AgroCore - Gestao do Agronegocio
Painel Diário · Mercado · Macro · Agro
📅 Atualizado em sexta-feira, 30 de outubro de 2026; cobre o pregão de quinta (29/out). Destaques: Wall Street recuou puxada pela tech — a Alphabet caiu -12,6% (maior queda da história) após balanço, derrubando a Nasdaq -1,38%; no Brasil, o Ibovespa cedeu -1,06% a 169.186 pts (4ª queda seguida, abaixo de 170 mil) e o dólar subiu (PTAX R$ 5,3744, +0,61%). Análise completa no Resumo executivo abaixo.
Resumo executivo. Edição de sexta (30/out), cobrindo o pregão de quinta (29/out) — o 1º pregão após a decisão do Fed (28/out) e a 4ª sessão após a reeleição de Lula (25/out). O fato do dia foi a correção da tech em Nova York: a Alphabet desabou -12,6% (~US$ 480 bi em valor de mercado, a maior queda da sua história) após o balanço do 3º tri reacender as dúvidas sobre o retorno do gasto em IA, arrastando a Nasdaq -1,38% (26.184,72); o S&P 500 caiu -0,30% (7.720,39) e o Dow -0,25% (52.342,56), com o VIX subindo a 17,20 (+1,71%). Pesou também o PIB dos EUA forte (+3,4%), que manteve viva a chance de nova alta do Fed em dezembro. No Brasil, o Ibovespa recuou -1,06% a 169.186,42 pontos (4ª queda seguida; 1º fechamento abaixo de 170 mil desde agosto), e o dólar subiu — no comercial +0,88% a R$ 5,39 e a PTAX de fechamento a R$ 5,3744 (+0,61%); o euro a R$ 6,0000 (+0,82%) e o iene a R$ 0,03406 (+0,86%) (todos PTAX/BCB); o DXY recuou a ~101,96 (-0,2%). O petróleo cedeu com a perspectiva de retomada das negociações EUA–Irã aliviando o temor de oferta: Brent ~US$ 110,16/bbl e WTI ~US$ 102,20; o ouro recuou a ~US$ 4.024/oz (-1,1%), pressionado pelo PIB americano forte. A Selic corrente segue em 13,75% (Copom 16/set), com o Copom em período de silêncio antes da reunião de 3–4/nov, sob câmbio mais pressionado. O Boletim Focus (26/out) segue como referência (dados coletados até 23/out, antes do choque pós-eleição; o próximo sai em 3/nov): IPCA 2026 em 5,19% (acima do teto de 4,5%), Selic fim 2026 13,25%, PIB 2026 1,80% e dólar fim 2026 R$ 5,05 (projeção já defasada). No agro (CEPEA 29/out), os grãos subiram, amparados pelo câmbio: a soja Paranaguá +0,55% a R$ 158,28/sc, o milho ESALQ +1,33% a R$ 65,59/sc e o arroz Esalq/Senar-RS +0,33% a R$ 82,40/sc de 50 kg; o café arábica cedeu de leve, -0,20% a R$ 1.590,72/sc. O boi gordo renovou o recorde nominal, +0,04% a R$ 389,20/@. Nas proteínas (29/out), o suíno vivo SP estável em R$ 6,90/kg (0,00%) e o frango resfriado em R$ 8,26/kg (0,00%); os ovos (semanal) em R$ 132,71 (vermelho, ref. 28/out). Nos lácteos, o GDT (evento 414, 20/out) subiu +2,5% (preço médio US$ 4.021/t; WMP +4,4%, SMP +3,4%, cheddar -7,4%). No mercado externo, o café arábica ICE (dez) fechou 29/out a ~286,55 ¢/lb (quase estável). Para o negócio: o Fed parado, mas com viés de alta, e o novo patamar cambial (dólar na casa de R$ 5,30–5,40) seguem como variáveis centrais: encarecem insumos dolarizados (fertilizantes, defensivos, diesel), importados e dívida em moeda forte e realimentam a inflação importada, num cenário em que o IPCA ainda supera o teto — risco de Selic alta por mais tempo e de cortes adiados. Em contrapartida, beneficia o exportador agro: a receita convertida sobe, enquanto boi em recorde e a safra cheia sustentam a renda do campo. A agenda fiscal e de juros do 4º mandato (até dez/2030) e a relação com os EUA/tarifaço — fatores que, somados ao realinhamento cambial, tendem a manter a volatilidade elevada até o mercado reprecificar o risco-país.
Resumo do dia
IndicadorÚltimoD-1Alerta
Fed (EUA)3,75%–4,00%manteve (28/out)Manteve a taxa (28/out), mas em decisão dividida (10–2) — Cook e Hammack votaram por alta; comunicado de tom duro (atividade "em ritmo forte", inflação "elevada"); alta anterior em 16/set (1ª desde 2023); viés ainda de aperto
Selic13,75% a.a.-0,25 ppCopom cortou em 16/set (5º corte seguido); comunicado de tom duro; ata (22/set) dovish; Focus (26/out) vê Selic a 13,25% no fim de 2026; período de silêncio iniciado (28/out) antes da reunião de 3–4/nov, sob câmbio pressionado
Dólar / BRLR$ 5,3744+0,61%Fech. PTAX 29/out · subiu com o dólar global firme e o cenário fiscal; no mercado comercial +0,88% a R$ 5,39; DXY ~101,96 · ver Câmbio
Ibovespa169.186-1,06%Fech. 29/out · 4ª queda seguida; abaixo de 170 mil desde agosto, acompanhando a correção da tech em NY e digerindo o cenário fiscal · ver Bolsas
Petróleo BrentUS$ 110,16/bbl≈-1,3%29/out (jan) · recuou com a perspectiva de negociações EUA–Irã aliviando o temor de oferta; segue em patamar elevado · ver Commodities
Boi gordo (CEPEA)R$ 389,20/@+0,04%Novo recorde nominal (29/out) · ver Proteínas
Focus — IPCA 20265,19%-0,03 p.p. (26/out)Boletim de 26/out (coletado até 23/out, antes do choque) baixou a projeção a 5,19% (acima do teto de 4,5%); Selic fim 2026 em 13,25%; PIB 1,80%; câmbio a R$ 5,05 · ver Câmbio & Juros
Resumo do dia. O detalhamento completo (D-1, mês, ano, R12) está nas abas específicas: Câmbio & Juros, Bolsas, Commodities, Grãos e Proteínas.
Destaques do dia
Ibovespa
169.186
▼ 1,06%
pontos · fech. 29/out · abaixo de 170 mil
Dólar (USD/BRL)
R$ 5,3744
▲ 0,61%
fech. PTAX 29/out · comercial a R$ 5,39
Petróleo Brent
US$ 110,16
▼ ~1,3%
/bbl · 29/out (jan)
Café arábica (CEPEA)
R$ 1.590,72
▼ 0,20%
/sc 60kg · 29/out (ver Grãos)
Preço médio da saca — mercado brasileiro (CEPEA)
Soja
R$ 158,28
▲ 0,55% /sc 60kg
CEPEA Paranaguá · 29/out
Milho
R$ 65,59
▲ 1,33% /sc 60kg
CEPEA ESALQ/B3 · 29/out
Arroz
R$ 82,40
▲ 0,33% /sc 50kg (ref. 29/out)
CEPEA Esalq/Senar-RS · indicador estadual
Valores médios por estado ficam na aba Grãos; preços de proteínas na aba Proteínas.
Câmbio
IndicadorÚltimoD-1MêsAnoR12Prev. fim 2026Tendência
USD/BRLR$ 5,3744+0,61% (vs 28/out)≈+3,7% (out em curso, vs 30/set)≈-0,8% (YTD, vs 2/jan)≈-1,8% (12m)R$ 5,05Dólar sobe com o dólar global firme e o cenário fiscal. PTAX de fechamento 29/out em R$ 5,3744 (+0,61% ante os R$ 5,3420 de 28/out); no mercado comercial subiu +0,88% a R$ 5,39; DXY ~101,96; Focus (26/out) projeta fim de 2026 em R$ 5,05 (coletado até 23/out, antes do choque)
EUR/BRLR$ 6,0000+0,82% (vs 28/out)≈+2,1% (out em curso, vs 30/set)n/d≈-3,6% (12m)n/dEuro a R$ 6,0000 (PTAX de fechamento 29/out, BCB); sobe +0,82% ante 28/out, rompendo R$ 6,00. EUR/BRL não tem projeção do Focus (o Focus só pesquisa USD/BRL); R12 recalculado (âncora implícita)
JPY/BRLR$ 0,03406+0,86% (vs 28/out)≈+3,4% (out em curso, vs 30/set)n/d≈-6,2% (12m)n/dIene a R$ 0,03406 (PTAX de fechamento 29/out, BCB); sobe +0,86% ante 28/out. JPY/BRL não tem projeção do Focus (o Focus só pesquisa USD/BRL); R12 recalculado (âncora implícita)
DXY (índice dólar)≈101,96≈-0,4% (vs 28/out)≈+0,6% (vs 30/set)≈+4,5% (vs 31/dez/25)≈+2,8% (12m)—Dólar global em ~101,96 pts (intradia de 29/out, via Investing.com), recuou de leve após o Fed, mas segue firme perto da máxima do ano; ≈+2,8% em 12m (da própria página). Não tem projeção do Focus (não é câmbio brasileiro)
Previsão de fim de 2026 conforme Focus/BC — não coberta para EUR/BRL, JPY/BRL e DXY (Boletim Focus só pesquisa USD/BRL; por isso n/d, não "a confirmar"). As colunas "D-1" e "Mês" são autocalculadas via seriesMap: "D-1" compara com o fechamento de 28/out e "Mês" (out em curso) com o fechamento de 30/set (acumulado de outubro até aqui). "Ano"/R12 de USD/BRL foram recalculados sobre as âncoras implícitas (base 2/jan ≈ R$ 5,42; base 12m ≈ R$ 5,47); o YTD segue negativo. "Ano" de EUR/BRL e JPY/BRL segue n/d (sem âncora própria de 1º/jan) e o R12 dessas duas também foi recalculado. R12/Ano de DXY vêm da própria página (Investing.com). USD/BRL, EUR/BRL e JPY/BRL usam a PTAX oficial de fechamento do BCB (29/out) — USD/BRL R$ 5,3744 (+0,61% no dia), EUR/BRL R$ 6,0000 (+0,82% no dia) e JPY/BRL R$ 0,03406 (+0,86% no dia), sem "≈"/intradia. Obs.: no mercado comercial o dólar fechou a R$ 5,39 (+0,88%), com o dólar global firme. DXY é intradia de 29/out via Investing.com (~101,96; 12m ≈+2,8% da própria página).
