData / referênciaUnidadeObservação
Etanol hidratado (CEPEA)R$ 2,5448ref. jul/26R$/litro (SP)Líquido de impostos (ICMS/PIS/Cofins)
Etanol anidro (CEPEA)R$ 2,9168ref. jul/26R$/litro (SP)Líquido de impostos; safra 25/26 acima da anterior
Açúcar cristal (CEPEA)R$ 92,93/scref. 30/julR$/sc 50kg (SP)+0,58% no dia; recupera parte, mas oferta crescente vs. demanda fraca
ATR — Consecana-SPR$ 1,0816mar/26R$/kg de ATRAcumulado; ATR sob pressão na safra 26/27
Coeficientes de conversão Consecana: etanol anidro 1,7492 · hidratado 1,6761. Alta do petróleo tende a dar suporte a etanol/açúcar via paridade. Valores a confirmar são preenchidos pela rotina diária via CEPEA.
Histórico & tendência — por indicador
Escolha o indicador no seletor e a janela temporal nos botões. USD/BRL, Ibovespa e índices dos EUA já acumulam pontos de julho; os demais crescem a cada execução da rotina.
Bolsas — comparativo do dia
Correção monetária — acumulado 12 meses
Seções separadas: bolsas (variação do dia · fechamento de 10/set) e índices de correção monetária (acum. 12m, conforme últimas divulgações — IPCA de julho div. 11/ago; IGP-M de agosto div. 28/ago).
Grãos — Indicadores CEPEA/ESALQ (10/set)
ProdutoPreçoReferênciaObservação
SojaR$ 161,73/scCEPEA Paranaguá · 10/set+1,01% no dia (renova máximas); a demanda interna firme e o físico apertado sustentam os preços, apesar da safra recorde dos EUA (WASDE de agosto neutro p/ soja); indicador no maior patamar desde abr/23
MilhoR$ 70,19/scESALQ/B3 Campinas · 10/set-0,47% no dia (recua de leve); mesmo assim o WASDE de agosto altista (yield 180,7 bu/ac e estoques dos EUA a ~1,65 bi bu) dá suporte de fundo; físico brasileiro em patamar alto, com oferta vendedora reduzida
ArrozR$ 79,68/scCEPEA Esalq/Senar-RS · saca 50kg · ref. 10/set+0,30% no dia; segue firme, em patamar recomposto — maior desde set/25 no RS
Café arábicaR$ 1.618,91/scCEPEA · 10/set-1,72% no dia (devolve o ganho da véspera); segue com viés baixista de fundo pela safra brasileira acelerando e pela projeção de safra global recorde do USDA 26/27 (189,7 mi sacas, +6%); café confirmado na lista de isenções da tarifa dos EUA
Histórico recente & tendência (projeção)
ProdutoReferência anteriorAtual (10/set)MovimentoTendência (projeção)
SojaR$ 160,12 (9/set)R$ 161,73/sc+1,01%Renova máximas; a demanda interna firme e o físico apertado dão suporte, apesar da safra recorde dos EUA (WASDE de agosto neutro p/ soja); indicador na máxima desde abr/23
MilhoR$ 70,52 (9/set)R$ 70,19/sc-0,47%Recua de leve; WASDE altista externo ainda dá suporte de fundo e o físico segue em patamar alto, com oferta vendedora reduzida
Café arábicaR$ 1.647,29 (9/set)R$ 1.618,91/sc-1,72%Devolve o ganho da véspera; o USDA projeta safra global recorde 26/27 e a colheita brasileira acelera (viés baixista de fundo)
⚠️ Coluna "tendência" é projeção/interpretação com base no histórico e na movimentação — não é dado oficial. Série histórica completa (semanas/meses) é acumulada pela rotina diária.
Média Brasil (CEPEA)
ProdutoMédia BrasilUnidade
SojaR$ 161,73/sc 60kg
MilhoR$ 70,19/sc 60kg
ArrozR$ 79,68/sc 50kg
Valor de venda por estado (UF)
UF (praça-ref. por cultura)Soja (R$/sc)Milho (R$/sc)Arroz (R$/sc)
Brasil (média CEPEA)161,7370,1979,68
MT (sj: Sorriso | mi: Sorriso)129,6045,30
MS (sj: Dourados | mi: Dourados)120,8849,18
GO (sj: Rio Verde | mi: Rio Verde)138,5755,54
MG (sj: Uberlândia | mi: Uberlândia)132,5355,48
SP (sj: Ribeirão Preto | mi: Ribeirão Preto)a confirmara confirmar
PR (sj: Cascavel | mi: Cascavel | ar: Paranavaí)a confirmar51,8785,00
SC (sj: Chapecó | mi: Chapecó | ar: Turvo)a confirmara confirmara confirmar
RS (sj: Passo Fundo | mi: Passo Fundo | ar: Uruguaiana)128,84a confirmara confirmar
BA (sj: Barreiras | mi: Barreiras)126,8356,02
TO (sj: Pedro Afonso | mi: Porto Nacional | ar: Lagoa da Confusão)a confirmara confirmara confirmar
MA / PA (sj: Balsas | mi: Balsas)a confirmara confirmar
Preço por UF referenciado pela praça de maior comercialização por cultura (a cidade pode variar entre soja/milho/arroz no mesmo estado — ver rótulo de cada linha) — fonte Grão Direto (soja/milho, mercado físico regional; referencial, não auditado) e Agrolink/Notícias Agrícolas; média Brasil pelo CEPEA. Soja: MT (ref. 19/ago, R$ 129,60, -0,92% vs 18/ago, via Grão Direto); GO (ref. 19/ago, R$ 138,57, via Grão Direto); BA (ref. 03/ago, R$ 126,83); MG (ref. 24/jul); MS (ref. 13/jul); RS (ref. 10/jul). Milho: GO (ref. 19/ago, R$ 55,54, +2,42% vs 18/ago, via Grão Direto); MT (ref. 21/jul); PR (ref. 13/jul; PR Cascavel +0,39% vs 10/jul); MS, BA (ref. 10/jul); MG (ref. 12/jul). Demais células (SP/PR/SC/TO/MA-PA soja; SP/SC/TO/MA-PA milho; RS milho) sem cotação dedicada confirmada — a confirmar (desde 9/jul); Grão Direto segue sem cotação própria de Ribeirão Preto-SP e listou soja de Cascavel-PR e Pedro Afonso-TO como "indisponível para a cidade" (não usadas). Praças de arroz definidas por região produtora (regra permanente — ver rotina-diária): PR = Paranavaí (Noroeste do PR, maior produtividade do estado; fonte SEAB/DERAL-PR, ref. 22/jul: R$ 85,00/sc 60kg); SC = Turvo (polo do Sul Catarinense, ~67% da área plantada do estado); RS = Uruguaiana (Fronteira Oeste, maior região orizícola do país); TO = Lagoa da Confusão (já definida). SC e RS arroz seguem a confirmar — única cotação localizada estava desatualizada (23/abr) e foi descartada por não refletir preço corrente. Os preços por proteína estão na aba Proteínas. "—" indica produção não relevante na UF.
Safra, clima, logística & comércio exterior
TemaSituação
Safra de grãos 25/26 (Conab)9º Levantamento (11/jun): recorde de 358,6 mi t (+1,8%); soja 180,1 mi t (recorde) e milho 140,2 mi t
Câmbio, energia & estratégia comercialDólar a ≈R$ 5,10 (-0,10% em 10/set; recua de leve mesmo em dia de aversão a risco global, sustentado por commodities firmes; segue no menor patamar do ano; "risco Brasil" — temor fiscal/eleitoral — segue no radar); o real firme pesa um pouco na receita em R$ de soja/milho, mas a soja renovou máximas no físico (+1,01%) e o milho recuou de leve (-0,47%). Custo de escoamento: o petróleo superou US$ 108 com a escalada dos ataques EUA–Irã em Ormuz — Brent a ~US$ 106 (-1,4% intradia 11/set; máxima desde maio na véspera) e o WTI a ~US$ 102,6 —, elevando o custo de diesel/frete; a OPEP+ manteve a produção de outubro e Ormuz/Irã segue no radar (Goldman vê risco de barril > US$ 120)
Colheita & exportação de café (BR)Colheita 26/27 ~52% (abaixo dos 60% do ano anterior); ritmo lento por umidade/atraso ainda dá suporte de fundo; o indicador recuou em 10/set (-1,72%, R$ 1.618,91/sc), devolvendo o ganho da véspera, e o café segue isento da tarifa dos EUA. Na ICE, o arábica dez/26 segue com viés baixista de fundo pela projeção do USDA de safra global recorde 26/27 (189,7 mi sacas, +6%; arábica +12%) e pela colheita brasileira acelerando. Cecafé (15/jul): exportações 25/26 -15,7% (38,5 mi sacas), mas os EUA deixaram de ser o maior comprador pela 1ª vez desde 2009/10 — Alemanha assumiu a liderança. Conab projeta safra 26/27 recorde de 66,2 mi sacas
Clima grãos (EUA)Clima favorável no Midwest reforça oferta ampla; o WASDE de agosto (div. 12/ago) cortou o yield da soja a 52,7 bu/ac (produção ainda recorde ~4,52 bi bu — neutro) e do milho a 180,7 bu/ac (estoques finais a ~1,65 bi bu — altista); a soja opera próxima da máxima de 52 semanas
Oferta/demanda global (USDA/WASDE)WASDE de agosto (div. 12/ago, ~13h BRT) — lido como altista para o milho (yield cortado de 183 para 180,7 bu/ac; estoques finais 26/27 dos EUA reduzidos ~137 mi bu, a ~1,65 bi bu, abaixo do mercado) e neutro para a soja (yield 52,7 bu/ac vs 53 em julho; produção recorde ~4,52 bi bu); trigo sem grande reação. Soja BR 26/27 ~186 mi t
Proteínas animais — visão comparativa (CEPEA)
ProteínaPreçoUnidadeReferênciaObservação
Boi gordoR$ 349,50R$/@CEPEA/B3 · 10/set0,00% no dia (estável), em patamar alto; firmeza dos pecuaristas e abate/escala controlados; carne bovina confirmada na lista de isenções da tarifa dos EUA
FrangoR$ 7,74R$/kg (resfriado SP)CEPEA · 10/set+0,65% no dia (sobe); oferta reduzida sustenta os valores; margem recomposta
Suíno vivoR$ 4,83R$/kg (indicador SP)CEPEA · 10/setEstável em SP (0,00% no dia); detalhe por praça abaixo; próximo da mínima real da série histórica do CEPEA (desde 2002)
Ovos (vermelho)R$ 134,76R$/cx 30 dz (Bastos-SP)CEPEA · ref. 27/ago+0,59% na semana; branco R$ 123,52 (+0,22%); cadência semanal; recuou na 2ª quinzena de agosto com demanda mais fraca
Leite ao produtorR$ 2,7464R$/litro (Média Brasil)CEPEA · jun/26Captação; +3,18% em junho (div. 03/ago)
Suíno vivo por praça (CEPEA/ESALQ)
Praça (UF)Preço (R$/kg)Referência
Indicador (média SP)R$ 4,8310/set (0,00%)
MGR$ 5,04maior praça · 10/set (0,00%)
SP (posto)R$ 4,8310/set (0,00%)
SC (a retirar)R$ 4,5210/set (0,00%)
RS (a retirar)R$ 4,5210/set (0,00%)
PR (a retirar)R$ 4,43menor praça · 10/set (0,00%)
Suíno vivo posto na indústria. SC/PR/RS são preenchidos pela rotina via CEPEA (praças). Mercado em queda >30% em 2026 — pior patamar real em ~20 anos.
