Notícias — hoje e ontem (Brasil, EUA, Europa · financeiro & agro)
Petróleo superou US$ 108: Brent na máxima desde maio com a escalada EUA–Irã em Ormuz; recua a ~US$ 106 hoje (10-11/set) Alta
O Brent superou US$ 108/bbl na 5ª (10/set), maior nível desde maio, com a escalada da guerra EUA–Irã no Estreito de Ormuz: ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos contra navios de guerra americanos mantêm o estreito parcialmente fechado. Na manhã de hoje (11/set), o Brent recua para ~US$ 106 (-1,4% intradia) e o WTI segue a ~US$ 102,6, ainda ~+16% acima do patamar pré-guerra; o Goldman Sachs alerta para risco de barril > US$ 120 se os ataques ao transporte marítimo se intensificarem. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
Ibovespa descola do exterior e dispara +1,42% (188.268) em 10/set, puxado por Petrobras/Vale; dólar recua a ≈R$ 5,10 Alta
Na 5ª (10/set), o Ibovespa avançou +1,42% aos 188.268,59 pontos, renovando máxima na contramão de Wall Street, impulsionado por Petrobras/Vale (commodities firmes com o petróleo em alta) e pelo "trade eleitoral"; acumula +16,85% no ano. O dólar à vista recuou de leve a ≈R$ 5,10 (-0,10%), seguindo no menor patamar do ano mesmo com a aversão a risco global. A queda do dólar alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar.
Wall Street cai pelo 4º pregão em 10/set com o petróleo alto: Dow -0,60% (52.064), S&P -0,58% e Nasdaq -0,65% Média
Na 5ª (10/set), as bolsas dos EUA recuaram pela 4ª sessão seguida com o petróleo acima de US$ 108, os yields dos Treasuries subindo e o crescente receio de que a inflação persistente (pressionada pelo choque de energia) empurre o Fed para uma nova alta de juros — o J.P. Morgan chegou a mudar o cenário-base para uma alta de 25 pb. O Dow caiu -0,60% (52.064,10, -316 pts), com o S&P 500 -0,58% (7.591,70) e a Nasdaq -0,65% (26.081,72). O foco de hoje é o CPI dos EUA. Para o Brasil, é um vetor de juros globais mais altos e dólar potencialmente mais firme à frente.
UE reconhece o Brasil como livre de gripe aviária e libera a retomada das exportações de frango ao bloco Alta
A União Europeia reconheceu o Brasil como país livre de influenza aviária, autorizando a retomada das exportações de carne de frango ao bloco. Um foco recente no RS ocorreu em criação de subsistência e não altera o status sanitário comercial. A reabertura destrava um destino relevante para a avicultura brasileira: a ABPA projeta +2,4% nas exportações e produção de ~14,73 mi t em 2026. Positivo para a cadeia de frango, que já vinha com preços firmes no físico (CEPEA R$ 7,74/kg).
Brasil e EUA retomam negociação para reverter as tarifas da Seção 301 (37,5%), com novas reuniões em setembro Alta
A sobretaxa combinada de 37,5% (25% da Seção 301 + 12,5% por trabalho forçado) atinge 3.985 produtos, ~US$ 10,8 bi (R$ 55 bi) em exportações. Delegações de Brasil e EUA concordaram em realizar novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro, após Trump orientar o USTR a buscar um acordo — sinal de distensão comercial. As exportações Brasil→EUA caíram 9,7% no acumulado do ano (jan–ago), com recuo de 29,1% nos produtos sobretaxados. Alívio potencial para os exportadores brasileiros afetados (siderurgia, açúcar, papel, máquinas agrícolas).