USD/BRL em 2026: mín. de R$ 4,89 (12/mai) e faixa de ~R$ 5,05–5,25 em jun–jul/ago/set; em 5/out o dólar desabou -4,55% a R$ 4,9859 na euforia pós-1º turno e oscilou em torno de R$ 4,97–5,01 nos pregões seguintes; em 9/out caiu -0,45% a R$ 4,9892 (fechando abaixo de R$ 5,00 pela 1ª vez desde maio), em 13/out subiu +0,41% a R$ 5,0096 voltando acima de R$ 5,00, em 14/out +0,69% a R$ 5,0441, em 16/out +0,60% a R$ 5,0826, em 19/out recuou -0,52% a R$ 5,0564, em 20/out caiu -0,84% a R$ 5,0140 (mínima de ~5 meses), em 21/out subiu +0,27% a R$ 5,0277, em 22/out +0,21% a R$ 5,0383 e, em 23/out, -0,01% a R$ 5,0377 no PTAX (no comercial o dólar caiu -0,97% a R$ 4,9896 na véspera do 2º turno). Virada em 26/out: com a reeleição de Lula (PT) no 2º turno (25/out, 51,79% x 48,21%) contrariando o posicionamento do mercado, o dólar disparou na 1ª sessão — PTAX a R$ 5,5007 (+9,19%) e comercial a R$ 5,4027 (+8,21%, maior alta diária desde 1999), com a B3 em circuit breaker. Nos dias seguintes o mercado se estabilizou: em 27/out o dólar devolveu parte do salto — PTAX a R$ 5,3346 (-3,02%) e comercial a R$ 5,349 (-1,07%) — e em 28/out ficou quase estável — PTAX a R$ 5,3420 (+0,14%) e comercial a R$ 5,3402 (-0,19%); em 29/out voltou a subir — PTAX a R$ 5,3744 (+0,61%) e comercial a R$ 5,39 (+0,88%), com o dólar global firme. O mercado passa a precificar a agenda do 4º mandato (fiscal/juros/EUA) e o novo patamar cambial. O dólar na casa de R$ 5,30–5,40 encarece importados/insumos e dívida em US$ e pressiona a inflação importada, mas eleva a receita convertida do exportador agro. Previsão do BC/Focus (26/out, coletada até 23/out) para o fim do ano: R$ 5,05 — defasada pelo choque.
Juros & Inflação
IndicadorValorReferênciaObservação
Selic (meta)13,75% a.a.Copom 16/setCortada em 0,25 pp (16/set) — 5º corte seguido do ciclo iniciado em março (-1,25 pp acumulados). Comunicado de tom duro, sem sinalizar claramente os próximos passos, com foco no combate à inflação; a ata do Copom (22/set) veio dovish, atribuindo o corte à desaceleração da atividade; o Focus (26/out) projeta Selic a 13,25% no fim de 2026 — mas a próxima reunião (4/nov) ocorre sob um câmbio muito mais pressionado após o choque de 26/out
CDI13,65% a.a.diárioAcompanha a Selic (cortada a 13,75% em 16/set)
IPCA-15 (outubro)+0,32% mêsprévia · 23/outDivulgado em 23/out; desacelerou ante o +0,70% de setembro e veio abaixo do ~0,44% esperado; no ano +4,15% e 12m a 4,62% (ainda acima do teto de 4,5%). Puxado por Alimentação e Bebidas (+0,88%, tomate +24,54%); a leitura mais fraca reabre, na margem, a discussão de novos cortes de Selic
IPCA (setembro)+0,82% mês4,58% acum. 12mDivulgado 9/out; veio acima do 0,73% esperado; acelerou ante a deflação de -0,32% (ago); 12m fura o teto da meta (4,5%); no ano +3,95%
IPCA — destaques de setembroHabitação +2,31%Transportes +0,89%Energia elétrica dispara +7,98% (fim do Bônus Itaipu nas faturas), maior contribuição individual; passagens aéreas +9,66% e combustíveis +1,41% puxam transportes; alimentos +0,83% (tomate +37,76%)
Correção monetária
ÍndiceNo mêsÚltimos 3 mesesNo anoAcum. 12m (R12)Consulta
IGP-M (FGV)+1,47% (out)≈+2,84% (ago-out)≈+4,97% (jan-out)5,25%FGV/IBRE
IPCA (IBGE)+0,82% (set)≈+0,57% (jul-set)+3,95% (jan-set)4,58%IBGE/SIDRA
IGP-DI (FGV)+1,50% (set)≈+0,69% (jul-set)≈+3,70% (jan-set)≈3,78%BCB/SGS (série 190)
INCC-DI (FGV)+0,22% (set)≈+1,50% (jul-set)≈+5,83% (jan-set)≈6,67%BCB/SGS (série 192)
"Últimos 3 meses" e "No ano" autocalculados pela rotina (produto composto das variações mensais oficiais BCB/SGS — séries 433 IPCA, 189 IGP-M, 190 IGP-DI, 192 INCC-DI); valores com "≈" são cálculo próprio, não publicação oficial já acumulada. R12 de IGP-DI/INCC-DI também calculado (mesma metodologia); R12 de IPCA/IGP-M seguem a divulgação oficial (fonte primária).
🔗 Consulta de séries R12 e histórico de 36 meses (fontes oficiais): BCB — SGS (séries temporais) · IBGE/SIDRA · FGV/IBRE (IGP)
Copom — últimas 3 reuniões
ReuniãoDecisãoSelic resultanteViés
16/set/2026-0,25 pp13,75% a.a.5º corte seguido; comunicado de tom duro, sem sinalizar próximos passos
05/ago/2026-0,25 pp14,00% a.a."Serenidade e cautela"; ciclo gradual e dependente dos dados (unânime)
17/jun/2026-0,25 pp14,25% a.a.Continuidade do afrouxamento gradual
Posição do BC vs. expectativas (Focus)
IndicadorFim de 20262027Meta / teto
IPCA5,19%4,34%Meta 3,0% (teto 4,5%) — acima do teto
Selic13,25%11,75%Política restritiva
PIB+1,80%+1,40%Crescimento modesto
DólarR$ 5,05R$ 5,15—
Boletim Focus mais recente (26/out, dados coletados até 23/out — antes do choque cambial de 26/out): IPCA 2026 recuou de 5,22% para 5,19%, ainda bem acima do teto da meta (4,5%); a Selic fim de 2026 mantida em 13,25% e o PIB 2026 reduzido de 1,83% para 1,80%; o câmbio projetado baixou de R$ 5,13 para R$ 5,05 (projeção já desatualizada pela disparada do dólar). Para 2027, IPCA 4,34%, Selic reduzida de 12,00% para 11,75%, PIB 1,40% e dólar projetado em R$ 5,15.
Bolsas — Brasil & Global
ÍndiceFechamentoVar. diaTendência curto prazo
Ibovespa169.186 pts (29/out)-1,06% (29/out)4ª queda seguida; 1º fechamento abaixo de 170 mil desde agosto (-1,06% a 169.186,42), acompanhando a correção da tech em NY e digerindo o cenário fiscal; no mês ≈-9,2%, no ano ≈+5,0%
S&P 5007.720,39 (29/out)-0,30%Recua com a correção da tech (Alphabet -12,6% após balanço) e o PIB forte dos EUA (+3,4%), que reacende a chance de alta do Fed em dezembro
Nasdaq Composite26.184,72 (29/out)-1,38%Puxada para baixo pelo tombo da Alphabet (-12,6%, maior queda da história) e pelas dúvidas sobre o gasto em IA
Dow Jones52.342,56 (29/out)-0,25%Cede de leve, arrastado pela realização nas techs
VIX (volatilidade)17,20 (29/out)+1,71%Sobe com a aversão a risco reacesa pela correção da tech
Ibovespa no fechamento de 29/out (5ª), em queda (-1,06%, 169.186,42), a 4ª seguida e o 1º fechamento abaixo de 170 mil desde agosto, acompanhando a correção da tech em Nova York e digerindo o cenário fiscal; o dólar subiu (PTAX +0,61% a R$ 5,3744). Em Nova York, pregão de 29/out em baixa, com a Alphabet desabando -12,6% (maior queda de sua história, ~US$ 480 bi) após o balanço e reacendendo as dúvidas sobre o retorno do gasto em IA: o Nasdaq caiu -1,38% (26.184,72), o S&P 500 -0,30% (7.720,39) e o Dow -0,25% (52.342,56); o VIX subiu a 17,20 (+1,71%). O PIB dos EUA forte (+3,4%) manteve viva a chance de nova alta do Fed em dezembro.
Energia & Metais
CommodityÚltimoVar. diaVar. 12mObservação
Petróleo WTIUS$ 102,20/bbl≈-0,6% (29/out)n/dRecua em 29/out (contrato dez), com a perspectiva de retomada das negociações EUA–Irã aliviando o temor de disrupção de oferta no Oriente Médio
Petróleo BrentUS$ 110,16/bbl≈-1,3% (29/out)n/dCede ~1% em 29/out (contrato jan), com o alívio geopolítico (negociações EUA–Irã); segue em patamar elevado
OuroUS$ 4.024,00/oz≈-0,8% (29/out)≈+12%Recua (spot ~US$ 4.024 em 29/out), pressionado pelo PIB forte dos EUA (+3,4%), que mantém a chance de alta do Fed em dezembro; segue amparado no fundo pela demanda de bancos centrais
Grãos & Softs (CBOT/ICE)
CommodityÚltimoVar. diaObservação
Soja1.233,00 ¢/bu-0,16%Intradia 30/out (manhã, via Investing.com), contrato jan/27 (ZSF7); quase estável, em torno de 1.233 ¢/bu
Milho (CBOT)449,40 ¢/bu-0,13%Intradia 30/out (manhã, via Investing.com), contrato dez/26 (ZCZ6); estável, em torno de 449 ¢/bu
Trigo604,40 ¢/bu+0,07%Intradia 30/out (via Investing.com), contrato dez/26 (ZWZ6); estável, em torno de 604 ¢/bu
ArrozR$ 82,40+0,33%CEPEA Esalq/Senar-RS (indicador estadual) · saca 50kg · ref. 29/out; sobe de leve, em patamar alto no RS
Café arábica (ICE)286,55 ¢/lb-0,07%Fechamento 29/out (via Investing.com, ICE), contrato dez/26 (KCZ6); quase estável; pressão de fundo da safra brasileira recorde 26/27; CEPEA arábica (Brasil) R$ 1.590,72/sc (29/out — ver Grãos)
Açúcar #11 (NY)19,38 ¢/lb-0,46%Intradia 30/out (via Investing.com), contrato mar/27; cede de leve; cristal CEPEA (Brasil) R$ 129,97/sc (+0,96%, ref. 29/out); açúcar segue na lista tarifada dos EUA
Algodão78,32 ¢/lb-0,23%Intradia 30/out (manhã, via Investing.com), contrato dez/26 (CTZ6); estável de leve, em torno de 78 ¢/lb
Cana-de-açúcar & Etanol (indicadores CEPEA / Consecana)
IndicadorÚltimo valorData / referênciaUnidadeObservação
Açúcar cristal (CEPEA)R$ 129,97/scref. 29/outR$/sc 50kg (SP)+0,96% no dia; avança, sustentado pela paridade com o etanol e pela desvalorização do real
Etanol hidratado (CEPEA)R$ 2,7400sem. 19–23/outR$/litro (SP)+1,89% na semana; sobe, com a firmeza da demanda e a alta do petróleo reforçando a paridade; líquido de impostos (cadência semanal)
Etanol anidro (CEPEA)R$ 3,3950sem. 19–23/outR$/litro (SP)+10,14% na semana; dispara, com a demanda da mistura à gasolina firme e o petróleo em alta; líquido de impostos (cadência semanal)
ATR — Consecana-SPn/drestrito desde jun/26R$/kg de ATRConsecana-SP restrito a assinantes desde jun/26 · ref. pública Consecana-PR: R$ 0,8900/kg acumulado (set/26)
Coeficientes de conversão Consecana: etanol anidro 1,7492 · hidratado 1,6761. Açúcar cristal subiu em 29/out (+0,96%, R$ 129,97/sc); o etanol segue nos valores da semana 19–23/out, com hidratado a R$ 2,7400 (+1,89%) e anidro a R$ 3,3950 (+10,14%) — indicador semanal, novo valor sai no fim da semana. A paridade e a receita das usinas seguem em patamar elevado. Fonte: Cepea/Esalq (açúcar diário; etanol semanal) e Consecana (ATR mensal), via Notícias Agrícolas.