Variação por proteína
ProteínaDiaSemanaMês30 dias12 meses
Boi gordo0,00%+0,55% (vs 3/set)+0,58% (vs 11/ago)+0,58% (vs 11/ago)a confirmar
Frango+0,65%+2,93% (vs 3/set)+7,35% (vs 11/ago)+7,35% (vs 11/ago)a confirmar
Suíno vivo (SP)0,00%0,00% (vs 3/set)-5,29% (vs 11/ago)-5,29% (vs 11/ago)a confirmar
Ovos (vermelho)n/d+0,59% (vs sem. ant.)-8,20% (vs 3/ago)-8,20% (vs 3/ago)a confirmar
Leite (produtor)n/dn/d+3,18% (CEPEA jun)+3,18% (CEPEA jun)a confirmar
As colunas "Semana" são calculadas a partir da série própria acumulada — cálculo derivado de dado já publicado: boi, frango e suíno vs 3/set (~7 dias antes de 10/set, sua data corrente). As colunas "Mês/30 dias" usam o ponto mais próximo de ~30 dias antes dentro da tolerância ±5 dias: boi, frango e suíno vs 11/ago — também cálculo derivado. Ovos (Bastos-SP) têm cotação semanal — a coluna Dia não se aplica (n/d) e a "Semana" traz a variação vs a semana anterior (+0,59% publicada pelo CEPEA); Mês/30 dias vs 3/ago (ponto mais próximo disponível) refletindo o recuo da 2ª quinzena de agosto. Leite (produtor) é publicado pelo CEPEA em cadência mensal (captação) — as colunas Dia/Semana não se aplicam (n/d); Mês/30 dias trazem a variação mensal publicada de junho (+3,18%, div. 03/ago). "12 meses" segue "a confirmar" (série iniciada em 2026).
Custo de ração & margem (relação de troca)
IndicadorValorCálculoLeitura
Milho (insumo)R$ 70,19/scCEPEA (ref. aba Grãos)Custo-base de ração
Farelo de sojaa confirmarCEPEA/Paranaguá2º insumo de ração
Relação suíno/milho≈ 14,5R$ 70,19 ÷ R$ 4,83kg de suíno (SP) p/ comprar 1 sc de milho — quanto maior, pior a margem do produtor; melhora de leve, com o milho recuando (-0,47%) e o suíno estável (0,00%)
Relação frango/milho≈ 9,1R$ 70,19 ÷ R$ 7,74kg de frango p/ 1 sc de milho — melhora, com o frango subindo (+0,65%) e o milho recuando (-0,47%)
⚠️ Relações de troca são derivadas (metodologia própria) — proxy de margem, não dado oficial. Milho e soja vêm da aba Grãos (não duplicados). A margem completa entra quando o farelo de soja for confirmado.
Preço relativo entre proteínas
RelaçãoValorLeitura
Frango / Suíno (R$/kg)≈ 1,60Frango 7,74 ÷ suíno 4,83 (SP)
Boi / Frangoa confirmarRequer boi em R$/kg equivalente
Suíno / Boia confirmarRequer boi em R$/kg equivalente
Ovos / Frangoa confirmarSubstituição de consumo popular
Leite / cesta lácteosa confirmarUHT vs. muçarela/leite em pó
Lácteos — detalhe & referência internacional
IndicadorValorReferênciaObservação
Leite ao produtor (Média Brasil)R$ 2,7464/LCEPEA · jun/26Captação ao produtor; +3,18% em junho (div. 03/ago)
Queijo muçarela (Sudeste)R$ 35,10/kgCEPEA · jun/26+0,12% no mês
Leite em pó industrial (SP)R$ 30,89/kgCEPEA · jun/26-0,13% no mês
Leite UHT (atacado SP)a confirmar (desde jun)CEPEA/Boletim do LeiteUHT recuou ~5,2% de mai p/ jun
GDT — índice mundial+0,9%Evento 411 · 02/setMédia US$ 3.910/t (índice 1.177); 4ª alta seguida; leite em pó desnatado (SMP) +5,3% supera o integral (WMP -0,1%) pela 1ª vez desde ago/22; próximo evento (412) em 16/set
Boi — reposição & futuro
IndicadorValorReferênciaObservação
Boi gordo (CEPEA/B3)R$ 349,50/@10/set0,00% no dia (estável; à vista, em patamar alto; firmeza dos pecuaristas e abate controlado); carne bovina isenta da tarifa dos EUA; radar na cota de importação da China perto do limite (risco de pausa de embarques)
Bezerro (reposição, MS)R$ 464,9/@CEPEA · 8/julMenor desde fev; 3º mês em queda; ágio bezerro/boi 43,5% (máx. desde 2021)
Futuro boi (BGI, B3)a confirmar (desde 9/jul)B3 · R$/@ · contrato BGIQ26 (ago)Curva/hedge
Exportação & câmbio
ProteínaVolumeReceita US$Preço médio US$/tDestinos
Carne de frango (jun/26)482,8 mil tUS$ 985,5 mia confirmarOriente Médio, Ásia
Carne suína (jun/26)132,4 mil tUS$ 312,8 mia confirmarChina, Filipinas
Carne bovinaa confirmar (desde jun)a confirmar (desde jun)a confirmarChina, EUA, UE
Câmbio de referência: USD/BRL ≈R$ 5,10 (10/set). Dados ABPA de junho/26: frango +40,6% a/a em volume (1º sem. recorde, 2,936 mi t, +12,9%); suína -3,5% a/a no mês, mas 1º sem. recorde (794,2 mil t, +10%). Volumes/receita vêm de Comex Stat / AgroStat / ABPA — cadência mensal; julho ainda não fechado.
Status sanitário & mercados
ProteínaStatusObservação
Frango / Ovos🟢 UE reabre mercadoUE reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária e reautorizou a exportação de carne de frango ao bloco — foco recente no RS ocorreu em criação de subsistência e não altera o status comercial. Emergência zoossanitária (H5N1) segue como vigilância preventiva. Positivo para a avicultura (ABPA projeta +2,4% nas exportações); monitorar demais habilitações
Suíno🟢 sem alerta ativoPSA ausente no território; vigilância mantida. Monitorar PSA na Ásia/Europa
Boi🟢 mercados abertosMonitorar embargos/habilitações (China, EUA, UE)
Semáforo sanitário: verde = sem restrição relevante; amarelo = atenção; vermelho = embargo/foco. Fontes: MAPA, ABPA, WOAH. A rotina atualiza e dispara alerta quando houver mudança.

Leitura rápida

Análise por impacto empresarial

No fechamento de 10/set, o Ibovespa descolou do exterior e disparou (+1,42%, 188.268), renovando máxima puxado por Petrobras/Vale; o dólar recuou a ≈R$ 5,10 (-0,10%), no menor patamar do ano. Nos EUA, o salto do petróleo (Ormuz) reacendeu o temor inflacionário e derrubou Wall Street pelo 4º pregão (Dow -0,60%, 52.064; S&P -0,58%; Nasdaq -0,65%), com os yields dos Treasuries em alta e o receio de que o Fed possa até subir juros; o Brent superou US$ 108 (máxima desde maio) e recua hoje a ~US$ 106 (intradia 11/set). A Selic segue em 14,00% a.a. após o corte de 05/ago, de tom cauteloso; o Focus (8/set) manteve o IPCA 2026 em 5,00%, com PIB a +1,93% e Selic a 13,75%. O pregão de hoje (11/set) segue em andamento, com o CPI dos EUA no radar.
Por que importa: o vetor dominante do período é o petróleo, em nova disparada com a escalada EUA–Irã em Ormuz — energia firme realimenta o risco inflacionário global, mantém os yields elevados e reduz a chance de cortes de juros do Fed (há quem veja até alta), o que derrubou Wall Street pelo 4º pregão. No Brasil, o Ibovespa descolou do exterior e disparou (+1,42%, 188.268), sustentado por commodities firmes e trade eleitoral; o dólar recuou a ≈R$ 5,10 (-0,10%; YTD ≈-5,9%). O quadro doméstico segue desinflacionário — o IPCA-15 de agosto teve deflação de -0,40% (12m a 4,24%, abaixo do teto), o que sustenta o espaço para novos cortes de juros, ainda que o Copom mantenha o tom cauteloso; o Focus (8/set) vê Selic a 13,75% no fim do ano.
Efeito provável: juroscrédito a deflação doméstica (IPCA-15 12m a 4,24%) sustenta o ciclo de corte (Selic a 14,00%, Focus vendo 13,75%), reduzindo o custo de custeio/investimento — mas o petróleo alto pressiona os juros globais e, com o risco fiscal, mantém as taxas longas elevadas; câmbio o dólar a ~R$ 5,10 — mantém a receita em R$ do exportador agro e alivia importados/dívida em US$; custos o petróleo superou US$ 108 (Brent ~US$ 106 intradia 11/set; Goldman vê risco > US$ 120) com a escalada em Ormuz, aumentando a pressão sobre diesel/frete; bolsas a bolsa local renovou máxima na contramão do exterior (Petrobras/Vale), mas o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue podendo reverter o fluxo; planejamento monitorar o CPI dos EUA, o quadro fiscal/eleitoral (pesquisas), os próximos passos do Copom/Fed e a escalada em Ormuz.
Tarifa dos EUA: 25% (Seção 301) + 12,5% (trabalho forçado) somam 37,5% sobre ~33% do agro exportado aos EUA; Brasil e EUA retomam negociações com novas reuniões em setembro
Por que importa: a medida da Seção 301 (25%) preserva café, carne bovina, laranja, petróleo e gás e celulose, mas mantém no alvo açúcar, aço, papel e máquinas agrícolas. A ela soma-se uma nova sobretaxa de 12,5% oriunda de uma investigação sobre trabalho forçado. Segundo levantamento da CNA, a combinação eleva a 37,5% a taxação total sobre ~33% das exportações do agro aos EUA (produtos atingidos pelas duas investigações ao mesmo tempo); outros 12,3% do agro pagam só os 12,5% adicionais, enquanto 53% do setor seguem fora das duas medidas. Brasil e EUA retomaram as negociações e concordaram em realizar novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro, após Trump orientar o USTR a buscar um acordo — sinal de distensão. As exportações Brasil→EUA caíram 9,7% (jan–ago), com queda de 29,1% nos produtos sobretaxados. O Brasil segue recorrendo à OMC e estudando a Lei da Reciprocidade Econômica.
Efeito provável: exportaçãoagro alívio para cafeicultor, pecuária de corte, citricultura e cadeia de energia (isentos); indústria golpe em siderurgia, papel, açúcar e máquinas agrícolas — a retomada das negociações abre janela de alívio potencial; planejamento acompanhar o andamento das reuniões de setembro, a diversificação de destinos e o risco de reversão.
Ibovespa descola e dispara em 10/set (+1,42%, 188.268; no ano ≈+16,9%, 12m ≈+36%), puxado por Petrobras/Vale, na contramão de NY; dólar recua a ≈R$ 5,10 (-0,10%); Wall Street cai pelo 4º pregão com o salto do petróleo (Dow -0,60%, 52.064; S&P -0,58%; Nasdaq -0,65%); Brent superou US$ 108 (máxima desde maio) e recua a ~US$ 106 (intradia 11/set)
Por que importa: no fechamento de 10/set, o Ibovespa descolou do exterior e renovou máxima (+1,42%, 188.268), sustentado por Petrobras/Vale (commodities firmes + trade eleitoral), enquanto o dólar recuou a ≈R$ 5,10 (-0,10%; YTD ≈-5,9%), com o dólar global firme (DXY ~99,1). Em Wall Street, as bolsas caíram pelo 4º pregão com o salto do petróleo (Ormuz) reacendendo o temor inflacionário e os yields dos Treasuries em alta: o Dow (-0,60%, -316 pts), a Nasdaq -0,65% e o S&P -0,58%. O Brent superou US$ 108 e recua hoje a ~US$ 106 (intradia 11/set). O câmbio define custo de importados, serviço de dívida em US$ e receita em reais do exportador agro.
Efeito provável: bolsas a bolsa local renovou máxima na contramão do exterior (Petrobras/Vale), mas o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) pode reverter o fluxo estrangeiro; câmbioagro o dólar a ~R$ 5,10 mantém a receita em R$ do exportador e alivia a dívida em US$; custos o Brent superou US$ 108 (~US$ 106 intradia 11/set; Goldman vê risco > US$ 120) com a escalada em Ormuz, elevando a pressão sobre diesel/frete; planejamento o CPI dos EUA, o quadro fiscal/eleitoral (pesquisas), o ritmo do ciclo Copom/Fed, a escalada em Ormuz e a tarifa dos EUA são os vetores da volatilidade à frente.
IGP-M recua -0,22% em agosto (FGV): 3ª deflação seguida, ainda que menor que a de julho (-1,16%); acumula +1,85% no ano e +2,16% em 12 meses
Por que importa: o IGP-M — índice que reajusta aluguéis comerciais, contratos de energia e vários contratos empresariais — teve deflação de -0,22% em agosto (div. 28/ago), a 3ª queda mensal seguida, embora menos intensa que a de julho (-1,16%). O acumulado em 12 meses desacelerou de 2,76% (jul) para 2,16%. Para quem indexa receita/despesa ao IGP-M, o índice segue muito abaixo do IPCA (4,44% em 12m), ampliando a diferença entre os dois indexadores.