CEPEA 10/set: soja renova máximas (+1,01%, R$ 161,73); milho recua (-0,47%); café cai forte (-1,72%); boi estável e frango +0,65% Média
Em 10/set, a soja subiu +1,01% (Paranaguá R$ 161,73/sc), renovando máximas (maior patamar desde abr/23), enquanto o milho recuou -0,47% (ESALQ/B3 R$ 70,19/sc) e o café arábica caiu forte -1,72% (R$ 1.618,91/sc), devolvendo o ganho da véspera. Nas proteínas, o boi ficou estável (R$ 349,50/@), o frango resfriado avançou (+0,65%, R$ 7,74/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — perto da mínima real da série histórica do CEPEA. Na CBOT (intradia 11/set), soja (1.316,63 ¢/bu, -1,08%) e milho (527,38 ¢/bu, -1,06%) recuam. O milho ainda caro mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Petróleo furou US$ 101: Brent na máxima desde maio com o Irã prometendo "conflito mais intenso"; Trump vê crise até depois das eleições (9-10/set) Alta
O Brent superou US$ 101/bbl na 4ª (9/set), maior nível desde maio, com a escalada da guerra EUA–Irã no Estreito de Ormuz: o Irã prometeu resistir ao bloqueio naval americano e um "conflito mais intenso", enquanto Trump declarou que a crise não deve terminar antes das eleições de meio de mandato (nov), sinalizando pouca chance de alívio no preço da gasolina no curto prazo. Na manhã de hoje (10/set), o Brent segue firme a ~US$ 101,25 (+0,04% intradia), acumulando ~+14% no mês e ~+53% em 12 meses. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
Wall Street cai pelo 3º pregão em 9/set com o petróleo acima de US$ 100: Dow -0,77% (52.381), S&P -0,48% e Nasdaq -0,64% Alta
Na 4ª (9/set), as bolsas dos EUA recuaram pela 3ª sessão seguida com o petróleo rompendo US$ 100, os yields dos Treasuries subindo e o crescente receio de que a inflação persistente empurre o Fed para uma nova alta de juros. O Dow caiu -0,77% (52.380,66, -405 pts), com o S&P 500 -0,48% (7.636,36) e a Nasdaq -0,64% (26.253,34). Renovados combates no Oriente Médio ampliaram o receio de disrupção da oferta global de energia. Para o Brasil, é um vetor de juros globais mais altos e dólar potencialmente mais firme à frente.
Ibovespa perde a máxima e cai -0,93% (185.629) com o petróleo > US$ 100; dólar sobe a R$ 5,1123 (9/set) Média
Na 4ª (9/set), o Ibovespa recuou -0,93% aos 185.629,04 pontos, devolvendo parte do rali recorde e acompanhando o exterior em forte aversão a risco, com o Brent acima de US$ 101 (maior nível desde julho) elevando o temor inflacionário. O dólar à vista subiu +0,52% a R$ 5,1123, mas segue no menor patamar do ano. A alta do dólar no dia encarece importados/dívida em US$, mas melhora um pouco a receita em R$ do exportador agro; o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar.
CEPEA 9/set: grãos recuam (soja -0,21%, milho -0,54%); café reage +0,72%; boi +0,33% e frango +0,65% Média
Em 9/set, os grãos recuaram no físico: soja -0,21% (Paranaguá R$ 160,12/sc) e milho -0,54% (ESALQ/B3 R$ 70,52/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica reagiu +0,72% (R$ 1.647,29/sc) após a sequência de quedas. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,33%, R$ 349,50/@), o frango resfriado avançou (+0,65%, R$ 7,69/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT (intradia 10/set), soja (1.315,63 ¢/bu, +0,51%) e milho (530,88 ¢/bu, +0,74%) sobem, com o mercado à espera do WASDE de setembro (12/set). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Petróleo estende alta: Brent a US$ 99,44 e WTI a US$ 94,66 após EUA destruírem mais 5 petroleiros iranianos; Goldman vê risco de barril > US$ 120 (9/set) Alta
Na 4ª (9/set), o petróleo subiu pela sequência com a escalada da guerra EUA–Irã, agora no 7º mês: os EUA destruíram cinco petroleiros iranianos na terça (8/set), em retaliação a tentativas de ataque a um navio de guerra americano, enquanto os houthis (aliados do Irã) atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita. No intradia, o Brent avançou +1,55% a US$ 99,44/bbl e o WTI +1,75% a US$ 94,66. O Goldman Sachs alertou que a intensificação dos ataques ao transporte marítimo pode levar o barril acima de US$ 120. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
Wall Street cai em 8/set com o salto do petróleo: Dow -1,18% (52.786), S&P -0,58% e Nasdaq -0,32% Alta
Na 3ª (8/set), as bolsas dos EUA recuaram com o petróleo no centro do pregão — o Brent chegou perto de US$ 99 e o WTI acima de US$ 90 —, reacendendo o temor inflacionário e mantendo os yields dos Treasuries elevados no eco do payroll forte de agosto (+162 mil). O Dow liderou as perdas, caindo -1,18% (52.786,07, mais de 600 pts), com o S&P 500 -0,58% (7.673,52) e a Nasdaq -0,32% (26.421,41). Renovados combates no Oriente Médio — inclusive ataques a instalações de energia sauditas — ampliaram o receio de disrupção da oferta global. Para o Brasil, é um vetor de juros globais mais altos e dólar potencialmente mais firme à frente.