Histórico & tendência — por indicador
Escolha o indicador no seletor e a janela temporal nos botões. USD/BRL, Ibovespa e índices dos EUA já acumulam pontos de julho; os demais crescem a cada execução da rotina.
Bolsas — comparativo do dia
Correção monetária — acumulado 12 meses
Seções separadas: bolsas (variação do dia · fechamento de 20/out) e índices de correção monetária (acum. 12m, conforme últimas divulgações — IPCA de setembro div. 9/out; IGP-M de setembro div. 30/set).
Grãos — Indicadores CEPEA/ESALQ (29/out)
ProdutoPreçoReferênciaObservação
SojaR$ 158,28/scCEPEA Paranaguá · 29/out+0,55% no dia (sobe); o real ainda desvalorizado após o choque cambial sustenta os exportáveis; físico apertado reforça o suporte, apesar do plantio 26/27 (Conab vê recorde)
MilhoR$ 65,59/scESALQ/B3 Campinas · 29/out+1,33% no dia (sobe); recupera com a demanda interna firme e o câmbio, apesar da oferta e dos estoques dos EUA elevados pelo WASDE — segue em patamar que alivia o custo de ração
ArrozR$ 82,40/scCEPEA Esalq/Senar-RS (indicador estadual) · saca 50kg · ref. 29/out+0,33% no dia (sobe de leve); segue em patamar recomposto — alto no RS
Café arábicaR$ 1.590,72/scCEPEA · 29/out-0,20% no dia (cede de leve); acompanha a ICE quase estável, com o suporte do câmbio; viés baixista de fundo pela safra brasileira 26/27 recorde; café confirmado na lista de isenções da tarifa dos EUA
Histórico recente & tendência (projeção)
ProdutoReferência anteriorAtual (mais recente)MovimentoTendência (projeção)
SojaR$ 157,42 (28/out)R$ 158,28/sc (29/out)+0,55%Sobe, sustentada pelo câmbio ainda desvalorizado; físico apertado reforça o suporte, apesar do plantio 26/27 (Conab vê recorde)
MilhoR$ 64,73 (28/out)R$ 65,59/sc (29/out)+1,33%Recupera com a demanda interna e o câmbio, apesar da pressão de oferta e dos estoques dos EUA elevados pelo WASDE
Café arábicaR$ 1.593,89 (28/out)R$ 1.590,72/sc (29/out)-0,20%Cede de leve acompanhando a ICE quase estável, com o suporte do câmbio; viés baixista de fundo pela safra brasileira 26/27 recorde
⚠️ Coluna "tendência" é projeção/interpretação com base no histórico e na movimentação — não é dado oficial. Série histórica completa (semanas/meses) é acumulada pela rotina diária.
Indicadores de referência (CEPEA/ESALQ)
ProdutoPreçoUnidadePraça do indicador
SojaR$ 158,28/sc 60kgParanaguá (PR)
MilhoR$ 65,59/sc 60kgCampinas (SP) · ESALQ/B3
ArrozR$ 82,40/sc 50kgRio Grande do Sul · Senar-RS
Valor de venda por estado (UF)
UF (praça-ref. por cultura)Soja (R$/sc)Milho (R$/sc)Arroz (R$/sc)
Indicador CEPEA (sj: Paranaguá | mi: Campinas | ar: RS)158,2865,5982,40
MT (sj: Sorriso | mi: Sorriso)136,2046,70—
MS (sj: Dourados | mi: Dourados)137,0051,00—
GO (sj: Rio Verde | mi: Rio Verde)133,0053,00—
MG (sj: Uberlândia | mi: Uberlândia)132,5355,48—
SP (sj: Cândido Mota | mi: Cândido Mota)138,0053,00—
PR (sj: Marechal Cândido Rondon | mi: Marechal Cândido Rondon | ar: Paranavaí)135,0051,0085,00
SC (sj: Palma Sola | mi: Campos Novos | ar: sem cotação pública)138,0067,00n/d — sem cotação pública
RS (sj: Não-Me-Toque | mi: Passo Fundo | ar: indicador estadual CEPEA/Senar-RS)136,0068,0082,40
BA (sj: Barreiras | mi: Barreiras)126,8356,02—
TO (sj: Palmas | mi: Palmas | ar: Conab, média TO semanal)142,0051,00100,00 (Conab, méd. TO, sem. 05–09/10)
MA / PA (sj: Balsas | mi: Balsas)138,0065,00—
Revisão de praças de milho de SC e RS (28/set/2026, por maior produção municipal — IBGE/PAM 2024): SC milho passou de Palma Sola para Campos Novos e RS milho de Não-Me-Toque para Passo Fundo (ambos via AgRural, diário) — a soja de SC segue em Palma Sola e a do RS em Não-Me-Toque (Notícias Agrícolas). Fontes: AgRural (TO/MA/PA e milho SC/RS, R$/sc 60kg FOB praça) e Notícias Agrícolas — mercado físico (SP/PR/GO/MT/MS/BA/MG e soja SC/RS); arroz RS pelo indicador estadual CEPEA/Senar-RS; média Brasil pelo CEPEA. Soja: TO Palmas R$ 142,00 e MA/PA Balsas R$ 138,00 (AgRural, 20/out). Milho: SC Campos Novos R$ 67,00 e RS Passo Fundo R$ 68,00 (AgRural, 20/out); TO Palmas R$ 51,00 e MA/PA Balsas R$ 65,00 (AgRural, 20/out). As praças de Notícias Agrícolas — mercado físico (SP Cândido Mota sj R$ 138,00/mi R$ 53,00; PR Marechal Cândido Rondon sj R$ 135,00/mi R$ 51,00; GO Rio Verde sj R$ 133,00/mi R$ 53,00; MT Sorriso sj R$ 136,20/mi R$ 46,70; MS Dourados sj R$ 137,00/mi R$ 51,00; SC Palma Sola sj R$ 138,00; RS Não-Me-Toque sj R$ 136,00) não foram refetchadas nesta execução — mantidos os valores de 15/out. Valores anteriores ainda datados: MG (Uberlândia, ref. 24/jul, sj R$ 132,53); BA (Barreiras, ref. 03/ago, sj R$ 126,83; mi 10/jul R$ 56,02). Arroz por praça: PR = Paranavaí (SEAB/DERAL-PR, ref. 22/jul, R$ 85,00/sc 60kg); RS = indicador estadual CEPEA/Senar-RS (R$ 82,40/sc 50kg, 29/out); TO = Conab, média estadual semanal (R$ 100,00/sc 50 kg, arroz em casca, preço ao produtor, sem. 05–09/10) — mudança metodológica de 08/out (ver Briefing): o arroz do TO deixou de ser n/d e passou a usar a Conab (PrecosSemanalUF), já que Lagoa da Confusão/Pium/Formoso não têm cotação pública legível; SC = sem cotação pública (n/d estrutural). Os preços por proteína estão na aba Proteínas. "—" indica produção não relevante na UF.