Efeito provável: custos reajustes de aluguel/contratos atrelados ao IGP-M ficam contidos (ou negativos no mês) — alívio para o locatário/tomador; planejamento vale reavaliar a escolha de indexador (IGP-M vs IPCA) em renovações e revisar cláusulas de reajuste; margem a queda do atacado sugere desinflação na cadeia produtiva, favorável a custos de insumos à frente.
Agro (CEPEA 10/set): grãos mistos — soja +1,01% (Paranaguá R$ 161,73); milho -0,47% (R$ 70,19); café arábica em queda -1,72% (R$ 1.618,91); nas proteínas, boi estável (R$ 349,50/@), suíno SP estável (R$ 4,83) e frango +0,65% (R$ 7,74/kg). Na CBOT (intradia 11/set), soja -1,08% e milho -1,06%. Destaque sanitário: UE reabre o mercado de frango ao Brasil
Por que importa: a soja renovou máximas no físico (+1,01%, Paranaguá R$ 161,73), no maior patamar desde abr/23 com a demanda interna firme (WASDE neutro p/ soja). O milho recuou de leve (-0,47%, R$ 70,19), embora o WASDE altista ainda dê suporte de fundo — o custo de ração das proteínas segue apertado (a relação suíno/milho ≈14,5 e a frango/milho ≈9,1). O café arábica caiu (-1,72%, R$ 1.618,91/sc), mantendo o viés baixista de fundo pela safra brasileira acelerando e pela projeção de safra global recorde do USDA 26/27 (189,7 mi sacas, +6%). Nas proteínas, o boi ficou estável (R$ 349,50/@, em patamar alto e isento do tarifaço), o suíno SP estável (R$ 4,83, perto da mínima real da série histórica) e o frango subiu (+0,65%, R$ 7,74/kg, com oferta reduzida) — agora com a UE reabrindo o mercado de exportação de frango ao Brasil.
Efeito provável: margemagro os grãos ainda em patamar alto sustentam boa receita ao produtor, embora a pressão externa (safra recorde) possa limitar os preços à frente; o milho, mesmo recuando, ainda caro mantém apertada a margem de suíno, enquanto a alta do frango melhora sua relação de troca; o boi em patamar alto sustenta a margem do pecuarista, favorecido pela isenção tarifária; exportação a reabertura do mercado europeu de frango destrava um destino relevante para a avicultura; o café segue isento do tarifaço, e a diversificação de destinos reduz a vulnerabilidade comercial; planejamento o petróleo superou US$ 108 (Brent ~US$ 106 intradia 11/set), pressionando o custo de diesel/frete da safra; atenção às próximas exportações, ao câmbio e ao repasse do café.

Riscos e pontos de atenção

Notícias — hoje e ontem (Brasil, EUA, Europa · financeiro & agro)
Petróleo superou US$ 108: Brent na máxima desde maio com a escalada EUA–Irã em Ormuz; recua a ~US$ 106 hoje (10-11/set) Alta
O Brent superou US$ 108/bbl na 5ª (10/set), maior nível desde maio, com a escalada da guerra EUA–Irã no Estreito de Ormuz: ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos contra navios de guerra americanos mantêm o estreito parcialmente fechado. Na manhã de hoje (11/set), o Brent recua para ~US$ 106 (-1,4% intradia) e o WTI segue a ~US$ 102,6, ainda ~+16% acima do patamar pré-guerra; o Goldman Sachs alerta para risco de barril > US$ 120 se os ataques ao transporte marítimo se intensificarem. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
📁 Commodities / Geopolítica · impacto: custos, inflação, câmbio, agro · CNBC — petróleo, Brent/WTI e a crise de Ormuz · Trading Economics — Brent (10-11/set)
Ibovespa descola do exterior e dispara +1,42% (188.268) em 10/set, puxado por Petrobras/Vale; dólar recua a ≈R$ 5,10 Alta
Na 5ª (10/set), o Ibovespa avançou +1,42% aos 188.268,59 pontos, renovando máxima na contramão de Wall Street, impulsionado por Petrobras/Vale (commodities firmes com o petróleo em alta) e pelo "trade eleitoral"; acumula +16,85% no ano. O dólar à vista recuou de leve a ≈R$ 5,10 (-0,10%), seguindo no menor patamar do ano mesmo com a aversão a risco global. A queda do dólar alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar.
Wall Street cai pelo 4º pregão em 10/set com o petróleo alto: Dow -0,60% (52.064), S&P -0,58% e Nasdaq -0,65% Média
Na 5ª (10/set), as bolsas dos EUA recuaram pela 4ª sessão seguida com o petróleo acima de US$ 108, os yields dos Treasuries subindo e o crescente receio de que a inflação persistente (pressionada pelo choque de energia) empurre o Fed para uma nova alta de juros — o J.P. Morgan chegou a mudar o cenário-base para uma alta de 25 pb. O Dow caiu -0,60% (52.064,10, -316 pts), com o S&P 500 -0,58% (7.591,70) e a Nasdaq -0,65% (26.081,72). O foco de hoje é o CPI dos EUA. Para o Brasil, é um vetor de juros globais mais altos e dólar potencialmente mais firme à frente.
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · TheStreet — índices dos EUA em 10/set · TheStreet — dilema do Fed (alta x corte)
UE reconhece o Brasil como livre de gripe aviária e libera a retomada das exportações de frango ao bloco Alta
A União Europeia reconheceu o Brasil como país livre de influenza aviária, autorizando a retomada das exportações de carne de frango ao bloco. Um foco recente no RS ocorreu em criação de subsistência e não altera o status sanitário comercial. A reabertura destrava um destino relevante para a avicultura brasileira: a ABPA projeta +2,4% nas exportações e produção de ~14,73 mi t em 2026. Positivo para a cadeia de frango, que já vinha com preços firmes no físico (CEPEA R$ 7,74/kg).
📁 Agro / Sanitário · impacto: exportação, agro, margem · Agência Gov (EBC) — UE reconhece Brasil livre de gripe aviária
Brasil e EUA retomam negociação para reverter as tarifas da Seção 301 (37,5%), com novas reuniões em setembro Alta
A sobretaxa combinada de 37,5% (25% da Seção 301 + 12,5% por trabalho forçado) atinge 3.985 produtos, ~US$ 10,8 bi (R$ 55 bi) em exportações. Delegações de Brasil e EUA concordaram em realizar novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro, após Trump orientar o USTR a buscar um acordo — sinal de distensão comercial. As exportações Brasil→EUA caíram 9,7% no acumulado do ano (jan–ago), com recuo de 29,1% nos produtos sobretaxados. Alívio potencial para os exportadores brasileiros afetados (siderurgia, açúcar, papel, máquinas agrícolas).
📁 Geopolítica / Macro · impacto: exportação, indústria, agro · SpaceMoney — Brasil e EUA retomam negociação da Seção 301
CEPEA 10/set: soja renova máximas (+1,01%, R$ 161,73); milho recua (-0,47%); café cai forte (-1,72%); boi estável e frango +0,65% Média
Em 10/set, a soja subiu +1,01% (Paranaguá R$ 161,73/sc), renovando máximas (maior patamar desde abr/23), enquanto o milho recuou -0,47% (ESALQ/B3 R$ 70,19/sc) e o café arábica caiu forte -1,72% (R$ 1.618,91/sc), devolvendo o ganho da véspera. Nas proteínas, o boi ficou estável (R$ 349,50/@), o frango resfriado avançou (+0,65%, R$ 7,74/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — perto da mínima real da série histórica do CEPEA. Na CBOT (intradia 11/set), soja (1.316,63 ¢/bu, -1,08%) e milho (527,38 ¢/bu, -1,06%) recuam. O milho ainda caro mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (10/set) · CEPEA — Café arábica (10/set)
Petróleo furou US$ 101: Brent na máxima desde maio com o Irã prometendo "conflito mais intenso"; Trump vê crise até depois das eleições (9-10/set) Alta
O Brent superou US$ 101/bbl na 4ª (9/set), maior nível desde maio, com a escalada da guerra EUA–Irã no Estreito de Ormuz: o Irã prometeu resistir ao bloqueio naval americano e um "conflito mais intenso", enquanto Trump declarou que a crise não deve terminar antes das eleições de meio de mandato (nov), sinalizando pouca chance de alívio no preço da gasolina no curto prazo. Na manhã de hoje (10/set), o Brent segue firme a ~US$ 101,25 (+0,04% intradia), acumulando ~+14% no mês e ~+53% em 12 meses. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
📁 Commodities / Geopolítica · impacto: custos, inflação, câmbio, agro · Energy Connects — Brent perto de US$ 101 com o Irã pronto para guerra intensa (10/set) · Trading Economics — Brent (9-10/set)
Wall Street cai pelo 3º pregão em 9/set com o petróleo acima de US$ 100: Dow -0,77% (52.381), S&P -0,48% e Nasdaq -0,64% Alta
Na 4ª (9/set), as bolsas dos EUA recuaram pela 3ª sessão seguida com o petróleo rompendo US$ 100, os yields dos Treasuries subindo e o crescente receio de que a inflação persistente empurre o Fed para uma nova alta de juros. O Dow caiu -0,77% (52.380,66, -405 pts), com o S&P 500 -0,48% (7.636,36) e a Nasdaq -0,64% (26.253,34). Renovados combates no Oriente Médio ampliaram o receio de disrupção da oferta global de energia. Para o Brasil, é um vetor de juros globais mais altos e dólar potencialmente mais firme à frente.
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · CNBC — petróleo > US$ 100 e bolsas dos EUA (9/set) · Stock Market Recap — índices dos EUA em 9/set
Ibovespa perde a máxima e cai -0,93% (185.629) com o petróleo > US$ 100; dólar sobe a R$ 5,1123 (9/set) Média
Na 4ª (9/set), o Ibovespa recuou -0,93% aos 185.629,04 pontos, devolvendo parte do rali recorde e acompanhando o exterior em forte aversão a risco, com o Brent acima de US$ 101 (maior nível desde julho) elevando o temor inflacionário. O dólar à vista subiu +0,52% a R$ 5,1123, mas segue no menor patamar do ano. A alta do dólar no dia encarece importados/dívida em US$, mas melhora um pouco a receita em R$ do exportador agro; o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar.
CEPEA 9/set: grãos recuam (soja -0,21%, milho -0,54%); café reage +0,72%; boi +0,33% e frango +0,65% Média
Em 9/set, os grãos recuaram no físico: soja -0,21% (Paranaguá R$ 160,12/sc) e milho -0,54% (ESALQ/B3 R$ 70,52/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica reagiu +0,72% (R$ 1.647,29/sc) após a sequência de quedas. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,33%, R$ 349,50/@), o frango resfriado avançou (+0,65%, R$ 7,69/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT (intradia 10/set), soja (1.315,63 ¢/bu, +0,51%) e milho (530,88 ¢/bu, +0,74%) sobem, com o mercado à espera do WASDE de setembro (12/set). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (9/set) · CEPEA — Café arábica (9/set)
Petróleo estende alta: Brent a US$ 99,44 e WTI a US$ 94,66 após EUA destruírem mais 5 petroleiros iranianos; Goldman vê risco de barril > US$ 120 (9/set) Alta
Na 4ª (9/set), o petróleo subiu pela sequência com a escalada da guerra EUA–Irã, agora no 7º mês: os EUA destruíram cinco petroleiros iranianos na terça (8/set), em retaliação a tentativas de ataque a um navio de guerra americano, enquanto os houthis (aliados do Irã) atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita. No intradia, o Brent avançou +1,55% a US$ 99,44/bbl e o WTI +1,75% a US$ 94,66. O Goldman Sachs alertou que a intensificação dos ataques ao transporte marítimo pode levar o barril acima de US$ 120. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
📁 Commodities / Geopolítica · impacto: custos, inflação, câmbio, agro · CNBC — petróleo sobe com destruição de petroleiros iranianos (9/set) · Investing.com — Brent/WTI intradia (9/set)
Wall Street cai em 8/set com o salto do petróleo: Dow -1,18% (52.786), S&P -0,58% e Nasdaq -0,32% Alta
Na 3ª (8/set), as bolsas dos EUA recuaram com o petróleo no centro do pregão — o Brent chegou perto de US$ 99 e o WTI acima de US$ 90 —, reacendendo o temor inflacionário e mantendo os yields dos Treasuries elevados no eco do payroll forte de agosto (+162 mil). O Dow liderou as perdas, caindo -1,18% (52.786,07, mais de 600 pts), com o S&P 500 -0,58% (7.673,52) e a Nasdaq -0,32% (26.421,41). Renovados combates no Oriente Médio — inclusive ataques a instalações de energia sauditas — ampliaram o receio de disrupção da oferta global. Para o Brasil, é um vetor de juros globais mais altos e dólar potencialmente mais firme à frente.