Ibovespa renova máxima e sobe +1,25% (187.454), maior patamar desde maio; dólar cai a R$ 5,086 (8/set) Alta
Na 3ª (8/set), o Ibovespa avançou +1,25% aos 187.454,34 pontos — maior patamar desde maio, com máxima intradiária de 189.487 —, descolando de Nova York e impulsionado por Petrobras/commodities (petróleo em alta) e pelo "trade eleitoral"; o volume somou R$ 18,76 bi. O dólar comercial recuou -0,86% a R$ 5,086, no menor patamar desde agosto, com o real firme e o dólar global de lado (DXY ~98,8). A queda do dólar alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o "risco Brasil" (fiscal/eleitoral) segue no radar.
CEPEA 8/set: grãos mistos (soja -0,25%, milho -0,04%, arroz +0,06%); café recua forte -1,47%; boi +0,19% e frango +0,26% Média
Em 8/set, os grãos ficaram mistos no físico: soja -0,25% (Paranaguá R$ 160,46/sc), milho -0,04% (ESALQ/B3 R$ 70,90/sc) e arroz +0,06% (R$ 79,12/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou com força -1,47% (R$ 1.635,57/sc), no viés baixista. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,19%, R$ 348,35/@), o frango congelado avançou (+0,26%, R$ 7,63/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT/ICE (intradia 9/set), soja, milho e trigo sobem de leve, o açúcar #11 avança forte (+1,94%, no embalo do petróleo) e o café ICE recua -0,62%. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Boletim Focus (8/set): IPCA 2026 recua a 5,00% (2ª queda seguida) e PIB 2026 sobe a +1,93%; Selic mantida a 13,75% Média
O Focus de 8/set reduziu a projeção de IPCA 2026 de 5,01% para 5,00% — a 2ª queda semanal seguida — e elevou o PIB 2026 de +1,92% para +1,93%, mantendo a Selic fim de 2026 em 13,75% (o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%) e o dólar em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA subiu a 4,29%. O cenário desinflacionário (IPCA-15 de agosto em deflação de -0,40%, 12m a 4,24% abaixo do teto) sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
Petróleo dispara na reabertura da semana: Brent perto de US$ 100 com escalada EUA–Irã em Ormuz (8/set) Alta
A escalada militar entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz — por onde passa ~20% do petróleo mundial — ganhou corpo no fim de semana: os EUA atacaram três petroleiros iranianos no sábado (5/set), em resposta a mísseis balísticos iranianos contra dois navios de guerra americanos, e o Irã ameaça criar uma nova área de navegação restrita. Omã resgatou 16 tripulantes do petroleiro saudita Sidr após um suposto ataque iraniano. Na manhã de 3ª (8/set), o Brent saltava a ~US$ 99,04/bbl (+2,10% intradia; ~+4,6% vs os US$ 94,71 de 4/set) e o WTI a ~US$ 94,50 (+3,30%), estendendo o rali por uma 2ª sessão; a OPEP+ manteve a produção de outubro inalterada, interrompendo 6 meses de aumentos. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e ajuda a Petrobras.
Payroll dos EUA vem forte (+162 mil vs ~53 mil esperado) e derruba Wall Street; temor de juros do Fed reacende (4/set) Alta
Na 6ª (4/set), o relatório de emprego (payroll) de agosto trouxe +162 mil vagas fora da agricultura — muito acima das ~53 mil esperadas —, com o desemprego estável em 4,1%. A leitura forte reacendeu o temor de alta de juros do Fed: os rendimentos dos Treasuries subiram (o de 2 anos na máxima desde jan/2025) e as bolsas recuaram — S&P 500 -0,38% (7.718,60), Nasdaq -0,29% (26.506,99) e Dow -0,51% (53.414,25, -272 pts). Para o Brasil, é um vetor de dólar mais firme e juros globais mais altos à frente, com potencial de pressionar câmbio e taxas longas. Hoje (2ª, 7/set) não há pregão nos EUA (Labor Day) nem no Brasil (Independência).