Safra, clima, logística & comércio exterior
TemaSituação
Safra de grãos 25/26 (Conab)9º Levantamento (11/jun): recorde de 358,6 mi t (+1,8%); soja 180,1 mi t (recorde) e milho 140,2 mi t
Câmbio, energia & estratégia comercialDólar (PTAX) em alta a R$ 5,3744 (+0,61% em 29/out), com o comercial a R$ 5,39 (+0,88%), consolidando o patamar pós-reeleição de Lula (25/out) — o mercado segue precificando a agenda fiscal/juros do 4º mandato num novo patamar cambial (~R$ 5,30–5,40). O real ainda desvalorizado eleva a receita convertida de soja/milho, mas encarece insumos dolarizados (fertilizantes, defensivos) e a dívida em moeda forte. Custo de escoamento: o petróleo recuou — Brent a ~US$ 110,16 (≈-1,3% em 29/out) e o WTI a ~US$ 102,20, com a perspectiva de negociações EUA–Irã —, aliviando de leve o risco sobre diesel/frete. O Fed manteve a taxa em 3,75%–4,00% (28/out), mas com 2 votos por alta e viés de aperto — dólar global ~101,96 e custo de capital externo ainda alto à frente
Colheita & exportação de café (BR)Colheita 26/27 ~52% (abaixo dos 60% do ano anterior); ritmo lento por umidade/atraso ainda dá suporte de fundo; o indicador disparou em 16/out (+1,52%, R$ 1.601,25/sc), e o café segue isento da tarifa dos EUA. Na ICE, o arábica dez/26 segue com viés baixista de fundo pela projeção de safra brasileira 26/27 recorde (Marex vê 75,9 mi sacas, +15,5%; USDA vê safra global recorde de 189,7 mi sacas, +6%) e pela colheita acelerando. Cecafé (15/jul): exportações 25/26 -15,7% (38,5 mi sacas), mas os EUA deixaram de ser o maior comprador pela 1ª vez desde 2009/10 — Alemanha assumiu a liderança. Conab projeta safra 26/27 recorde de 66,2 mi sacas
Clima grãos (EUA)Clima favorável no Midwest reforça oferta ampla; o WASDE de agosto (div. 12/ago) cortou o yield da soja a 52,7 bu/ac (produção ainda recorde ~4,52 bi bu — neutro) e do milho a 180,7 bu/ac (estoques finais a ~1,65 bi bu — altista); a soja opera próxima da máxima de 52 semanas
Oferta/demanda global (USDA/WASDE)WASDE de outubro (div. 9/out) — lido como baixista para grãos: o USDA elevou os estoques finais 26/27 dos EUA de milho (~46,97 mi t vs 39,79 mi) e de soja (~315 mi bushels) acima do esperado, pressionando as cotações de referência na CBOT. Para o Brasil, manteve as safras (milho 25/26 ~141 mi t; 26/27 ~139 mi t; soja robusta), confirmando oferta ampla. O real mais forte e o físico apertado seguem sustentando o prêmio doméstico
Proteínas animais — visão comparativa (CEPEA)
ProteínaPreçoUnidadeReferênciaObservação
Boi gordoR$ 389,20R$/@CEPEA/B3 · 29/out+0,04% no dia (sobe e renova o recorde nominal); firmeza dos pecuaristas e oferta restrita de fêmeas; carne bovina confirmada na lista de isenções da tarifa dos EUA
FrangoR$ 8,26R$/kg (resfriado SP)CEPEA · 29/out0,00% no dia (estável); oferta e demanda ainda sustentam os valores; margem recomposta, com a UE reabrindo o mercado
Suíno vivoR$ 6,90R$/kg (indicador SP)CEPEA · 29/out0,00% no dia (estável em SP após a forte alta recente); detalhe por praça abaixo; mantém a recuperação (saiu da mínima real da série do CEPEA desde 2002)
Ovos (vermelho)R$ 132,71R$/cx 30 dz (Bastos-SP)CEPEA · ref. 28/out-0,20% na semana (quase estável); branco R$ 121,27 (+0,21%, 29/out); cadência semanal; demanda ainda contida
Leite ao produtorR$ 2,8869R$/litro (Média Brasil)CEPEA · ago/26Captação; +0,38% em agosto (vs R$ 2,8761 de jul; segue recompondo após a entressafra); referência de setembro sai na 2ª quinzena de outubro
Suíno vivo por praça (CEPEA/ESALQ)
Praça (UF)Preço (R$/kg)Referência
Indicador (média SP)R$ 6,9029/out (0,00%)
MGR$ 6,96maior praça · 29/out (0,00%)
SP (posto)R$ 6,9029/out (0,00%)
SCR$ 6,0129/out (+0,33%)
RSR$ 5,9129/out (0,00%)
PRR$ 5,8229/out (-0,68%)
Suíno vivo posto na indústria. SC/PR/RS são preenchidos pela rotina via CEPEA (praças). Mercado em queda >30% em 2026 — pior patamar real em ~20 anos.
Variação por proteína
ProteínaDiaSemanaMês30 dias12 meses
Boi gordo+0,04%+2,05% (vs 23/out)+6,83% (out em curso, vs 30/set)+8,12% (vs 28/set)n/d — série de 2026
Frango0,00%-0,36% (vs 23/out)-0,60% (out em curso, vs 30/set)-0,24% (vs 28/set)n/d — série de 2026
Suíno vivo (SP)0,00%-0,43% (vs 23/out)+19,38% (out em curso, vs 30/set)+21,48% (vs 28/set)n/d — série de 2026
Ovos (vermelho)n/d — semanal-0,20% (vs sem. ant.)-3,48% (vs fim set)n/d — série semanal esparsan/d — série de 2026
Leite (produtor)n/d — mensaln/d — mensal+0,38% (vs jul, CEPEA ago)n/d — cadência mensaln/d — série de 2026
As colunas "Semana" são calculadas a partir da série própria acumulada — cálculo derivado de dado já publicado: boi, frango e suíno (corrente 29/out) vs 23/out (ponto mais próximo de 7 dias antes). "Mês" (mês em curso) traz o acumulado de outubro, vs o fechamento de 30/set; "30 dias" usa o ponto mais próximo de ~30 dias antes (boi, frango e suíno vs 28/set), âncora distinta de propósito. Ambas são cálculo derivado. Ovos (Bastos-SP) têm cotação semanal — a coluna Dia não se aplica (n/d) e a "Semana" traz a variação vs a semana anterior (-2,31% publicada pelo CEPEA); "Mês" vs o fechamento de setembro (29/set), sem ponto distinto para "30 dias" na série semanal esparsa. Leite (produtor) é publicado pelo CEPEA em cadência mensal (captação) — as colunas Dia/Semana/30 dias não se aplicam (n/d); "Mês" traz a variação mensal publicada de agosto (+0,38% vs julho). "12 meses" é n/d estrutural (série iniciada em 2026).
Custo de ração & margem (relação de troca)
IndicadorValorCálculoLeitura
Milho (insumo)R$ 65,59/scCEPEA (ref. aba Grãos)Custo-base de ração — sobe (+1,33%), mas segue em patamar que mantém o alívio no custo
Farelo de sojaa confirmar (desde 28/set)CEPEA/Paranaguá2º insumo de ração — sem cotação pública de Paranaguá em R$ nesta execução (a Notícias Agrícolas publicou só o prêmio FOB de Paranaguá, não o preço em R$); aguarda cotação de Paranaguá (pendente desde 28/set, ~1 mês)
Relação suíno/milho≈ 9,5R$ 65,59 ÷ R$ 6,90kg de suíno (SP) p/ comprar 1 sc de milho — quanto maior, pior a margem do produtor; segue favorável, com o milho em patamar baixo e o suíno recuperado
Relação frango/milho≈ 7,9R$ 65,59 ÷ R$ 8,26kg de frango p/ 1 sc de milho — segue favorável, com o milho ainda baixo
⚠️ Relações de troca são derivadas (metodologia própria) — proxy de margem, não dado oficial. Milho e soja vêm da aba Grãos (não duplicados). A margem completa entra quando o farelo de soja for confirmado.
Preço relativo entre proteínas
RelaçãoValorLeitura
Frango / Suíno (R$/kg)≈ 1,20Frango 8,26 ÷ suíno 6,90 (SP)
Boi / Frangoa confirmar (desde 28/set)Requer boi em R$/kg equivalente (conversão @→kg vivo×carcaça) — fórmula aguardando definição do usuário
Suíno / Boia confirmar (desde 28/set)Requer boi em R$/kg equivalente (conversão @→kg vivo×carcaça) — fórmula aguardando definição do usuário
Ovos / Frangoa confirmar (desde 28/set)Substituição de consumo popular — requer unidade do ovo (cx→kg); fórmula aguardando definição do usuário
Leite / cesta lácteosa confirmar (desde 28/set)UHT vs. muçarela/leite em pó — requer composição da cesta; fórmula aguardando definição do usuário
Lácteos — detalhe & referência internacional
IndicadorValorReferênciaObservação
Leite ao produtor (Média Brasil)R$ 2,8869/LCEPEA · ago/26Captação ao produtor; +0,38% em agosto (vs R$ 2,8761 de jul; segue recompondo após a entressafra) — via Notícias Agrícolas/CEPEA
Queijo muçarela (Sudeste)R$ 35,10/kgCEPEA · jun/26Última leitura: jun/26 (defasada, ~4 meses) — a página CEPEA leite-derivados-atacado abriu nesta execução (via mirror Esalq/USP), mas a muçarela não foi relida; item a resolver no próximo run
Leite em pó integral industrial (SP)R$ 24,78/kgCEPEA · sem. 05–09/out-0,96% na semana; leitura atualizada via mirror Esalq/USP (leite em pó integral industrial, embalagem 25 kg; R$ 24.778,40/t); cadência semanal — encerra a defasagem que estava em jun/26
Leite UHT (Sudeste)R$ 4,53/LCEPEA · 09/out-0,44% no dia; indicador diário do leite UHT – Sudeste, lido via mirror Esalq/USP — resolve a pendência que estava "a confirmar" desde jun/26 (ver Briefing)
GDT — índice mundial+2,5%Evento 414 · 20/outÍndice subiu +2,5% (2ª alta seguida; preço médio US$ 4.021/t; 42.088 t vendidas): leite em pó integral (WMP) +4,4% (US$ 3.760/t), desnatado (SMP) +3,4% (US$ 3.975/t) e buttermilk +8,4%; cheddar -7,4% (US$ 3.645/t), gordura anidra (AMF) -3,4% e manteiga -0,4%. Positivo para a receita do exportador lácteo; próximo evento no início de nov
Boi — reposição & futuro
IndicadorValorReferênciaObservação
Boi gordo (CEPEA/B3)R$ 389,20/@29/out+0,04% no dia (sobe e renova o recorde nominal; firmeza dos pecuaristas e abate controlado); carne bovina isenta da tarifa dos EUA; radar na cota de importação da China perto do limite (risco de pausa de embarques)
Bezerro (reposição, MS)R$ 3.489,71/cabeçaCEPEA Esalq/B3 · 16/out+0,06% no dia; leitura de 16/out (indicador do bezerro MS, por cabeça) — não refetchada nesta execução; mudança de métrica de R$/@ para R$/cabeça (ver Briefing)
Futuro boi (BGI, B3)R$ 405,00/@B3 · R$/@ · contrato nov/26 (BGIX26)Última atualização 18h49 (29/10), quadro B3 (curva) via Notícias Agrícolas; -0,20% no dia; o contrato out/26 (em vencimento) negociava a R$ 387,30 (+0,08%); base de curva/hedge — futuro acima do físico à vista
Exportação & câmbio
ProteínaVolumeReceita US$Preço médio US$/tDestinos
Carne de frango (jun/26)482,8 mil tUS$ 985,5 mi≈ US$ 2.041/tOriente Médio, Ásia
Carne suína (jun/26)132,4 mil tUS$ 312,8 mi≈ US$ 2.363/tChina, Filipinas
Carne bovinan/d — cadência mensal · Comex Stat sem acesso automatizadon/dn/dChina, EUA, UE
Câmbio de referência: USD/BRL R$ 5,3420 (PTAX 28/out). Preço médio US$/t = receita ÷ volume (derivado). Dados ABPA de junho/26: frango +40,6% a/a em volume (1º sem. recorde, 2,936 mi t, +12,9%); suína -3,5% a/a no mês, mas 1º sem. recorde (794,2 mil t, +10%). Volumes/receita vêm de Comex Stat / AgroStat / ABPA — cadência mensal; meses seguintes ainda não fechados/acessíveis.