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · CNBC — petróleo e bolsas dos EUA em 8/set · Investrade — Market Review 8/set (índices)
Ibovespa renova máxima e sobe +1,25% (187.454), maior patamar desde maio; dólar cai a R$ 5,086 (8/set) Alta
Na 3ª (8/set), o Ibovespa avançou +1,25% aos 187.454,34 pontos — maior patamar desde maio, com máxima intradiária de 189.487 —, descolando de Nova York e impulsionado por Petrobras/commodities (petróleo em alta) e pelo "trade eleitoral"; o volume somou R$ 18,76 bi. O dólar comercial recuou -0,86% a R$ 5,086, no menor patamar desde agosto, com o real firme e o dólar global de lado (DXY ~98,8). A queda do dólar alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar.
CEPEA 8/set: grãos mistos (soja -0,25%, milho -0,04%, arroz +0,06%); café recua forte -1,47%; boi +0,19% e frango +0,26% Média
Em 8/set, os grãos ficaram mistos no físico: soja -0,25% (Paranaguá R$ 160,46/sc), milho -0,04% (ESALQ/B3 R$ 70,90/sc) e arroz +0,06% (R$ 79,12/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou com força -1,47% (R$ 1.635,57/sc), no viés baixista. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,19%, R$ 348,35/@), o frango congelado avançou (+0,26%, R$ 7,63/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT/ICE (intradia 9/set), soja, milho e trigo sobem de leve, o açúcar #11 avança forte (+1,94%, no embalo do petróleo) e o café ICE recua -0,62%. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (8/set) · CEPEA — Café arábica (8/set)
Boletim Focus (8/set): IPCA 2026 recua a 5,00% (2ª queda seguida) e PIB 2026 sobe a +1,93%; Selic mantida a 13,75% Média
O Focus de 8/set reduziu a projeção de IPCA 2026 de 5,01% para 5,00% — a 2ª queda semanal seguida — e elevou o PIB 2026 de +1,92% para +1,93%, mantendo a Selic fim de 2026 em 13,75% (o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%) e o dólar em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA subiu a 4,29%. O cenário desinflacionário (IPCA-15 de agosto em deflação de -0,40%, 12m a 4,24% abaixo do teto) sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
📁 Macro Brasil / Juros · impacto: juros, crédito, câmbio, inflação · Exame — Focus reduz IPCA 2026 pela 2ª semana (8/set) · TrendsCE — projeção do IPCA cai de novo (8/set)
Petróleo dispara na reabertura da semana: Brent perto de US$ 100 com escalada EUA–Irã em Ormuz (8/set) Alta
A escalada militar entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz — por onde passa ~20% do petróleo mundial — ganhou corpo no fim de semana: os EUA atacaram três petroleiros iranianos no sábado (5/set), em resposta a mísseis balísticos iranianos contra dois navios de guerra americanos, e o Irã ameaça criar uma nova área de navegação restrita. Omã resgatou 16 tripulantes do petroleiro saudita Sidr após um suposto ataque iraniano. Na manhã de 3ª (8/set), o Brent saltava a ~US$ 99,04/bbl (+2,10% intradia; ~+4,6% vs os US$ 94,71 de 4/set) e o WTI a ~US$ 94,50 (+3,30%), estendendo o rali por uma 2ª sessão; a OPEP+ manteve a produção de outubro inalterada, interrompendo 6 meses de aumentos. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
📁 Commodities / Geopolítica · impacto: custos, inflação, câmbio, agro · InfoMoney — Brent se aproxima de US$ 100 com escalada em Ormuz · Investing.com — Brent/WTI intradia (8/set)
Payroll dos EUA vem forte (+162 mil vs ~53 mil esperado) e derruba Wall Street; temor de juros do Fed reacende (4/set) Alta
Na 6ª (4/set), o relatório de emprego (payroll) de agosto trouxe +162 mil vagas fora da agricultura — muito acima das ~53 mil esperadas —, com o desemprego estável em 4,1%. A leitura forte reacendeu o temor de alta de juros do Fed: os rendimentos dos Treasuries subiram (o de 2 anos na máxima desde jan/2025) e as bolsas recuaram — S&P 500 -0,38% (7.718,60), Nasdaq -0,29% (26.506,99) e Dow -0,51% (53.414,25, -272 pts). Para o Brasil, é um vetor de dólar mais firme e juros globais mais altos à frente, com potencial de pressionar câmbio e taxas longas. Hoje (2ª, 7/set) não há pregão nos EUA (Labor Day) nem no Brasil (Independência).
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · Washington Post — índices dos EUA em 4/set · TheStreet — yields sobem, ações caem após o payroll (4/set)
Ibovespa fecha de lado (-0,02%, 185.147), mas garante a 2ª melhor semana do ano (+5,4%); dólar sobe a R$ 5,1296 (4/set) Média
Na 6ª (4/set), o Ibovespa fechou praticamente de lado (-0,02%, 185.147,15 pontos), mas garantiu a 2ª melhor semana do ano (+5,4%) — a maior alta semanal desde janeiro — com o retorno do fluxo estrangeiro e a disputa presidencial em foco. O dólar à vista subiu +0,50% a R$ 5,1296, acompanhando o dólar global mais firme após o payroll forte dos EUA, mas ainda acumulou queda de -1,28% na semana (real firme no "trade eleitoral"). A alta do dólar no dia eleva a receita em R$ do exportador agro, mas encarece importados/dívida em US$.
CEPEA 4/set: grãos mistos (soja +0,46%, milho -0,18%, arroz +0,13%); café recua -0,74%; frango sobe +1,20% Média
Em 4/set, os grãos ficaram mistos no físico: soja +0,46% (Paranaguá R$ 160,87/sc), milho -0,18% (ESALQ/B3 R$ 70,93/sc) e arroz +0,13% (R$ 79,07/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou de novo -0,74% (R$ 1.659,93/sc), no viés baixista. Nas proteínas, o boi ficou praticamente estável (+0,03%, R$ 347,70/@), o frango congelado subiu (+1,20%, R$ 7,61/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT/ICE, o último pregão (4/set) fechou em leve correção para soja, milho e trigo e o café ICE recuou -0,83% (settle; mercado reabre hoje, 8/set, após o feriado). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (4/set) · CEPEA — Frango congelado (4/set)
Petróleo recua no dia, mas fecha a semana em forte alta (~+9%); Brent a US$ 94,71 e ouro cede a US$ 4.429 após payroll (4/set) Média
Na 6ª (4/set), o petróleo recuou no dia — Brent -1,09% (US$ 94,71/bbl) e WTI perto de US$ 91 —, mas fechou a semana em forte alta (~+9%), a melhor desde meados de julho, com o prêmio geopolítico da escalada EUA–Irã em Ormuz. O ouro cedeu -1,14% (US$ 4.429/oz), pressionado pelo payroll forte dos EUA, que reduziu a aposta de cortes do Fed e elevou os juros longos. Preços de energia firmes ainda pressionam diesel/frete e o custo logístico da safra; o Estreito de Ormuz e a resposta da OPEP+ seguem no radar.
📁 Energia / Commodities · impacto: custos, logística, câmbio · Fortune — preço do petróleo (4/set) · Rio Times — ouro recua após dados de emprego (4/set)
Wall Street tem o melhor dia em ~1 mês após falas de Waller (Fed): S&P +1,06%, Nasdaq +1,40%, Dow +1,18% (3/set) Alta
Na 5ª (3/set), as bolsas dos EUA dispararam no melhor dia em cerca de um mês, depois que o dirigente do Fed Christopher Waller sinalizou que as pressões de preços davam sinais de melhora, levando os investidores a reduzir as apostas de alta de juros. O S&P 500 subiu +1,06% (7.747,60), a Nasdaq +1,40% (26.584,06) e o Dow +1,18% (53.685,52, +624 pts); o ouro reagiu ~+2% (~US$ 4.490/oz) com o recuo dos juros longos. O alívio nos juros dos EUA é favorável, na margem, a câmbio e taxas por aqui; o payroll de hoje (6ª, 04/set) deve calibrar a aposta sobre o próximo passo do Fed.
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · Yahoo Finance — melhor dia com alívio nas apostas de juros (3/set) · TheStreet — Nasdaq e S&P saltam (3/set)
Ibovespa acomoda de lado (-0,01%, 185.188) após 11 altas, com realização de lucros; dólar estável a R$ 5,1045 (3/set) Média
Na 5ª (3/set), o Ibovespa pausou a série de 11 altas seguidas e fechou praticamente de lado (-0,01%, 185.188,13 pontos), com realização de lucros — chegou a tocar 188.891 na máxima (+1,99%) antes de devolver os ganhos; o volume somou R$ 35,19 bi. O dólar à vista ficou estável a R$ 5,1045 (-0,08%), perto da mínima desde 7/ago, com o real ainda firme no "trade eleitoral" e o dólar global de lado (DXY ~99,1). O câmbio estável e fraco alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o foco vira ao payroll dos EUA (04/set).
CEPEA 3/set: grãos mistos (soja -0,53%, milho +0,17%, arroz +0,46%); café recua -1,44%; frango sobe forte +2,45% Média
Em 3/set, os grãos ficaram mistos no físico: soja -0,53% (Paranaguá R$ 160,14/sc), milho +0,17% (ESALQ/B3 R$ 71,06/sc) e arroz +0,46% (R$ 78,97/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou de novo -1,44% (R$ 1.672,25/sc), seguindo o viés baixista. Nas proteínas, o boi ficou praticamente estável (+0,06%, R$ 347,60/@), o frango congelado subiu forte (+2,45%, R$ 7,52/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT/ICE (intradia 4/set), soja, milho e trigo seguem em leve correção e o café sobe de leve (+0,86%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (3/set) · CEPEA — Frango congelado (3/set)
Ibovespa dispara +3,05% (185.205) na 11ª alta com "trade eleitoral" após Quaest; dólar cai a R$ 5,1065, menor desde 7/ago (2/set) Alta
Na 4ª (2/set), o Ibovespa disparou +3,05% aos 185.205,09 pontos — a maior alta diária desde março e a 11ª consecutiva, com recorde intradiário de 186.028 —, no chamado "trade eleitoral": uma pesquisa Quaest mostrou empate técnico entre Lula (42%) e Flávio Bolsonaro (41%), atraindo fluxo estrangeiro para papéis ligados a commodities (Petrobras +2%, Vale +3%). O dólar à vista caiu -0,91% a R$ 5,1065, menor fechamento desde 7/ago. O real mais forte alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o foco vira ao payroll dos EUA (04/set).
Wall Street sobe e interrompe 3 quedas seguidas com o alívio nos juros dos Treasuries: S&P +0,46%, Nasdaq +0,45%, Dow +0,56% (2/set) Média
Na 4ª (2/set), as bolsas dos EUA subiram e romperam uma sequência de três quedas, com os rendimentos dos Treasuries dando uma trégua após a corrida a máximas de vários anos. O S&P 500 avançou +0,46% (7.666,60), a Nasdaq +0,45% (26.217,83) e o Dow +0,56% (53.061,95, +295 pts). O petróleo fez uma pausa na disparada (Brent ~US$ 95,6) e o ouro cedeu à mínima de ~3 semanas (~US$ 4.335/oz). O alívio nos juros longos dos EUA é favorável, na margem, a câmbio e taxas por aqui; o payroll de 6ª (04/set) deve calibrar a aposta sobre o próximo passo do Fed.