Status sanitário & mercados
ProteínaStatusObservação
Frango / Ovos🟢 UE reabre mercadoUE reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária e reautorizou a exportação de carne de frango ao bloco — o novo foco no RS (Selbach, 2º do ano no estado; ~68 propriedades em vigilância) ocorreu em criação de subsistência e não altera o status comercial. Emergência zoossanitária (H5N1) segue como vigilância preventiva. Positivo para a avicultura (ABPA projeta +2,4% nas exportações); monitorar demais habilitações
Suíno🟢 sem alerta ativoPSA ausente no território; vigilância mantida. Monitorar PSA na Ásia/Europa
Boi🟢 mercados abertosMonitorar embargos/habilitações (China, EUA, UE)
Semáforo sanitário: verde = sem restrição relevante; amarelo = atenção; vermelho = embargo/foco. Fontes: MAPA, ABPA, WOAH. A rotina atualiza e dispara alerta quando houver mudança.

Leitura rápida

Análise por impacto empresarial

Na quinta (29/out), Wall Street recuou puxada pela tech: a Alphabet desabou -12,6% (~US$ 480 bi, a maior queda de sua história) após o balanço reacender as dúvidas sobre o gasto em IA, derrubando a Nasdaq -1,38% (26.184,72), o S&P 500 -0,30% (7.720,39) e o Dow -0,25% (52.342,56); o VIX subiu a 17,20 (+1,71%) e o PIB forte dos EUA (+3,4%) manteve viva a chance de alta do Fed em dez. No Brasil, o Ibovespa caiu -1,06% (169.186,42), a 4ª queda seguida e o 1º fechamento abaixo de 170 mil desde agosto, e o dólar (PTAX) subiu a R$ 5,3744 (+0,61%; comercial +0,88% a R$ 5,39), com o dólar global firme. O petróleo cedeu (Brent ~US$ 110,16, ≈-1,3%; WTI ~US$ 102,20) com a perspectiva de negociações EUA–Irã, e o ouro recuou a ~US$ 4.024/oz (-1,1%).
Por que importa: o dólar na casa de R$ 5,30–5,40 amplia a receita em R$ do exportador agro, mas encarece diesel, fertilizantes e o serviço da dívida em US$ e realimenta a inflação importada. O recuo do petróleo alivia de leve diesel/frete, mas o patamar segue elevado. No externo, o Fed parado com viés de alta (e o PIB forte dos EUA) mantém o custo de capital alto e o diferencial de juros pressionando o câmbio; no interno, o IPCA ainda acima do teto reduz o espaço para novos cortes de Selic no curto prazo, mantendo o custo de crédito pressionado.
Efeito provável: câmbio o dólar a R$ 5,3744 encarece importados/dívida em US$ mas amplia a receita em R$ do exportador agro; juroscrédito o Fed com viés de alta e o IPCA acima do teto reduzem a margem para cortes de Selic e mantêm o custo de capital alto; custos o petróleo em leve recuo alivia diesel/frete, mas o patamar elevado e o câmbio seguem no radar; bolsas a correção da tech global e o "risco Brasil" (fiscal) mantêm a pressão — atenção à volatilidade; planejamento monitorar o quadro fiscal do 4º mandato, a reunião do Copom (3–4/nov) e a trajetória do Fed (dez).
Tarifa dos EUA: 25% (Seção 301) + 12,5% (trabalho forçado) somam 37,5% sobre ~33% do agro exportado aos EUA; Brasil e EUA retomam negociações com novas reuniões em setembro
Por que importa: a medida da Seção 301 (25%) preserva café, carne bovina, laranja, petróleo e gás e celulose, mas mantém no alvo açúcar, aço, papel e máquinas agrícolas. A ela soma-se uma nova sobretaxa de 12,5% oriunda de uma investigação sobre trabalho forçado. Segundo levantamento da CNA, a combinação eleva a 37,5% a taxação total sobre ~33% das exportações do agro aos EUA (produtos atingidos pelas duas investigações ao mesmo tempo); outros 12,3% do agro pagam só os 12,5% adicionais, enquanto 53% do setor seguem fora das duas medidas. Brasil e EUA retomaram as negociações e concordaram em realizar novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro, após Trump orientar o USTR a buscar um acordo — sinal de distensão. As exportações Brasil→EUA caíram 9,7% (jan–ago), com queda de 29,1% nos produtos sobretaxados. O Brasil segue recorrendo à OMC e estudando a Lei da Reciprocidade Econômica.
Efeito provável: exportaçãoagro alívio para cafeicultor, pecuária de corte, citricultura e cadeia de energia (isentos); indústria golpe em siderurgia, papel, açúcar e máquinas agrícolas — a retomada das negociações abre janela de alívio potencial; planejamento acompanhar o andamento das reuniões de setembro, a diversificação de destinos e o risco de reversão.
Ibovespa cai -0,27% em 25/set (183.477; no ano ≈+14,2%), na 2ª semana seguida de queda (-0,95% na semana); dólar (PTAX) sobe a R$ 5,1991 (+0,38%); Wall Street fecha em alta (Nasdaq +0,50%, 27.069; S&P +0,51%, 7.743; Dow +0,93%, 51.829; VIX 14,87) na expectativa de trégua no Oriente Médio; o petróleo recua (WTI -2,33% a US$ 92,41; Brent -2,14% a US$ 104,32)
Por que importa: no fechamento de 25/set, o Ibovespa caiu -0,27% (183.477) e o dólar subiu a R$ 5,1991 (+0,38%; YTD ≈-4,2%), pressionados pelas petroleiras (com o recuo do petróleo), pela piora fiscal (déficit primário 2026 revisado a ~R$ 80,9 bi) e pela leitura eleitoral. Em Wall Street, o alívio nos juros longos e a expectativa de trégua no Oriente Médio impulsionaram os índices. O petróleo recuou (Brent -2,14%) com a esperança de trégua EUA–Irã, mas Ormuz voltou ao radar no fim de semana. O câmbio define custo de importados, serviço de dívida em US$ e receita em reais do exportador agro.
Efeito provável: bolsas o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) e o petróleo mantêm a pressão sobre a bolsa local — atenção à volatilidade; câmbioagro o dólar a R$ 5,1991 amplia a receita em R$ do exportador, mas encarece a dívida em US$; custos o recuo do petróleo (Brent -2,14%) alivia diesel/frete, mas Ormuz mantém o risco; planejamento o quadro fiscal (déficit revisado, PIB 2026 a 1,8%), a trajetória do Fed em 2026, o cenário eleitoral, a reunião da OPEP+ (início de out) e a tarifa dos EUA são os vetores da volatilidade à frente.
IGP-M recua -0,22% em agosto (FGV): 3ª deflação seguida, ainda que menor que a de julho (-1,16%); acumula +1,85% no ano e +2,16% em 12 meses
Por que importa: o IGP-M — índice que reajusta aluguéis comerciais, contratos de energia e vários contratos empresariais — teve deflação de -0,22% em agosto (div. 28/ago), a 3ª queda mensal seguida, embora menos intensa que a de julho (-1,16%). O acumulado em 12 meses desacelerou de 2,76% (jul) para 2,16%. Para quem indexa receita/despesa ao IGP-M, o índice segue muito abaixo do IPCA (4,44% em 12m), ampliando a diferença entre os dois indexadores.
Efeito provável: custos reajustes de aluguel/contratos atrelados ao IGP-M ficam contidos (ou negativos no mês) — alívio para o locatário/tomador; planejamento vale reavaliar a escolha de indexador (IGP-M vs IPCA) em renovações e revisar cláusulas de reajuste; margem a queda do atacado sugere desinflação na cadeia produtiva, favorável a custos de insumos à frente.
Agro (CEPEA 25/set): soja -0,52% (Paranaguá R$ 161,00); milho -0,23% (R$ 69,65) e café arábica +1,42% (R$ 1.538,29); nas proteínas, boi +0,17% (R$ 358,80/@), frango R$ 8,28/kg (-0,24%, resfriado) e suíno SP R$ 5,53 (+3,17%); arroz +0,84% (R$ 82,48/sc de 50 kg). Na cana, açúcar cristal em R$ 120,62/sc (ref. 25/set); etanol hidratado em R$ 2,5820/L (-2,24% na semana de 21–25/set). Brasil e EUA seguem negociando a Seção 301, com o café e a carne bovina isentos
Por que importa: a soja recuou de leve no físico (-0,52%, Paranaguá R$ 161,00), mas segue em patamar alto (WASDE neutro p/ soja) — e o dólar mais forte (R$ 5,20) amplia a receita em R$. No mercado externo, a soja, o milho e o trigo na CBOT recuaram (intradia 28/set: soja -1,63%, milho -1,02%) em realização. Com o suíno em forte recuperação (+3,17%), a relação de troca frango/suíno segue em ≈1,50. O café arábica físico (R$ 1.538,29/sc) subiu no dia, mas mantém o viés baixista de fundo pela safra brasileira 26/27 projetada em recorde (Marex vê 75,9 mi sacas, +15,5%). Nas proteínas, o boi subiu (+0,17%, R$ 358,80/@, isento do tarifaço), o frango (R$ 8,28/kg) cedeu de leve mas segue em patamar alto, sustentado por oferta reduzida, demanda aquecida e o mercado europeu reaberto, e o suíno SP (R$ 5,53, +3,17%) acelera a recuperação. Na cana, o etanol e o açúcar em patamar elevado sustentam a receita das usinas.
Efeito provável: margemagro os grãos em patamar alto e o dólar mais forte sustentam boa receita em R$ ao produtor, embora a realização externa e a pressão da safra recorde possam limitar os preços à frente; o suíno em recuperação melhora a rentabilidade da suinocultura, e a avicultura mantém margem recomposta; o boi em recorde sustenta a margem do pecuarista, favorecido pela isenção tarifária; exportação a reabertura do mercado europeu de frango e a abertura de Cuba/México destravam destinos e reduzem a vulnerabilidade comercial; o café segue isento do tarifaço; planejamento a disparada do petróleo (Brent +3,21%) tira parte do alívio recente em diesel/frete, mas reforça as usinas; atenção às próximas exportações, ao câmbio e ao repasse do café.

Riscos e pontos de atenção

Notícias — hoje e ontem (Brasil, EUA, Europa · financeiro & agro)
Fed mantém os juros em 3,75%–4,00% (28/out), mas em decisão dividida (10–2) com 2 votos por alta Alta
O FOMC manteve a faixa dos Fed funds em 3,75%–4,00% na decisão de 28/out, mas com os dirigentes Lisa Cook e Beth Hammack votando por alta de 0,25 pp (placar 10 a 2). O comunicado, de tom duro, diz que a atividade "cresce em ritmo forte" e a inflação "segue elevada", e o presidente Kevin Warsh afirmou que a política não teve papel na decisão. A leitura hawkish mantém o diferencial de juros e a pressão sobre o câmbio brasileiro, com o custo de capital externo ainda alto.
📁 Macro global / Juros · impacto: câmbio, juros, crédito · CNBC — Fed mantém os juros (28/out)
Ibovespa cai -1,06% (169.186) em 29/out, 4ª queda seguida e abaixo de 170 mil desde agosto; dólar sobe (PTAX +0,61%, R$ 5,3744) Alta
O Ibovespa recuou -1,06% a 169.186,42 pontos em 29/out — a 4ª queda seguida e o 1º fechamento abaixo de 170 mil desde agosto —, acompanhando a correção da tech em Nova York e digerindo o cenário fiscal pós-eleição. O dólar subiu: no comercial +0,88% a R$ 5,39 e a PTAX de fechamento a R$ 5,3744 (+0,61%), com o dólar global firme. O mercado segue precificando a agenda fiscal/juros do 4º mandato (até dez/2030) num novo patamar cambial (~R$ 5,30–5,40).
📁 Política / Macro Brasil · impacto: câmbio, juros, bolsa · Brasil 247 — Ibovespa e dólar (29/out)
Wall Street recua com a tech: Alphabet desaba -12,6% (maior queda da história) e derruba a Nasdaq -1,38% (29/out) Alta
Em Nova York, pregão de 29/out em baixa: a Alphabet desabou -12,6% (~US$ 480 bi em valor de mercado, a maior queda de sua história) após o balanço do 3º tri reacender as dúvidas sobre o retorno do gasto em IA, arrastando a Nasdaq -1,38% (26.184,72), o S&P 500 -0,30% (7.720,39) e o Dow -0,25% (52.342,56); o VIX subiu a 17,20 (+1,71%). O PIB dos EUA forte (+3,4%) manteve viva a chance de nova alta do Fed em dezembro. No Brasil, o Ibovespa cedeu -1,06% (169.186,42).
📁 Bolsas / Mercados · impacto: valuation, custo de capital · Yahoo Finance — Alphabet e Wall Street (29/out)
Petróleo cede em 29/out: Brent ~US$ 110,16 (≈-1,3%) e WTI ~US$ 102,20 com a perspectiva de negociações EUA–Irã Média
O Brent (jan) recuou ~1,3% a ~US$ 110,16/bbl em 29/out e o WTI (dez) cedeu a ~US$ 102,20, com a perspectiva de retomada das negociações de paz EUA–Irã aliviando o temor de disrupção de oferta no Oriente Médio — ainda em patamar elevado, mas com alívio de leve sobre diesel/frete. O ouro recuou (spot ~US$ 4.024/oz, -1,1%), pressionado pelo PIB forte dos EUA (+3,4%) que mantém a chance de alta do Fed.
📁 Energia / Commodities · impacto: custo, inflação, frete · EnergyNow — Petróleo (29/out)
CEPEA 29/out: boi renova o recorde (+0,04%, R$ 389,20); frango estável (R$ 8,26/kg) e suíno SP estável (R$ 6,90/kg) Média
O boi gordo Esalq/B3 subiu (+0,04% a R$ 389,20/@), renovando o recorde nominal, com firmeza dos pecuaristas e oferta restrita de fêmeas. O frango resfriado ficou estável (R$ 8,26/kg, 0,00%). O suíno vivo SP ficou estável (R$ 6,90/kg, 0,00%), com as praças pouco mudadas (MG R$ 6,96, SC R$ 6,01, RS R$ 5,91, PR R$ 5,82); os ovos (vermelho, semanal) seguem em R$ 132,71.
📁 Proteína / CEPEA · impacto: margem, custo, receita · Notícias Agrícolas — Boi gordo
CEPEA 29/out: soja sobe (R$ 158,28, +0,55%) e milho avança (R$ 65,59, +1,33%); café cede de leve (R$ 1.590,72, -0,20%) Média
Os grãos subiram, amparados pelo câmbio: a soja avançou em Paranaguá (R$ 158,28/sc, +0,55%) e o milho recuperou (+1,33%, R$ 65,59/sc), com a demanda interna firme. O café arábica cedeu de leve (-0,20%, R$ 1.590,72/sc), acompanhando a ICE quase estável; o arroz (indicador Esalq/Senar-RS) subiu (+0,33%, R$ 82,40/sc de 50 kg).
📁 Grãos / CEPEA · impacto: receita, custo de ração · Notícias Agrícolas — Soja
Dólar sobe em 29/out: comercial +0,88% a R$ 5,39 e PTAX R$ 5,3744 (+0,61%) Média
O dólar comercial subiu +0,88% e fechou a R$ 5,39 em 29/out; a PTAX de fechamento foi a R$ 5,3744 (+0,61% ante os R$ 5,3420 de 28/out), com o euro a R$ 6,0000 (+0,82%) e o iene a R$ 0,03406 (+0,86%), num dia de dólar global firme (DXY ~101,96). O novo patamar (~R$ 5,30–5,40) encarece importados/insumos e a dívida em dólar e pressiona a inflação importada, mas eleva a receita convertida do exportador agro. O Focus (26/out) projetava fim de 2026 em R$ 5,05.
📁 Câmbio / Metais · impacto: câmbio, receita exportadora · BCB — Cotações PTAX (29/out)
Boletim Focus (26/out) baixa o IPCA 2026 a 5,19% e o dólar a R$ 5,05; Selic 2027 cai a 11,75% Alta
No Focus de 26/out (dados coletados até 23/out, antes do choque cambial de 26/out), o mercado reduziu o IPCA 2026 de 5,22% para 5,19% — ainda acima do teto da meta (4,5%) — e manteve a Selic fim 2026 em 13,25%; o PIB 2026 caiu a 1,80% e o câmbio projetado a R$ 5,05 (projeção já defasada pela disparada do dólar para R$ 5,50). Para 2027, IPCA 4,34%, Selic reduzida a 11,75% e dólar R$ 5,15.
📁 Macro Brasil / Juros · impacto: juros, crédito, planejamento · BCB — Boletim Focus (26/out)
IPCA-15 de outubro desacelera a +0,32% (23/out), abaixo do esperado; 12m a 4,62% Alta
O IBGE divulgou em 23/out o IPCA-15 de outubro em +0,32%, desacelerando ante o +0,70% de setembro e vindo abaixo do ~0,44% esperado; no ano +4,15% e, em 12 meses, 4,62% (ainda acima do teto da meta de 4,5%). O maior impacto veio de Alimentação e Bebidas (+0,88%, com tomate +24,54%, cebola +13,63% e batata +10,96%). A leitura mais fraca reabre, na margem, a discussão de novos cortes de Selic — a próxima reunião do Copom é em 4/nov.
📁 Macro Brasil / Inflação · impacto: juros, crédito · IBGE — IPCA-15 de outubro (23/out)
IPCA de setembro sobe +0,82% (9/out), acima do esperado; 12m a 4,58% fura o teto da meta, puxado pela energia elétrica Alta
O IBGE divulgou na sexta (9/out) o IPCA cheio de setembro em +0,82% (acima do 0,73% esperado), acumulando 4,58% em 12 meses e furando o teto da meta (4,5%). A maior contribuição veio da energia elétrica (+7,98%, fim do Bônus Itaipu), seguida de passagens aéreas (+9,66%) e alimentos (+0,83%, com tomate +37,76%). A leitura reforça a cautela do BC e a Selic restritiva (13,75%) — custo de crédito ainda pressionado.
📁 Macro Brasil / Inflação · impacto: juros, crédito · Agência Brasil — IPCA setembro (9/out)
Copom cortou a Selic para 13,75% (16/set) — 5º corte seguido; ata (22/set) dovish, próxima reunião em 4/nov Média
O Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p. a 13,75% em 16/set, com comunicado de tom duro; a ata (22/set) veio dovish, atribuindo o corte à desaceleração da atividade. O Focus (26/out) projeta Selic a 13,25% no fim de 2026. A próxima reunião é em 4/nov — a inflação perto do teto limita o espaço para cortes.
📁 Macro Brasil / Juros · impacto: crédito, custo de capital · BCB — Histórico da Selic
Conab vê safra recorde de 367,1 mi t em 2026/27 (+1,4%); AgRural aponta plantio de soja em 26% da área Alta
O 1º levantamento da Conab para 2026/27 projetou produção recorde de 367,1 milhões de t (+1,4%), com área +2,3% (85,4 mi ha): soja a 181,6 mi t (recorde, +0,7%) e área de milho +4,9%. A AgRural apontou a semeadura da soja em 26% da área até 15/out (ante 15% na semana anterior e 24% um ano antes), e o milho verão no Centro-Sul em 48%. Oferta ampla à frente pressiona o preço, mas amplia a receita em volume e a necessidade de insumos.
📁 Grãos / Safra · impacto: oferta, receita, custo · Forbes Agro — Conab safra 2026/27
Sanitário: Brasil prorroga a emergência zoossanitária por gripe aviária por mais 180 dias Média
O governo manteve os instrumentos de contenção e erradicação de focos de influenza aviária. O Brasil segue livre de PSA junto à OMSA, com plano de contingência ativo. O status sanitário é decisivo para o acesso a mercados e a exportação de proteína animal.
📁 Sanitário / Proteína · impacto: exportação, acesso a mercados · CNN Brasil — Gripe aviária
WASDE de outubro (9/out): USDA eleva estoques de soja e milho dos EUA acima do esperado (viés baixista) Alta
No relatório de 9/out, o USDA elevou os estoques finais 26/27 dos EUA de milho (~46,97 mi t vs 39,79 mi) e de soja (~315 mi bushels) acima do esperado pelo mercado, sinal baixista para as cotações de referência na CBOT. Para o Brasil, manteve as safras (milho ~141 mi t em 25/26 e ~139 mi t em 26/27; soja robusta), confirmando oferta ampla — pressiona a receita do produtor na nova safra.
📁 Grãos / USDA · impacto: preço, receita, custo de ração · CNN Brasil — WASDE outubro (9/out)
GDT: índice mundial de lácteos sobe +2,5% no evento 414 (20/out), 2ª alta seguida; WMP +4,4% Média
No evento 414 (20/out), o índice global de lácteos subiu +2,5% (2ª alta seguida; preço médio US$ 4.021/t; 42.088 t vendidas). O leite em pó integral (WMP) avançou +4,4% (US$ 3.760/t), o desnatado (SMP) +3,4% (US$ 3.975/t) e o buttermilk +8,4%; cheddar (-7,4%, US$ 3.645/t), gordura anidra (-3,4%) e manteiga (-0,4%) recuaram. Alta positiva para a receita do exportador lácteo; o próximo leilão ocorre no início de nov.