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · TheStreet — S&P e Dow sobem após dias de queda (2/set) · Yahoo Finance — mercado em 2/set
CEPEA 2/set: grãos acomodam (soja -0,09%, milho -0,03%, arroz -0,01%); café recua forte -1,96%; boi sobe +0,40% Média
Em 2/set, os grãos acomodaram no físico após a alta recente: soja -0,09% (Paranaguá R$ 160,99/sc), milho -0,03% (ESALQ/B3 R$ 70,94/sc) e arroz -0,01% (R$ 78,61/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou forte -1,96% (R$ 1.696,62/sc), seguindo o viés baixista. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,40%, R$ 347,40/@), com frango congelado (R$ 7,34/kg) e suíno vivo SP (R$ 4,83/kg) praticamente estáveis. Na CBOT/ICE (intradia 3/set), soja, milho e trigo seguem em correção. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (2/set) · CEPEA — Café arábica (2/set)
Petróleo faz pausa na disparada: Brent a US$ 95,63 (+1,04%) e ouro cede à mínima de 3 semanas (~US$ 4.335) (2/set) Média
Na 4ª (2/set), o petróleo interrompeu a corrida das últimas sessões: o Brent avançou apenas +1,04% (US$ 95,63/bbl) e o WTI ficou perto de US$ 91, com o prêmio geopolítico da escalada EUA–Irã em Ormuz acomodando. O ouro cedeu à mínima de cerca de 3 semanas (~US$ 4.335/oz), com a reavaliação do rumo do Fed e o recuo dos juros longos. Preços de energia firmes ainda pressionam diesel/frete e a paridade de etanol/açúcar; o Estreito de Ormuz e a resposta da OPEP+ seguem no radar.
📁 Energia / Commodities · impacto: custos, logística, câmbio · Fortune — preço do petróleo (2/set) · Yahoo Finance — ouro recua (2/set)
Petróleo estende disparada com a escalada EUA–Irã em Ormuz; Brent a US$ 94,65 e WTI a US$ 90,82; Wall Street recua puxada pela tecnologia (1º/set) Alta
Na 3ª (1º/set), o petróleo estendeu a disparada com a escalada dos ataques EUA–Irã no Estreito de Ormuz: o Brent subiu +4,6% para US$ 94,65/bbl (contrato out/26) e o WTI +5,9% para US$ 90,82, na máxima desde o fim de julho, com o temor sobre o fluxo pelo Estreito. Em Nova York, as bolsas recuaram de novo, puxadas pela venda em megacaps de tecnologia e pela alta dos juros longos: a Nasdaq caiu -1,02% (26.100), o Dow -0,79% (52.767, -419 pts) e o S&P 500 -0,35% (7.660); o ouro recuou -1,9%, a ~US$ 4.359/oz, com a expectativa de um Fed menos disposto a cortar. O salto do petróleo pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, além de realimentar o risco inflacionário global.
📁 Geopolítica / Commodities · impacto: custos, inflação, câmbio · Al Jazeera — petróleo sobe com ataques em Ormuz · Motley Fool — Wall Street cai e petróleo sobe (1º/set)
Ibovespa sobe +1,30% (179.722) na 10ª alta e novo recorde, com Petrobras e PIB do 2º tri; dólar cai a R$ 5,1557 (1º/set) Média
Na 3ª (1º/set), o Ibovespa avançou +1,30% aos 179.722,48 pontos, na 10ª alta consecutiva e com novo recorde intradiário (181.061), sustentado pela Petrobras (petróleo em alta com os ataques EUA–Irã) e pelo PIB do 2º trimestre — descolando do exterior negativo. O dólar à vista caiu -0,47% a R$ 5,1557, com o dólar global de lado (DXY ~99,8) e o real mais forte. O foco vira ao payroll dos EUA (04/set) e à escalada no Oriente Médio.
CEPEA 1º/set: grãos firmes (soja +1,07%, milho +1,04%, arroz +0,32%); café recua -1,02%; boi sobe +0,46% Média
Em 1º/set, os grãos seguiram firmes no físico: soja +1,07% (Paranaguá R$ 161,14/sc), milho +1,04% (ESALQ/B3 R$ 70,96/sc) e arroz +0,32% (R$ 78,62/sc), enquanto o café arábica recuou -1,02% (R$ 1.730,56/sc), devolvendo o ganho da véspera. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,46%, R$ 346,00/@), com frango congelado (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP (R$ 4,83/kg) estáveis. Na CBOT/ICE (intradia 2/set), soja (1.302,25 ¢/bu), milho e trigo corrigem após a máxima de 52 semanas. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (1º/set) · CEPEA — Boi gordo (1º/set)
Petróleo dispara com ataques EUA–Irã em Ormuz; Brent salta a ~US$ 93 e ouro cai a ~US$ 4.435; Wall Street recua (31/ago) Alta
No fim de semana, os EUA atingiram lançadores de foguetes na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz (domingo), e o Irã revidou com mísseis e drones contra bases americanas na Jordânia — a 1ª troca de ataques em cerca de um mês. O petróleo disparou: o Brent saltou acima de US$ 90 (~US$ 93/bbl) e o WTI subiu a US$ 85,62 (+2,66%), com o temor sobre o fluxo pelo Estreito. Em Nova York, as bolsas recuaram (S&P 500 -0,33%, Nasdaq -0,12%, Dow -0,70%) e os juros longos subiram (Treasury de 10 anos na máxima desde jan/25), reduzindo a aposta de cortes do Fed; o ouro caiu ~3,5% em duas sessões, a ~US$ 4.435/oz. O salto do petróleo pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, além de realimentar o risco inflacionário global.
📁 Geopolítica / Commodities · impacto: custos, inflação, câmbio · Yahoo Finance — Wall Street recua com EUA–Irã (31/ago) · Bloomberg — ouro cai com tensões EUA–Irã (31/ago)
Ibovespa sobe +1,01% (177.431) na 9ª alta e novo recorde intradiário, com Petrobras e MSCI; dólar cai a R$ 5,1797 (31/ago) Média
Na 2ª (31/ago), o Ibovespa avançou +1,01% aos 177.431 pontos, na 9ª alta consecutiva e com novo recorde intradiário (178.586), sustentado pela Petrobras (petróleo em alta com os ataques EUA–Irã) e por rebalanceamento do MSCI (volume de R$ 20,2 bi) — apesar de agosto ter fechado levemente negativo (-0,32%). O dólar à vista caiu -0,31% a R$ 5,1797, ainda que o mês tenha acumulado alta de +2,17% (real mais fraco em agosto), com o dólar global de lado (DXY ~99,6). O foco vira ao payroll dos EUA (04/set) e à escalada no Oriente Médio.
CEPEA 31/ago: grãos firmes (milho +1,04%, café +1,15%, arroz +0,40%); soja quase estável (-0,20%); boi recua de leve Média
Em 31/ago, os grãos seguiram firmes: milho +1,04% (ESALQ/B3 R$ 70,23/sc), café arábica +1,15% (R$ 1.748,44/sc) e arroz +0,40% (R$ 78,37/sc), com a soja quase estável (-0,20%, Paranaguá R$ 159,44/sc) após a disparada de +3,04% de 6ª. Nas proteínas, o boi recuou de leve (-0,28%, R$ 344,40/@), com frango congelado (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP (R$ 4,86/kg) estáveis. Na CBOT/ICE (intradia 1º/set), soja (1.301,88 ¢/bu), milho e trigo seguem perto da máxima de 52 semanas. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Milho (31/ago) · CEPEA — Café arábica (31/ago)
Boletim Focus (31/ago): IPCA 2026 reduzido a 5,01% e PIB 2026 a +1,92%; Selic mantida a 13,75% Média
O Focus de 31/ago reduziu a projeção de IPCA 2026 de 5,02% para 5,01% e o PIB 2026 de +1,95% para +1,92%, mantendo a Selic fim de 2026 em 13,75% — sinal de que o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%; o dólar foi mantido em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA subiu a 4,28%, a Selic segue em 12,00% e o dólar em R$ 5,29. O cenário desinflacionário (IPCA-15 de agosto em deflação) sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
📁 Macro Brasil / Juros · impacto: juros, crédito, câmbio, inflação · InfoMoney — Focus reduz IPCA e PIB de 2026 (31/ago) · BM&C News — Focus mantém Selic 13,75% (31/ago)
IPCA-15 tem deflação de 0,40% em agosto (melhor em 4 anos) e recua a 4,24% em 12 meses (26/ago) Alta
O IPCA-15 de agosto, divulgado pelo IBGE em 26/ago, teve deflação de -0,40% (ante +0,06% em julho) — a menor leitura desde agosto de 2022 (-0,73%). Em 12 meses, a prévia da inflação recuou a 4,24% (de 4,52%), voltando a ficar abaixo do teto da meta (4,5%) após 3 meses; no ano, acumula +3,09%. A queda foi puxada por Habitação (-1,41%, com energia elétrica -6,25% após bônus/bandeira), Transportes (-1,00%) e Alimentação e Bebidas (-0,57%). A desinflação reforça o espaço para novos cortes de juros à frente.
📁 Macro Brasil / Inflação · impacto: juros, custos, planejamento · InfoMoney — IPCA-15 cai 0,40% em agosto · Poder360 — deflação de 0,40% no IPCA-15
Ibovespa sobe +0,30% (175.665) na 8ª alta e novo recorde; Petrobras (+2,0%) avança após Justiça suspender imposto de 12% sobre exportação de petróleo (28/ago) Alta
Na 6ª (28/ago), o Ibovespa avançou +0,30% aos 175.665 pontos, na 8ª alta consecutiva e novo recorde de fechamento, ajudado pela Petrobras (+2,0%) após uma decisão da Justiça Federal suspender o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto — medida depois prorrogada pelo governo. O dólar à vista subiu a R$ 5,197 (+0,63%), fechando a semana com o real ~1% mais fraco. A suspensão do imposto alivia o exportador de óleo bruto, mas abre um flanco fiscal (perda de arrecadação) a monitorar — tema relevante para o planejamento tributário/empresarial.
📁 Câmbio / Bolsa / Fiscal · impacto: bolsas, câmbio, tributário · Rio Times — Ibovespa 175.665, Petrobras e imposto de exportação (28/ago)
Wall Street recua na 6ª (28/ago): realização pós-Nvidia e cautela antes de Jackson Hole (discurso de Warsh) Média
Na 6ª (28/ago), as bolsas dos EUA recuaram, em realização de lucros após o rali da Nvidia e em clima cauteloso antes do simpósio de Jackson Hole, com foco no discurso do novo presidente do Fed, Kevin Warsh: S&P 500 -0,25% (7.712), Nasdaq -0,52% (26.402) e Dow -0,02% (53.560). O ouro fechou a semana perto de US$ 4.600/oz, pouco alterado. O foco agora vira ao payroll dos EUA (04/set), que deve calibrar as apostas sobre o próximo passo do Fed. Para o Brasil, o tom do Fed segue influenciando câmbio e taxas longas.
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · Rio Times — índices dos EUA em 28/ago · Yahoo Finance — ouro estável à espera de Warsh (28/ago)
Soja no físico dispara +3,04% (Paranaguá R$ 159,76/sc) em 28/ago; café arábica recua de leve -0,81% após o tombo Alta
Em 28/ago, o indicador CEPEA da soja (Paranaguá) disparou +3,04% a R$ 159,76/sc — maior patamar desde abr/23 —, impulsionado pela demanda interna firme e pelo dólar mais forte, apesar da safra recorde dos EUA (WASDE neutro p/ soja). O milho subiu +0,67% (R$ 69,51) e o arroz +0,28% (R$ 78,06/sc). O café arábica recuou de leve -0,81% (R$ 1.728,61/sc), acomodando após o tombo de -3,22% da véspera; na ICE, o contrato dez/26 fechou a ~312,6 ¢/lb (+0,95%). A disparada da soja reforça a boa receita ao produtor no físico.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja (28/ago) · CEPEA — Café arábica (28/ago)
CEPEA 28/ago: grãos firmes (soja +3,04%, milho +0,67%, arroz +0,28%); café -0,81%; boi sobe e frango/suíno estáveis Média
Em 28/ago, os grãos seguiram firmes: soja +3,04% (Paranaguá R$ 159,76/sc), milho +0,67% (R$ 69,51) e arroz +0,28% (R$ 78,06/sc), enquanto o café arábica recuou -0,81% (R$ 1.728,61/sc). Nas proteínas, boi +0,25% (R$ 345,35/@), frango congelado estável (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP estável (R$ 4,86/kg). Na ICE, o café dez/26 fechou a ~312,6 ¢/lb (+0,95%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Milho · CEPEA — Boi gordo (28/ago)
Ibovespa sobe +0,01% (174.586) na 6ª alta e novo recorde; dólar sobe a R$ 5,151; Wall Street tem dia misto à espera da Nvidia (26/ago) Média
Na 4ª (26/ago), o Ibovespa subiu apenas +0,01% (174.586,26 pontos, +9,46 pts), mas emplacou a 6ª alta consecutiva e novo recorde — abriu forte com o IPCA-15 deflacionário, mas perdeu fôlego ao longo da sessão. O dólar à vista subiu +0,22% a R$ 5,151 (PTAX 5,1490), com o dólar global firme após dados de inflação nos EUA. Em Nova York, as bolsas fecharam de leve no vermelho, à espera do balanço da Nvidia (após o fechamento): S&P -0,04% (7.675), Nasdaq -0,08% (26.130) e Dow -0,21% (53.464); a Nvidia subiu no after-hours com projeção forte de vendas. A alta do dólar eleva a receita em R$ do exportador agro, mas encarece insumos importados e a dívida em dólar.