📁 Lácteos / GDT · impacto: preço internacional, exportação · Cheese Reporter — GDT evento 414 (20/out)
Lácteos: leite UHT-Sudeste volta à tabela a R$ 4,53/L (09/out) e leite em pó integral a R$ 24,78/kg (sem. 05–09/out) Baixa
A página CEPEA leite-derivados-atacado, que vinha dando 403, abriu via mirror Esalq/USP e encerrou pendências antigas: o indicador diário do leite UHT – Sudeste ficou em R$ 4,53/L (09/out, -0,44%), resolvendo a célula que estava "a confirmar desde jun/26"; o leite em pó integral industrial (SP) foi atualizado a R$ 24,78/kg (sem. 05–09/out, -0,96%). O leite ao produtor (Média Brasil) segue em R$ 2,8869/L (CEPEA, ago/26), a reconferir set.
📁 Lácteos / CEPEA · impacto: receita do produtor, margem · Esalq/USP — Leite e derivados (atacado)
Cana & Etanol: açúcar cristal CEPEA sobe a R$ 129,97/sc (+0,96%, 29/out); etanol firme na semana 19–23/out (anidro +10,14%) Média
O açúcar cristal Cepea/Esalq subiu (+0,96% a R$ 129,97/sc de 50 kg, 29/out), sustentado pela paridade com o etanol e pelo real desvalorizado. Na semana 19–23/out, o etanol hidratado ficou em R$ 2,7400/L (+1,89%) e o anidro em R$ 3,3950/L (+10,14%), puxados pela demanda e pelo petróleo. A receita das usinas segue em patamar elevado.
📁 Sucroenergético / CEPEA · impacto: receita das usinas, combustível · Notícias Agrícolas — Sucroenergético
Café arábica na ICE fecha quase estável (~286,55 ¢/lb, fech. 29/out) Média
O arábica dez/26 na ICE fechou quase estável (≈-0,07%, a ~286,55 ¢/lb) em 29/out, após a realização da véspera; o viés de fundo segue baixista pela projeção de safra brasileira 26/27 recorde. No físico, o CEPEA arábica cedeu de leve a R$ 1.590,72/sc (ref. 29/out, -0,20%), com o suporte do câmbio. O café segue isento da tarifa dos EUA.
📁 Softs / Café · impacto: receita exportadora, preço · Investing.com — Café C (ICE)
Grãos em Chicago (intradia 30/out): soja quase estável (~1.233 ¢/bu) e milho estável (449 ¢/bu) Média
No intradia de 30/out, a soja jan/27 ficou quase estável (-0,16%, ~1.233 ¢/bu) e o milho dez/26 estável (-0,13%, 449,40 ¢/bu). Trigo a 604,40 ¢/bu (+0,07%), açúcar #11 a 19,38 ¢/lb (-0,46%) e algodão a 78,32 ¢/lb (-0,23%). O físico brasileiro firme, com o real desvalorizado, ampara os preços internos.
📁 Grãos / CBOT · impacto: preço, receita · Investing.com — Soja (CBOT)
Carne bovina: cota de 1,1 mi t com a China perto do limite; risco de pausa de embarques no radar Média
A cota de importação de carne bovina brasileira pela China caminha para o esgotamento, o que pode levar a uma pausa temporária de embarques até a renovação. Combinada com o boi em recorde no físico, a dinâmica mantém a atenção sobre a margem dos frigoríficos.
📁 Proteína / Exportação · impacto: exportação, margem · Notícias Agrícolas — Pecuária
Sanitário: novo foco de gripe aviária em aves de subsistência no RS (Selbach); não afeta o status comercial Média
O RS confirmou um novo foco de influenza aviária de alta patogenicidade em aves de subsistência em Selbach (2º do ano no estado), com ~68 propriedades sob vigilância. Por não ser granja comercial, não altera o status sanitário para exportação de frango, mas reforça o risco latente de barreiras comerciais e a vigilância preventiva (emergência zoossanitária ativa).
📁 Sanitário / Proteína · impacto: exportação, risco · CompreRural — Foco gripe aviária RS
Reunião Trump–Xi encerra sem novo acordo para o agro; Brasil mantém vantagem na soja à China Média
O encontro entre Trump e Xi Jinping não trouxe novos volumes de soja além do compromisso vigente (25 Mt/ano de soja americana, 2026–2028). O Brasil segue favorecido (≈28 Mt contratadas vs. 13,73 Mt dos EUA; tarifa chinesa de 3% ao produto brasileiro vs. 13% ao americano), mas estatais chinesas já retomaram compras de Panamax dos EUA — ponto de atenção para prêmios e participação brasileira na safra 2026/27.
📁 Comércio exterior / Grãos · impacto: exportação, prêmio da soja · CNN Brasil — Trump–Xi e o agro
Aba de notícias do período coberto (não é arquivo histórico): mantém os cards mais recentes e de maior relevância, com link obrigatório em cada item; cards com mais de ~15 dias são rotacionados.
Alertas do dia
📉 Ibovespa cai -1,06% (169.186) em 29/out, 4ª queda e abaixo de 170 mil desde agosto; dólar sobe (comercial +0,88% a R$ 5,39; PTAX R$ 5,3744, +0,61%) políticacâmbiobolsa
O Ibovespa recuou -1,06% a 169.186,42 pontos em 29/out — a 4ª queda seguida e o 1º fechamento abaixo de 170 mil desde agosto —, acompanhando a correção da tech em Nova York e digerindo o cenário fiscal pós-eleição. O dólar subiu: no comercial +0,88% a R$ 5,39 e a PTAX de fechamento a R$ 5,3744 (+0,61%); euro R$ 6,0000 (+0,82%) e iene R$ 0,03406 (+0,86%), com o dólar global firme. O mercado segue precificando a agenda fiscal/juros do 4º mandato (até dez/2030) e a relação com os EUA/tarifaço num novo patamar cambial (~R$ 5,30–5,40), que ainda encarece insumos/dívida em dólar e a inflação importada, mas eleva a receita do exportador. Volatilidade ainda elevada.
🏦 Fed mantém os juros em 3,75%–4,00% (28/out), mas em decisão dividida (10–2) com 2 votos por alta juros globaiscâmbiocrédito
O FOMC manteve a faixa dos Fed funds em 3,75%–4,00% na decisão de 28/out, mas em decisão dividida (10 a 2) — os dirigentes Lisa Cook e Beth Hammack votaram por alta de 0,25 pp. O comunicado, de tom duro, diz que a atividade "cresce em ritmo forte" e a inflação "segue elevada", e o presidente Kevin Warsh afirmou que a política não teve papel na decisão — leitura hawkish. A última elevação foi em 16/set (1ª desde 2023, unânime). Vetor de dólar global firme (DXY ~102,2) e custo de capital externo ainda alto, com efeito indireto sobre o câmbio e os juros locais.
🏦 Fed sobe juros em 0,25 pp (16/set), para 3,75%–4,00% (1ª alta desde 2023, unânime) e sinaliza mais aperto em 2026 juros globaiscâmbiocrédito
O FOMC elevou nesta 4ª (16/set) a taxa em 0,25 pp, para 3,75%–4,00% — a 1ª alta desde 2023 —, em decisão unânime (12–0). O dot plot atualizado mostra 16 de 18 dirigentes projetando ao menos mais uma alta em 2026 (juro de fim de ano em 4,1%–4,4%), e o presidente Kevin Warsh reforçou que a inflação segue "alta demais". A guinada aperta o cenário externo: dólar global mais firme (DXY ~100,2) e custo de capital externo mais alto à frente, com efeito indireto sobre o câmbio e os juros locais no Brasil.
🟢 Copom corta a Selic para 13,75% (16/set) — 5º corte seguido —, mas comunicado tem tom duro juroscréditocâmbio
Na Super Quarta (16/set), o Copom reduziu a Selic em 0,25 pp, para 13,75% a.a., o 5º corte consecutivo do ciclo iniciado em março (-1,25 pp acumulados). O comunicado, porém, veio com tom mais duro e não sinalizou claramente os próximos passos, com foco no combate à inflação. A nova taxa está em vigor desde 17/set. A divergência de ciclos (Fed apertando, BC afrouxando com cautela) domina o cenário. A Selic mais baixa reduz, na margem, o custo de custeio/investimento e o serviço da dívida, mas o tom duro sinaliza cautela para novos cortes.
📄 Ata do Copom (22/set) abre espaço para novos cortes de juros juroscréditoplanejamento
A ata da reunião do Copom que cortou a Selic a 13,75% (22/set) atribuiu a decisão à desaceleração gradual da atividade, ao efeito dos juros altos sobre crédito e demanda e à inflação em queda, sinalizando abertura para novos cortes à frente — condicionados aos dados. Reforça a leitura mais dovish do Focus (Selic a 13,25% no fim de 2026, 19/out). Reduz, na margem, o custo de custeio/investimento e o serviço da dívida à frente; monitorar o Relatório de Política Monetária (24/set) e o IPCA-15 (25/set).
📄 IPCA cheio de setembro em +0,82% (9/out), acima do esperado; 12m a 4,58% fura o teto da meta inflaçãojurosfiscal
O IPCA de setembro veio em +0,82% (9/out), acima do 0,73% esperado, com o acumulado em 12 meses subindo a 4,58% e furando o teto da meta (4,5%). A maior contribuição foi a energia elétrica (+7,98%, fim do Bônus Itaipu), seguida de passagens aéreas (+9,66%) e alimentos (+0,83%). A leitura mais alta reduz a margem para novos cortes de Selic e reforça a cautela do BC. Soma-se o quadro fiscal pesado (déficit primário 2026 a ~R$ 80,9 bi); e, após a reeleição de Lula (25/out), o dólar disparou a R$ 5,50 (26/out), reacendendo a inflação importada — custo de capital ainda alto para o setor produtivo.
📊 Fechamento de 30/set: Ibovespa dispara (+1,37%, 186.340) e fecha setembro +5,26%; dólar recua (R$ 5,1809, -0,76%); Wall Street mista (S&P -0,25%, Nasdaq +0,24%, Dow -0,86%) bolsascâmbio
Na quarta (30/set), último pregão do mês, o Ibovespa disparou +1,37% (186.340,46), impulsionado pelos bancos (ITUB4/BBAS3 ~+5%) e pela inflação dos EUA mais fraca, fechando setembro com +5,26% e o 3º tri com +8,56%; o dólar (PTAX) recuou a R$ 5,1809 (-0,76%), com o comercial a ~R$ 5,172. Em Nova York, dia misto: o S&P 500 -0,25% (7.651,54) e o Dow -0,86% (50.906,05), mas a Nasdaq +0,24% (26.861,06), após o PCE de agosto abaixo do esperado; o VIX recuou a 15,87. O "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar.