CEPEA 26/ago: grãos em alta (soja +0,57%, milho +0,53%); café corrige -1,12%; boi recua e frango sobe de leve Média
Em 26/ago, os grãos subiram: soja +0,57% (Paranaguá R$ 154,57/sc) e milho +0,53% (R$ 68,79), enquanto o café arábica corrigiu -1,12% (R$ 1.800,79/sc); arroz a R$ 76,14/sc (ref. 24/ago). Nas proteínas, boi -0,25% (R$ 342,50/@), frango congelado +0,14% (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP estável (R$ 4,86/kg), mas com quedas fortes no Sul (SC -2,77%, PR -1,52%, RS -1,28%). Hoje (27/ago), no intradia da ICE, o café arábica despenca (-8,32%) e o açúcar #11 sobe (+3,53%); na CBOT, milho e soja corrigem de leve (-0,39%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja · Notícias Agrícolas / CEPEA — Milho
Boletim Focus (25/ago): IPCA 2026 mantido em 5,02% e Selic em 13,75%; PIB 2026 revisado para baixo a +1,95% Média
O Focus de 25/ago manteve a projeção de IPCA 2026 em 5,02% e a Selic fim de 2026 em 13,75% — sinal de que o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%. O destaque foi a revisão para baixo do PIB 2026, de +1,98% para +1,95%, refletindo cautela com a atividade; o dólar foi mantido em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA foi ajustado a 4,25%, a Selic segue em 12,00% e o dólar em R$ 5,30. O cenário desinflacionário sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
📁 Macro Brasil / Juros · impacto: juros, crédito, câmbio, inflação · XP — Focus reduz PIB 2026 a 1,95% (25/ago) · BP Money — Focus mantém IPCA e corta PIB
Ibovespa dispara +1,55% (174.577) e renova recorde na 5ª alta; dólar cai a R$ 5,139; Wall Street sobe (25/ago) Alta
Na 3ª (25/ago), o Ibovespa avançou +1,55% aos 174.576,80 pontos, na 5ª alta consecutiva e renovando o patamar recorde, puxado por Vale/bancos e pelo apetite por risco global. O dólar à vista caiu -0,25%/-0,27% a R$ 5,139, com o dólar global estável. Em Nova York, as bolsas fecharam no azul com o recuo dos juros dos Treasuries: S&P +0,32% (7.677,28), Nasdaq +0,66% (26.151,30) e Dow +0,30% (53.579,94), com o mercado à espera do balanço da Nvidia (quarta). A queda do dólar reduz a receita em R$ do exportador agro, mas barateia insumos importados e a dívida em dólar.
📁 Câmbio / Bolsa · impacto: bolsas, câmbio, crédito · InfoMoney — Ibovespa +1,55%, dólar R$ 5,14 (25/ago) · Rio Times — mercados Brasil (25/ago)
CEPEA 25/ago: grãos mistos (soja -0,10%, milho +0,35%, café -0,29%); frango sobe e suíno recua; petróleo estende perdas Média
Em 25/ago, os grãos ficaram mistos: soja -0,10% (Paranaguá R$ 153,70/sc), milho +0,35% (R$ 68,43) e café arábica -0,29% (R$ 1.821,25/sc), com o arroz a R$ 76,14/sc (ref. 24/ago). Nas proteínas, boi estável (R$ 343,35/@, +0,04%), frango congelado em alta (R$ 7,29/kg, +0,97%, com oferta reduzida) e suíno vivo SP -0,82% (R$ 4,86/kg). No exterior, o petróleo estendeu as perdas (Brent -3,9% a US$ 88,60; WTI -2,98% a US$ 82,36), com o alívio nas tensões EUA-Irã. Hoje (26/ago), no intradia da CBOT, o milho sobe firme (+1,27%, renova máxima de 52 semanas) e a soja avança de leve (+0,25%); o arábica na ICE corrige (-1,09%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja · Investing.com — Milho CBOT (intradia 26/ago)
Petróleo estende queda: Brent cai a ~US$ 88,60 (-3,9%) com expectativa de retomada das negociações EUA-Irã (25/ago) Alta
Na 3ª (25/ago), o petróleo teve o 2º recuo seguido, com o Brent caindo ~-3,9% (US$ 88,60) e o WTI ~-3,0% (US$ 82,36), à medida que cresceu a expectativa de retomada das negociações entre EUA e Irã, desmontando o prêmio geopolítico acumulado na semana. O tráfego pelo Estreito de Ormuz e a resposta da OPEP+ seguem no radar. O recuo dos preços alivia (na margem) diesel/frete e o custo logístico da safra, mas pesa na paridade de etanol/açúcar.
📁 Energia / Geopolítica · impacto: custos, logística, exportação · Trading Economics — Brent recua (25-26/ago) · Fortune — preço do petróleo (25/ago)
Ibovespa sobe +0,51% (171.907) na 4ª alta seguida; dólar sobe a R$ 5,153; Wall Street tem dia misto (24/ago) Alta
Na 2ª (24/ago), o Ibovespa avançou +0,51% aos 171.907 pontos, na 4ª alta consecutiva, puxado por Vale (+2,80%) e bancos e resistindo à queda das techs em NY; Braskem caiu 6,71% no radar da reestruturação. O dólar à vista subiu +0,27% a R$ 5,1531, com o dólar global estável. Em Nova York, dia misto com realização em chips/IA após o forte alívio de sexta: S&P -0,28% (7.652,86), Nasdaq -0,76% (25.980,19) e Dow +0,26% (53.417,16). A alta do dólar eleva a receita em R$ do exportador agro, mas encarece insumos importados e a dívida em dólar.
📁 Câmbio / Bolsa · impacto: bolsas, câmbio, crédito · InfoMoney — Ibovespa +0,51%, dólar R$ 5,15 (24/ago) · Rio Times — mercados Brasil (24/ago)
CEPEA 24/ago: grãos em alta (soja +0,12%, milho +0,43%, café +1,27%); suíno SP recua; petróleo cai forte Média
Em 24/ago, os grãos subiram: soja +0,12% (Paranaguá R$ 153,86/sc), milho +0,43% (R$ 68,19) e café arábica +1,27% (R$ 1.826,58/sc), com o arroz a R$ 76,14/sc. Nas proteínas, boi estável (R$ 343,20/@), frango congelado estável (R$ 7,22/kg) e suíno vivo SP -0,81% (R$ 4,90/kg). No exterior, o petróleo recuou com força (Brent -2,32% a US$ 92,20; WTI -2,50% a US$ 84,89), devolvendo parte do prêmio geopolítico. Hoje (25/ago), no intradia da CBOT, o milho sobe de leve (+0,34%) e a soja fica estável (-0,09%); o arábica na ICE corrige (-0,56%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja · Investing.com — Milho CBOT (intradia 25/ago)
Ibovespa dispara +1,85% (171.032) e dólar cai 1,00% a R$ 5,14 na sexta (21/ago); Wall Street sobe Alta
Na 6ª (21/ago), o Ibovespa teve forte recuperação, subindo +1,85% aos 171.031,73 pontos, e o dólar à vista caiu 1,00% a R$ 5,1417 na venda, ajudado pelo enfraquecimento global da moeda americana e pelo apetite por risco em torno do simpósio de Jackson Hole. Em NY, as bolsas fecharam em alta em dia de alívio (S&P +0,43%, Nasdaq +0,43%, Dow +0,98%), com o VIX recuando a 15,13. O real mais forte reduz a receita em R$ do exportador agro, mas barateia insumos importados e a dívida em dólar.
Lula telefona a Trump (22/ago) e pede o fim do tarifaço, citando queda de 36,87% no desmatamento Alta
No sábado (22/ago), o presidente Lula telefonou a Donald Trump para pedir a retirada das tarifas dos EUA sobre o Brasil, classificando-as como "sem fundamento" e citando dados do INPE (divulgados em 21/ago) que apontam queda de 36,87% no desmatamento da Amazônia (ago/2025–jul/2026) — contrariando uma das justificativas norte-americanas. A tarifa total de 37,5% (25% da Seção 301 + 12,5% por trabalho forçado) segue em vigor sobre ~33% do agro exportado aos EUA; o gesto diplomático dá algum alívio ao sentimento de risco doméstico.
📁 Comércio exterior / Geopolítica · impacto: exportação, agro, câmbio · Asharq Al-Awsat — Lula pede fim das tarifas a Trump (22/ago) · Rio Times — Lula, tarifas e dados da Amazônia
CEPEA 21/ago: grãos corrigem (soja -0,61%, café -0,98%); milho sobe de leve e arroz recomposto; milho dispara na CBOT Média
Em 21/ago, os grãos corrigiram parte da alta recente: soja -0,61% (Paranaguá R$ 153,68/sc) e café arábica -0,98% (R$ 1.803,76/sc), enquanto o milho subiu de leve (+0,24%, R$ 67,90) e o arroz avançou a R$ 76,17/sc. Nas proteínas, boi -0,72% (R$ 343,20/@), suíno vivo SP -0,20% (R$ 4,94/kg) e frango congelado +0,70% (R$ 7,22/kg). Já hoje (24/ago), no intradia da CBOT, o milho dispara (+2,44%, perto da máxima de 52 semanas) após o WASDE altista de agosto, a soja corrige (-0,27%) e o arábica na ICE sobe de leve (+0,29%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja · Investing.com — Milho CBOT (intradia 24/ago)
Trump promete "guerra econômica" ao Irã; petróleo toca ~US$ 94 e Wall Street volta a cair (20/ago) Alta
Na 5ª (20/ago), Trump descartou estender a trégua com o Irã — "não há conversas ou negociações em curso ou agendadas" — e disse que o bloqueio naval segue "em plena vigência", com o Estreito de Ormuz fechado, enquanto anunciava uma "operação econômica esmagadora" contra Teerã. O Brent tocou ~US$ 94 (máxima desde o fim de julho) e o WTI ~US$ 87; na sexta (21/ago) o Brent fechou em alta (US$ 94,39, +0,65%) e o WTI a US$ 87,32 (+0,97%). Com os juros longos de volta em alta, as bolsas dos EUA recuaram na 5ª (S&P -0,87%, Nasdaq -1,00%, Dow -1,32%), antes de subirem na 6ª. O prêmio geopolítico pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, mas sustenta a paridade de etanol/açúcar.
📁 Energia / Geopolítica · impacto: custos, logística, exportação · CNN Business — Trump aperta a economia do Irã (20/ago) · Investing.com — Brent (intradia 21/ago)
Wall Street volta a cair (20/ago): alívio nos juros evapora e petróleo alto pressiona techs/chips Média
Na 5ª (20/ago), as bolsas dos EUA voltaram ao vermelho: o alívio do dia anterior durou pouco, com os juros longos de volta em alta (Treasury de 10 anos a 4,69% e o de 30 anos a 5,24%) apesar da ampliação da recompra do Tesouro, e a alta do petróleo (Trump vs. Irã) pesando sobre o risco. O S&P 500 recuou -0,87% (7.641,16), a Nasdaq -1,00% (26.067,17) e o Dow -1,32% (52.759,20, ~-700 pts), com as ações de IA/chips liderando as perdas. O simpósio de Jackson Hole (discurso de Powell na 6ª, 22/ago) entra no radar dos juros dos EUA.
📁 Macro EUA / Bolsas · impacto: bolsas, juros globais, câmbio · Yahoo Finance — bolsas caem com yields de volta (20/ago) · CNBC — sell-off com Treasuries em alta (20/ago)
Ibovespa sobe +0,06% (167.927) na 2ª alta seguida; dólar sobe a R$ 5,194 Média
Na 5ª (20/ago), o Ibovespa subiu +0,06% (167.927 pts), a 2ª alta consecutiva, resistindo à queda de Wall Street, puxado por Petrobras no embalo do petróleo alto. O dólar à vista subiu +0,31% a R$ 5,1937, acompanhando o exterior fraco, mas contido pelo dólar global mais fraco. O "risco Brasil" (temor fiscal/eleitoral, saída de estrangeiros) segue no radar.
📁 Câmbio / Bolsa · impacto: bolsas, câmbio, crédito · InfoMoney — Ibovespa hoje (20/ago) · Finance News — Ibovespa +0,06%, dólar R$ 5,19 (20/ago)
WASDE de agosto (USDA): relatório altista para o milho e neutro para a soja Alta
Divulgado em 12/ago, o WASDE de agosto cortou o rendimento do milho 26/27 dos EUA para 180,7 bu/acre (ante 183 em julho, abaixo do mercado) e reduziu os estoques finais em ~137 mi bu, para ~1,65 bi bu — leitura altista. Para a soja, o yield veio a 52,7 bu/acre (vs 53 em julho), com produção recorde (~4,52 bi bu), largamente em linha com o esperado (neutro); o trigo teve pouca reação. Na CBOT, o milho renova máxima de 52 semanas e a soja segue firme no intradia de 5ª (20/ago): milho +1,02% e soja +0,54%.
📁 Agro / Commodities · impacto: agro, exportação, margem · DTN/Progressive Farmer — WASDE de agosto · AgWeb — corte de yield do milho
Petróleo segue subindo e o Brent passa de US$ 92 com Trump descartando estender a trégua com o Irã; Wall Street recua pelo 3º dia Alta
O Brent fechou 18/ago a US$ 90,87 e negociava acima de US$ 92 no intradia seguinte (~US$ 92,4), com o WTI a ~US$ 85, depois de Trump afirmar que não tem interesse em prorrogar a trégua interina com o Irã — o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz segue reduzido. A alta do petróleo, somada aos juros longos em máxima de quase duas décadas (Treasury de 30 anos), levou Wall Street ao vermelho pelo 3º dia na 3ª (S&P -0,69%, Nasdaq -1,33%, Dow -0,22%), com as ações de IA/chips liderando as perdas. O prêmio geopolítico pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, mas dá suporte à paridade de etanol/açúcar.
Ibovespa cai na 11ª sessão seguida (-0,27%, 166.336); dólar sobe a R$ 5,222, de volta perto da máxima do ano Média
Na 3ª (18/ago), o Ibovespa recuou -0,27% (166.336 pts) na 11ª baixa consecutiva, ainda sob "risco Brasil" (temor fiscal/eleitoral, juros altos por mais tempo, saída de estrangeiros) e com o cenário de crédito no radar após o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia. O dólar à vista subiu +0,40% a R$ 5,222, de volta perto da máxima do ano marcada em 14/ago, após dias de alívio.
📁 Câmbio / Bolsa · impacto: bolsas, câmbio, crédito · Divulgar Dinheiro — Ibovespa -0,27%, dólar R$ 5,22 (18/ago) · CNN Brasil — mercado em 18/ago
IPCA desacelera a 0,07% em julho e recua a 4,44% em 12 meses (IBGE) Alta
O IPCA subiu apenas 0,07% em julho (div. 11/ago pelo IBGE), um pouco acima do esperado (~0,03%), mas desacelerando de 0,16% em junho. Em 12 meses, a inflação oficial recuou de 4,64% para 4,44%; no ano, acumula +3,44%. Alimentação e bebidas caíram -0,67% (alívio no domicílio), enquanto habitação (+0,99%) puxou o índice via energia. A desinflação reforça o espaço para novos cortes de juros.
📁 Macro Brasil / Inflação · impacto: juros, custos, planejamento · InfoMoney — IPCA de julho (0,07%; 4,44% em 12m) · IBGE — INPC/IPCA julho 2026
Boletim Focus (17/ago): IPCA 2026 mantido em 5,02% e Selic fim de ano em 13,75% Alta
O Focus de 17/ago manteve a projeção de IPCA 2026 em 5,02% e a Selic fim de 2026 em 13,75% — sinal de que o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%. O PIB 2026 foi mantido em +1,98% e o dólar em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA subiu levemente a 4,24%, a Selic segue em 12,00% e o dólar em R$ 5,29. O cenário desinflacionário sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
📁 Macro Brasil / Juros · impacto: juros, crédito, câmbio, inflação · BM&C News — Focus mantém IPCA 5,02% e Selic 13,75% (17/ago) · InfoMoney — projeções do Focus
Copom corta a Selic para 14,00% a.a. (-0,25 pp, unânime); comunicado pede "serenidade e cautela" Média
Na noite de 05/ago, o Copom reduziu a Selic em 0,25 pp, para 14,00% a.a., em decisão unânime — o 4º corte seguido (recuo de 1 pp desde os 15% do início do ano). O comunicado destacou "elevada incerteza", desancoragem de expectativas e riscos elevados, pediu "serenidade e cautela" e sinalizou um ciclo gradual e dependente dos dados, sem se comprometer com o ritmo dos próximos passos. O Focus (20/jul) já projetava 14,00% no fim do ano.
Wall Street recua pelo 3º dia (18/ago) com chips/IA no vermelho e juros longos em máxima de quase 2 décadas: S&P -0,69%, Nasdaq -1,33%, Dow -0,22% Média
Na 3ª (18/ago), as bolsas dos EUA recuaram pelo 3º dia, com as ações de IA/chips voltando a cair e os juros longos em máxima de quase duas décadas (o rendimento do Treasury de 30 anos), enquanto os investidores digerem os balanços do varejo e aguardam o simpósio de Jackson Hole. O S&P 500 cedeu -0,69% (7.691,76), a Nasdaq -1,33% (26.289,71) e o Dow -0,22% (53.343,40, -116,38 pts). O movimento reflete a reprecificação de risco em torno das techs de alto múltiplo.
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Ata do Copom (11/ago) reforça tom cauteloso após corte da Selic a 14,00% Média
A ata do Copom, divulgada em 11/ago, reforçou o tom de "serenidade e cautela" adotado no corte de 0,25 pp de 05/ago (unânime, 4º seguido), diante de elevada incerteza e desancoragem de expectativas, sinalizando um ciclo gradual e dependente dos dados, sem se comprometer com o ritmo à frente. O documento segue como um dos vetores da aversão doméstica, ao lado do risco fiscal. O Focus (17/ago) projeta Selic a 13,75% no fim do ano.
📁 Macro Brasil / Juros · impacto: juros, crédito, câmbio · BCB — Ata do Copom · Money Times — ata do Copom no radar (11/ago)
Petróleo recupera parte das perdas (Brent US$ 87,47, +0,6%) com impasse em Ormuz Média
Em 14/ago, o Brent subiu +0,6% (US$ 87,47) e o WTI ficou em ~US$ 81, recuperando parte das perdas da véspera, com as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz emperradas mantendo o prêmio geopolítico. Do lado da oferta, os estoques dos EUA em alta e a projeção mais fraca de demanda global 2026 da OPEP (+580 mil b/d) limitam o avanço. Preços mais firmes elevam diesel/frete, mas dão algum suporte à paridade de etanol/açúcar.
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IGP-M recua -1,16% em julho e acumula +2,76% em 12 meses, aponta FGV Média
O IGP-M — indexador de aluguéis comerciais e contratos empresariais — teve deflação de -1,16% em julho (div. 30/jul), puxada pelo atacado (IPA -1,74%; matérias-primas -3,89%). O índice acumula +2,08% no ano e desacelerou de 3,16% (jun) para +2,76% em 12 meses, seguindo bem abaixo do IPCA (4,44% em 12m). Alívio para reajustes atrelados ao IGP-M.
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CEPEA 20/ago: grãos disparam (soja +1,97%, milho +0,52%); café sobe (+0,94%) e proteínas paradas Média
Em 20/ago, os grãos dispararam: soja +1,97% (Paranaguá R$ 154,63/sc, acima de R$ 154) e milho +0,52% (R$ 67,74); o café arábica subiu +0,94% (R$ 1.821,66/sc), acompanhando a ICE em alta. Nas proteínas o mercado ficou parado: o boi CEPEA/B3 subiu de leve +0,25% (R$ 345,70/@), o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,95/kg) e o frango congelado ficou estável (R$ 7,17/kg). No intradia da ICE de 21/ago, o arábica subiu +1,49% e a soja na CBOT corrigiu de leve (-0,22%). O milho firme mantém apertada a margem de ração; o café ainda tem viés baixista de fundo pela projeção do USDA de safra global recorde 26/27 (189,7 mi sacas, +6%). Café e carne bovina isentos da tarifa dos EUA.
📁 Agro Brasil · impacto: agro, exportação, margem · Notícias Agrícolas / CEPEA — Soja · CEPEA — Milho
Ouro dispara à máxima de 3 meses (~US$ 4.647/oz, +1,7%) com dólar global mais fraco Baixa
No intradia de 21/ago (~06h BRT), o ouro chegou a saltar +1,7% para ~US$ 4.647/oz, na máxima de cerca de 3 meses (fechou a sexta perto de ~US$ 4.590/oz), ajudado pelo dólar global mais fraco (DXY perto de mínimas de meses) e pela busca por refúgio em meio à geopolítica (Ormuz) e à volatilidade dos juros longos nos EUA. O metal negocia perto da máxima histórica, sinalizando aversão a risco elevada — pano de fundo relevante para custo de capital e alocação.
📁 Metais / Macro · impacto: câmbio, juros, planejamento · Investing.com — Ouro (intradia 21/ago)
GDT sobe 0,9% no evento 411 (02/set); 4ª alta seguida dos lácteos, com SMP superando o WMP pela 1ª vez desde ago/22 Baixa
O índice mundial de lácteos (Global Dairy Trade) subiu +0,9% no evento 411, em 02/set, com preço médio de US$ 3.910/t (índice 1.177) — a 4ª alta seguida. O leite em pó desnatado (SMP) saltou +5,3% (US$ 3.695/t) e superou o integral (WMP -0,1%, US$ 3.585/t) pela primeira vez desde ago/22. A firmeza internacional dá suporte de fundo à referência do leite/derivados no Brasil, embora o mercado doméstico siga em cadência mensal (leite ao produtor a R$ 2,7464/L, ref. jun/26). Próximo evento (412) em 16/set.
📁 Lácteos / Exportação · impacto: agro, margem · DairyNews — GDT 411: SMP supera WMP (02/set) · Global Dairy Trade
Foco de gripe aviária (H5N1) em aves silvestres no RS; comércio não afetado Média
Governo do RS detectou foco na Reserva do Taim/Lagoa da Mangueira (div. 16/jul); segundo a Secretaria, não afeta o comércio avícola. A emergência zoossanitária nacional segue prorrogada por 180 dias.
📁 Sanitário · impacto: agro, exportação, sanitário · Secretaria Agricultura RS · CNN Brasil
Exportação de frango bate recorde histórico no 1º semestre Média
2,936 mi t, +12,9% a/a; suína tem 1º sem. recorde apesar de junho -3,5% a/a. CEPEA 18/ago: frango congelado a R$ 7,17/kg (estável), em margem recomposta.
📁 Proteína / Exportação · impacto: agro, exportação, margem · AF News
Maquinário agro, lançamentos & eventos
Lançamentos 2026
John Deere traz ao Brasil os tratores da série 5M e o "Essential Package" para culturas especiais; AGCO oferece retrofits de pulverização direcionada de fábrica.
Eventos
Expointer 2026 (49ª ed.) confirmada para 29/08 a 06/09 em Esteio/RS — monitorar lançamentos e negócios de máquinas.
Top 5 temas mais mencionados no mercado
1. Petróleo segue em disparada: Brent superou US$ 108 (máxima desde maio) e recua a ~US$ 106; Goldman vê risco > US$ 120 (10-11/set)
A escalada da guerra EUA–Irã no Estreito de Ormuz (ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos contra navios de guerra americanos) manteve o estreito parcialmente fechado. O Brent superou US$ 108/bbl na 5ª (10/set), e na manhã de hoje (11/set) recua a ~US$ 106 (-1,4%), com o WTI a ~US$ 102,6; a OPEP+ manteve a produção de outubro inalterada e o Goldman Sachs alertou para risco de o barril superar US$ 120. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e à Petrobras. (O salto do petróleo derrubou Wall Street pelo 4º pregão em 10/set — Dow -0,60%.)
2. Ibovespa descola e dispara (+1,42%, 188.268), renovando máxima; dólar recua a ≈R$ 5,10 (10/set)
Na 5ª (10/set), o Ibovespa avançou +1,42% aos 188.268 pontos — renovando máxima na contramão de Wall Street —, impulsionado por Petrobras/Vale (commodities firmes com o petróleo em alta) e pelo "trade eleitoral". O dólar à vista recuou a ≈R$ 5,10 (-0,10%), no menor patamar do ano. A queda do dólar alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador.