🟢 IPCA-15 tem deflação de 0,40% em agosto (melhor em 4 anos) e recua a 4,24% em 12m, abaixo do teto (IBGE, 26/ago) inflaçãojuroscustos
O IPCA-15 de agosto teve deflação de -0,40% (menor desde ago/2022) e recuou a 4,24% em 12 meses (de 4,52%), voltando a ficar abaixo do teto da meta (4,5%) após 3 meses; no ano, +3,09%. A queda veio de Habitação (-1,41%, energia elétrica -6,25%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e Bebidas (-0,57%). A desinflação sustentou o espaço para o corte do Copom (Selic a 13,75% desde 16/set), reduzindo o custo de custeio/investimento e o serviço da dívida — ainda que o tom duro do comunicado e o "risco Brasil" mantenham as taxas longas pressionadas.
🛢️ Petróleo cede em 29/out: Brent ~US$ 110,16 (≈-1,3%) e WTI ~US$ 102,20 com a perspectiva de negociações EUA–Irã custosinflaçãocâmbio
O Brent (jan) recuou ~1,3% a ~US$ 110,16/bbl em 29/out e o WTI (dez) cedeu a ~US$ 102,20, com a perspectiva de retomada das negociações de paz EUA–Irã aliviando o temor de disrupção de oferta no Oriente Médio; segue em patamar elevado. O ouro recuou (spot ~US$ 4.024/oz, -1,1%), pressionado pelo PIB forte dos EUA. O petróleo ainda alto, somado ao novo patamar do dólar (~R$ 5,30–5,40), mantém a pressão sobre diesel, frete e fertilizantes e a inflação importada — vetor de cautela sobre novos cortes de Selic num IPCA ainda acima do teto —, mas favorece a Petrobras e a paridade de etanol/açúcar (anidro +10,14% na semana 19–23/out).
🌱 Grãos no físico (CEPEA 29/out): soja sobe (R$ 158,28, +0,55%) e milho avança (R$ 65,59, +1,33%); café -0,20% (R$ 1.590,72) agromargemexportação
Em 29/out, os grãos subiram, amparados pelo câmbio: a soja avançou (Paranaguá R$ 158,28/sc, +0,55%) e o milho recuperou (+1,33%, ESALQ/B3 R$ 65,59/sc). O café arábica cedeu de leve (-0,20%, R$ 1.590,72/sc), acompanhando a ICE quase estável, e o arroz (Esalq/Senar-RS) subiu (+0,33%, R$ 82,40/sc de 50 kg). No externo, o WASDE (9/out) elevou os estoques dos EUA (viés baixista) e a Conab projetou safra recorde de 367,1 mi t; no intradia de 30/out a soja (-0,16%) e o milho (-0,13%) ficaram de lado. O real desvalorizado eleva a receita em R$ do exportador; com o milho ainda baixo, a relação de troca das proteínas segue favorável.
🟡 Focus (26/out) baixa o IPCA 2026 a 5,19% e o dólar a R$ 5,05; Selic 2027 cai a 11,75% — mas coletado antes do choque juroscréditoinflação
O Boletim Focus de 26/out (dados coletados até 23/out, antes do choque cambial de 26/out) reduziu o IPCA 2026 de 5,22% para 5,19% — ainda acima do teto da meta — e manteve a Selic de fim de 2026 em 13,25%; o PIB 2026 caiu a 1,80% e o câmbio projetado a R$ 5,05 (projeção já defasada pela disparada do dólar a R$ 5,50); para 2027, IPCA 4,34%, Selic reduzida a 11,75% e dólar R$ 5,15. A Selic corrente segue em 13,75% (Copom 16/set); a próxima reunião é em 4/nov, agora sob câmbio muito mais pressionado — risco de a trajetória de cortes ser adiada.
🟡 Tarifa dos EUA soma 37,5% (25% + 12,5%) sobre ~33% do agro exportado aos EUA — mas Brasil e EUA retomam negociação exportaçãoagro
À medida da Seção 301 (25%, que preserva café, carne bovina, laranja, petróleo e celulose e atinge açúcar, aço, papel e máquinas agrícolas) soma-se uma sobretaxa de 12,5% (investigação sobre trabalho forçado). Segundo a CNA, a combinação eleva a 37,5% a taxação sobre ~33% das exportações do agro aos EUA; ~R$ 55 bi em exportações atingidas. Novidade: Brasil e EUA retomaram as negociações, com novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro após Trump orientar o USTR a buscar um acordo — sinal de distensão. O Brasil segue recorrendo à OMC e estudando a Lei da Reciprocidade.
🔺 Suíno vivo SP estável (R$ 6,90/kg) em 29/out; frango estável (R$ 8,26) e avicultura preserva margem agromargem
Em 29/out o suíno vivo SP ficou estável (R$ 6,90/kg, 0,00%) no CEPEA/ESALQ, consolidando a alta recente (já longe da mínima real da série histórica desde 2002), com as praças pouco mudadas (MG R$ 6,96, SC R$ 6,01, RS R$ 5,91, PR R$ 5,82). O frango resfriado ficou estável (R$ 8,26/kg, 0,00%), em patamar alto. Com o milho ainda baixo (R$ 65,59), a relação frango/suíno em ≈1,20 — a suinocultura consolida a recuperação de margem e a avicultura preserva a rentabilidade.
🟢 Boi gordo renova o recorde (R$ 389,20/@, +0,04%) em 29/out, firme em patamar alto agromargem
O indicador CEPEA/B3 subiu (+0,04% em 29/out, a R$ 389,20/@), renovando o recorde nominal, com a firmeza dos pecuaristas, a oferta restrita de fêmeas e a carne bovina isenta do tarifaço. Na curva B3, o futuro BGI nov/26 (BGIX26) negociava a R$ 405,00/@ (quadro de 29/out, 18h49), acima do físico à vista. Sustenta a margem do pecuarista de corte; monitorar a cota de importação da China perto do limite, que pode levar a pausa temporária de embarques.
🟢 Sanitário: UE reconhece o Brasil livre de gripe aviária e reabre a exportação de frango agroexportação
A União Europeia reconheceu o Brasil como país livre de influenza aviária e reautorizou a retomada das exportações de carne de frango ao bloco — o foco recente no RS ocorreu em criação de subsistência e não altera o status comercial. Destrava um destino relevante para a avicultura (ABPA projeta +2,4% nas exportações, produção ~14,73 mi t em 2026). A emergência zoossanitária nacional segue como vigilância preventiva; PSA ausente no território; mercados de carne bovina, frango e suína abertos. Monitoramento contínuo via MAPA/ABPA/WOAH.
Critério: movimento diário relevante (fora do padrão) em câmbio, juros, bolsas, commodities ou status sanitário das proteínas.
Fontes utilizadas
Fontes oficiais para a rotina: Banco Central (PTAX/SGS/Focus), IBGE/SIDRA, CEPEA/ESALQ, Conab, USDA/WASDE, Comex Stat/AgroStat, B3, GDT, MAPA/ABPA.
Metodologia: fatos separados de interpretação; projeções e relações de troca são sinalizadas como derivadas. Dados não confirmados pela fonte oficial são marcados "a confirmar/n/d" e não são estimados. Esta edição de quinta-feira (29/out) cobre o pregão de quarta (28/out), a 3ª sessão após a reeleição de Lula (25/out). Ibovespa é o fechamento de 28/out (-2,68% 171.006,10; menor desde agosto); S&P/Nasdaq/Dow são o fechamento de 28/out (S&P +0,28% 7.743,98; Nasdaq +0,27% 26.549,85; Dow +0,19% 52.475,10; VIX 16,91 -3,48%). USD/BRL, EUR/BRL e JPY/BRL usam a PTAX oficial de fechamento de 28/out (USD/BRL R$ 5,3420 +0,14%; EUR/BRL R$ 5,9515; JPY/BRL R$ 0,03377 — via API PTAX/BCB; no comercial o dólar caiu -0,19% a R$ 5,3402). Indicadores CEPEA ref. 28/out (soja R$ 157,42; milho R$ 64,73; café R$ 1.593,89; boi R$ 389,05; suíno SP R$ 6,90; arroz — indicador Esalq/Senar-RS — R$ 82,13; frango resfriado R$ 8,26; ovos vermelho ref. 23/out R$ 132,98, semanal; leite ref. ago/26 R$ 2,8869). Os dados de 28/out são o petróleo (Brent US$ 111,64 +2,03%; WTI US$ 102,78 +2,88%) e o ouro (spot ~US$ 4.055/oz, ≈estável); o DXY (~102,22) é intradia de 29/out, os grãos CBOT (soja 1.231,63; milho 451,88) são intradia de 29/out e trigo (599,38)/açúcar (19,40)/algodão (78,27) a leitura intradia de 29/out; o café ICE (286,35) é o fechamento de 28/out. A tabela Cana & Etanol: açúcar cristal CEPEA-SP R$ 127,05/sc (26/out, +1,28%), etanol hidratado R$ 2,7400/L (+1,89%) e anidro R$ 3,3950/L (+10,14%) (sem. 19–23/out, cadência semanal); o ATR-SP segue n/d (restrito a assinantes desde jun/26). O arroz do TO usa a Conab (média estadual semanal, R$ 100,00/sc 50 kg, sem. 05–09/out). Vetor do período: o Fed manteve a taxa em 3,75%–4,00% (28/out), mas em decisão dividida (10–2) com viés de alta, enquanto a B3 recuou (Ibovespa -2,68%) à espera do Fed e digerindo o cenário fiscal pós-eleição; o dólar ficou quase estável (R$ 5,3420, PTAX), num novo patamar cambial (~R$ 5,30–5,40) que reacende a inflação importada e pressiona a Selic, mas eleva a receita do exportador agro. O grande dado doméstico recente foi o IPCA-15 de outubro: +0,32% (12m 4,62%), div. 23/out, desacelerando ante setembro. Comercial: a negociação bilateral Brasil–EUA sobre o tarifaço (Seção 301) segue em curso (café e carne bovina isentos) e a trégua EUA–China foi estendida até 10/jan/27. No Brasil, a Selic está em 13,75% a.a. (Copom 16/set; próxima reunião 4/nov). O Boletim Focus (26/out, coletado antes do choque): Selic fim 2026 a 13,25%; IPCA 2026 a 5,19%; PIB 1,80%; dólar R$ 5,05; Selic 2027 11,75%, o WASDE de outubro (9/out, estoques dos EUA elevados — baixista) e o IGP-M de setembro (+1,57%; 12m a 3,35%) seguem incorporados. Séries históricas e variações (mês/ano/R12/36m) são acumuladas pela rotina diária.
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