3. Grãos mistos no físico (CEPEA 10/set): soja renova máximas (+1,01%); na CBOT (intradia 11/set) grãos recuam
O WASDE de 12/ago cortou o yield do milho 26/27 dos EUA para 180,7 bu/ac (estoques a ~1,65 bi bu — altista) e trouxe soja recorde (~4,52 bi bu, yield 52,7 bu/ac — neutro). Na CBOT (intradia 11/set), soja (1.316,63 ¢/bu, -1,08%), milho (527,38 ¢/bu, -1,06%) e açúcar #11 (-1,92%) recuam das máximas, enquanto o café ICE reage (+0,97%). No físico (CEPEA 10/set), soja +1,01% (R$ 161,73, renova máximas), milho -0,47% (R$ 70,19) e café -1,72% (R$ 1.618,91).
4. Brasil e EUA retomam negociação da Seção 301 (37,5%), com novas reuniões em setembro; UE reabre o mercado de frango
Após Trump orientar o USTR a buscar um acordo, delegações de Brasil e EUA concordaram em realizar novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro — sinal de distensão na tarifa que atinge ~R$ 55 bi em exportações (café, carne bovina e laranja seguem isentos; açúcar, aço, papel e máquinas agrícolas tarifados). No sanitário, a UE reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária e reabriu a exportação de carne de frango ao bloco — destravando um destino relevante para a avicultura.
5. Macro Brasil: Selic em 14,00%, IPCA-15 em deflação (4,24% em 12m) e Focus (8/set) vê mais um corte (a 13,75%)
O Copom manteve o tom cauteloso no corte de 05/ago (Selic 14,00%); o IPCA-15 de agosto teve deflação de -0,40% (12m a 4,24%, abaixo do teto) e o Focus de 8/set reduziu o IPCA 2026 a 5,00% (2ª queda seguida) e elevou o PIB 2026 a +1,93%, mantendo a Selic fim de ano a 13,75%. A desinflação reforça o espaço para novos cortes, mas o "risco Brasil", o petróleo em alta e o payroll forte nos EUA mantêm câmbio e taxas longas pressionados.
Ranking e monitoramento de redes (LinkedIn/Instagram de grandes empresas e influenciadores) dependem de conector específico — ver nota no chat. A rotina preenche este ranking com base nas notícias do dia.
Alertas do dia
📊 Fechamento de 10/set: Ibovespa descola e dispara (+1,42%, 188.268) puxado por Petrobras/Vale; dólar recua a ≈R$ 5,10, com Wall Street caindo pelo 4º pregão (Dow -0,60%, S&P -0,58%, Nasdaq -0,65%) bolsascâmbiocrédito
Na 5ª (10/set), o Ibovespa avançou +1,42% (188.268,59), renovando máxima na contramão do exterior, puxado por Petrobras/Vale (commodities firmes + trade eleitoral), e o dólar recuou a ≈R$ 5,10 (-0,10%), seguindo no menor patamar do ano. Em Nova York, as bolsas caíram pelo 4º pregão com o salto do petróleo (Brent > US$ 108, Ormuz) reacendendo o temor inflacionário e os yields dos Treasuries em alta: Dow -0,60% (52.064,10, -316 pts), S&P -0,58% (7.591,70) e Nasdaq -0,65% (26.081,72). O petróleo alto é vetor de juros globais mais altos para o Brasil; o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar. O pregão de hoje (6ª, 11/set) segue em andamento, com o CPI dos EUA no foco.
🟢 IPCA-15 tem deflação de 0,40% em agosto (melhor em 4 anos) e recua a 4,24% em 12m, abaixo do teto (IBGE, 26/ago) inflaçãojuroscustos
O IPCA-15 de agosto teve deflação de -0,40% (menor desde ago/2022) e recuou a 4,24% em 12 meses (de 4,52%), voltando a ficar abaixo do teto da meta (4,5%) após 3 meses; no ano, +3,09%. A queda veio de Habitação (-1,41%, energia elétrica -6,25%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e Bebidas (-0,57%). A desinflação reforça o espaço para novos cortes de juros (Selic a 14,00%; Focus vê 13,75%), reduzindo o custo de custeio/investimento e o serviço da dívida — ainda que o "risco Brasil" mantenha as taxas longas pressionadas.
🛢️ Petróleo superou US$ 108 (Brent máxima desde maio) com a escalada EUA–Irã em Ormuz; Goldman vê risco de barril > US$ 120 (10-11/set) custosinflaçãocâmbio
O Brent superou US$ 108/bbl na 5ª (10/set), maior nível desde maio, e recua hoje a ~US$ 106 (-1,4% intradia 11/set; ainda ~+16% vs. o pré-guerra); o WTI segue a ~US$ 102,6. Ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos contra navios de guerra americanos mantêm o Estreito de Ormuz parcialmente fechado; a OPEP+ manteve a produção de outubro inalterada. O Goldman Sachs alerta para risco de o barril superar US$ 120 se os ataques ao transporte marítimo se intensificarem. Energia firme mantém pressão sobre diesel/frete e o custo logístico da safra, realimentando o risco inflacionário global — mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade. Monitorar a evolução do conflito.
🌱 Grãos mistos no físico (CEPEA 10/set): soja +1,01% (R$ 161,73, renova máximas), milho -0,47% (R$ 70,19); café cai -1,72% agromargemexportação
Em 10/set, a soja subiu +1,01% (Paranaguá R$ 161,73/sc), renovando máximas (maior patamar desde abr/23), e o milho recuou -0,47% (ESALQ/B3 R$ 70,19/sc). O café arábica caiu forte -1,72% (R$ 1.618,91/sc), devolvendo o ganho da véspera. O físico alto sustenta boa receita ao produtor, mas o milho ainda caro encarece a margem de ração das proteínas. Na CBOT (intradia 11/set), soja (-1,08%) e milho (-1,06%) recuam das máximas.
🟢 Focus (8/set) reduz IPCA 2026 a 5,00% (2ª queda seguida) e eleva PIB 2026 a +1,93%; mantém Selic a 13,75% juroscréditoinflação
O Boletim Focus de 8/set reduziu o IPCA 2026 de 5,01% para 5,00% (2ª queda semanal seguida) e elevou o PIB 2026 de +1,92% para +1,93%, mantendo a Selic fim de 2026 a 13,75% — o mercado vê mais um corte além do atual 14,00% — e o dólar em R$ 5,20. A Selic segue em 14,00% a.a. após o corte de 05/ago (-0,25 pp, unânime); a ata (div. 11/ago) reforçou o tom de "serenidade e cautela". A deflação do IPCA-15 reforça o espaço para continuidade do afrouxamento, mas o tom conservador, o petróleo em alta e o risco fiscal limitam a queda das taxas longas.
🟡 Tarifa dos EUA soma 37,5% (25% + 12,5%) sobre ~33% do agro exportado aos EUA — mas Brasil e EUA retomam negociação exportaçãoagro
À medida da Seção 301 (25%, que preserva café, carne bovina, laranja, petróleo e celulose e atinge açúcar, aço, papel e máquinas agrícolas) soma-se uma sobretaxa de 12,5% (investigação sobre trabalho forçado). Segundo a CNA, a combinação eleva a 37,5% a taxação sobre ~33% das exportações do agro aos EUA; ~R$ 55 bi em exportações atingidas. Novidade: Brasil e EUA retomaram as negociações, com novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro após Trump orientar o USTR a buscar um acordo — sinal de distensão. O Brasil segue recorrendo à OMC e estudando a Lei da Reciprocidade.
🔻 Suíno SP perto da mínima real da história (R$ 4,83) e frango sobe (R$ 7,74/kg, +0,65%), com margem sob pressão do milho agromargem
Em 10/set o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg, 0,00%) — perto da mínima real da série histórica do CEPEA (desde 2002), com sobreoferta e demanda fraca — e o frango resfriado subiu (R$ 7,74/kg, +0,65%) no CEPEA/ESALQ. Com o milho em patamar elevado a R$ 70,19 (-0,47%), a relação de troca suíno/milho fica em ≈14,5 e a frango/milho em ≈9,1 — o custo de ração segue apertando a margem do suíno. A avicultura ganha fôlego com a UE reabrindo o mercado de frango; o petróleo (Brent ~US$ 106 intradia 11/set) mantém pressão, na margem, sobre o custo de energia/frete.
🟢 Boi gordo estável (R$ 349,50/@) e segue em patamar alto agromargem
O indicador CEPEA/B3 ficou estável (0,00%) em 10/set, a R$ 349,50/@, seguindo em patamar alto (+0,55% na semana vs 3/set e +0,58% no mês vs 11/ago), com a firmeza dos pecuaristas, o abate controlado e a carne bovina isenta do tarifaço. Sustenta a margem do pecuarista de corte; monitorar a cota de importação da China perto do limite, que pode levar a pausa temporária de embarques.
🟢 Sanitário: UE reconhece o Brasil livre de gripe aviária e reabre a exportação de frango agroexportação
A União Europeia reconheceu o Brasil como país livre de influenza aviária e reautorizou a retomada das exportações de carne de frango ao bloco — o foco recente no RS ocorreu em criação de subsistência e não altera o status comercial. Destrava um destino relevante para a avicultura (ABPA projeta +2,4% nas exportações, produção ~14,73 mi t em 2026). A emergência zoossanitária nacional segue como vigilância preventiva; PSA ausente no território; mercados de carne bovina, frango e suína abertos. Monitoramento contínuo via MAPA/ABPA/WOAH.
Critério: movimento diário relevante (fora do padrão) em câmbio, juros, bolsas, commodities ou status sanitário das proteínas.
Fontes utilizadas
Fontes oficiais para a rotina: Banco Central (PTAX/SGS/Focus), IBGE/SIDRA, CEPEA/ESALQ, Conab, USDA/WASDE, Comex Stat/AgroStat, B3, GDT, MAPA/ABPA.
Metodologia: fatos separados de interpretação; projeções e relações de troca são sinalizadas como derivadas. Dados não confirmados pela fonte oficial são marcados "a confirmar/n/d" e não são estimados. Esta edição de sexta-feira (11/set) incorpora os fechamentos de 10/set (agora confirmados) — a edição anterior saiu com o pregão de 10/set ainda em andamento — e cobre o pregão de hoje (11/set) em andamento. Bolsas, USD/BRL e CEPEA são o fechamento de 10/set (5ª) (indicadores CEPEA ref. 10/set; ovos ref. 27/ago; leite ref. jun/26). Os dados intradia de 11/set (via Investing.com/Trading Economics) são o petróleo (Brent ~US$ 106; WTI ~US$ 102,6), os grãos CBOT (soja 1.316,63; milho 527,38), o DXY (~99,11), o EUR/BRL (~R$ 5,915), o JPY/BRL (~R$ 0,03292) e o ouro (~US$ 4.360). Vetor do período: a escalada EUA–Irã no Estreito de Ormuz (ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos contra navios de guerra americanos) levou o petróleo a superar US$ 108 (maior nível desde maio; Goldman vê risco de barril > US$ 120; OPEP+ manteve a produção de outubro). No fechamento de 10/set, o salto do petróleo derrubou Wall Street pelo 4º pregão (Dow -0,60% 52.064,10, S&P -0,58% 7.591,70, Nasdaq -0,65% 26.081,72), mas o Ibovespa descolou e disparou (+1,42%, 188.268) puxado por Petrobras/Vale, com o dólar recuando a ≈R$ 5,10 (-0,10%). No físico, a soja subiu +1,01% (R$ 161,73/sc), o milho recuou -0,47% (R$ 70,19/sc) e o café arábica caiu (-1,72%, R$ 1.618,91/sc). Destaque sanitário: a UE reconheceu o Brasil livre de gripe aviária e reabriu a exportação de frango; no comércio, Brasil e EUA retomaram as negociações da Seção 301. No Brasil, a Selic segue em 14,00% a.a. após o corte de 05/ago (unânime; tom cauteloso); o IPCA-15 de agosto (div. 26/ago) teve deflação de -0,40% (4,24% em 12m, abaixo do teto). O Boletim Focus de 08/set (IPCA 2026 → 5,00%; Selic fim 2026 a 13,75%; PIB 2026 a +1,93%), o WASDE de agosto (altista milho, neutro soja), o IGP-M de agosto (-0,22%; 12m a 2,16%; div. 28/ago) e os índices IGP-DI e INCC-DI de julho (BCB/SGS) seguem incorporados. Séries históricas e variações (mês/ano/R12/36m) são acumuladas pela rotina diária.
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