Ibovespa fecha de lado (-0,02%, 185.147), mas garante a 2ª melhor semana do ano (+5,4%); dólar sobe a R$ 5,1296 (4/set) Média
Na 6ª (4/set), o Ibovespa fechou praticamente de lado (-0,02%, 185.147,15 pontos), mas garantiu a 2ª melhor semana do ano (+5,4%) — a maior alta semanal desde janeiro — com o retorno do fluxo estrangeiro e a disputa presidencial em foco. O dólar à vista subiu +0,50% a R$ 5,1296, acompanhando o dólar global mais firme após o payroll forte dos EUA, mas ainda acumulou queda de -1,28% na semana (real firme no "trade eleitoral"). A alta do dólar no dia eleva a receita em R$ do exportador agro, mas encarece importados/dívida em US$.
CEPEA 4/set: grãos mistos (soja +0,46%, milho -0,18%, arroz +0,13%); café recua -0,74%; frango sobe +1,20% Média
Em 4/set, os grãos ficaram mistos no físico: soja +0,46% (Paranaguá R$ 160,87/sc), milho -0,18% (ESALQ/B3 R$ 70,93/sc) e arroz +0,13% (R$ 79,07/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou de novo -0,74% (R$ 1.659,93/sc), no viés baixista. Nas proteínas, o boi ficou praticamente estável (+0,03%, R$ 347,70/@), o frango congelado subiu (+1,20%, R$ 7,61/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT/ICE, o último pregão (4/set) fechou em leve correção para soja, milho e trigo e o café ICE recuou -0,83% (settle; mercado reabre hoje, 8/set, após o feriado). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Petróleo recua no dia, mas fecha a semana em forte alta (~+9%); Brent a US$ 94,71 e ouro cede a US$ 4.429 após payroll (4/set) Média
Na 6ª (4/set), o petróleo recuou no dia — Brent -1,09% (US$ 94,71/bbl) e WTI perto de US$ 91 —, mas fechou a semana em forte alta (~+9%), a melhor desde meados de julho, com o prêmio geopolítico da escalada EUA–Irã em Ormuz. O ouro cedeu -1,14% (US$ 4.429/oz), pressionado pelo payroll forte dos EUA, que reduziu a aposta de cortes do Fed e elevou os juros longos. Preços de energia firmes ainda pressionam diesel/frete e o custo logístico da safra; o Estreito de Ormuz e a resposta da OPEP+ seguem no radar.
Wall Street tem o melhor dia em ~1 mês após falas de Waller (Fed): S&P +1,06%, Nasdaq +1,40%, Dow +1,18% (3/set) Alta
Na 5ª (3/set), as bolsas dos EUA dispararam no melhor dia em cerca de um mês, depois que o dirigente do Fed Christopher Waller sinalizou que as pressões de preços davam sinais de melhora, levando os investidores a reduzir as apostas de alta de juros. O S&P 500 subiu +1,06% (7.747,60), a Nasdaq +1,40% (26.584,06) e o Dow +1,18% (53.685,52, +624 pts); o ouro reagiu ~+2% (~US$ 4.490/oz) com o recuo dos juros longos. O alívio nos juros dos EUA é favorável, na margem, a câmbio e taxas por aqui; o payroll de hoje (6ª, 04/set) deve calibrar a aposta sobre o próximo passo do Fed.
Ibovespa acomoda de lado (-0,01%, 185.188) após 11 altas, com realização de lucros; dólar estável a R$ 5,1045 (3/set) Média
Na 5ª (3/set), o Ibovespa pausou a série de 11 altas seguidas e fechou praticamente de lado (-0,01%, 185.188,13 pontos), com realização de lucros — chegou a tocar 188.891 na máxima (+1,99%) antes de devolver os ganhos; o volume somou R$ 35,19 bi. O dólar à vista ficou estável a R$ 5,1045 (-0,08%), perto da mínima desde 7/ago, com o real ainda firme no "trade eleitoral" e o dólar global de lado (DXY ~99,1). O câmbio estável e fraco alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o foco vira ao payroll dos EUA (04/set).
CEPEA 3/set: grãos mistos (soja -0,53%, milho +0,17%, arroz +0,46%); café recua -1,44%; frango sobe forte +2,45% Média
Em 3/set, os grãos ficaram mistos no físico: soja -0,53% (Paranaguá R$ 160,14/sc), milho +0,17% (ESALQ/B3 R$ 71,06/sc) e arroz +0,46% (R$ 78,97/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou de novo -1,44% (R$ 1.672,25/sc), seguindo o viés baixista. Nas proteínas, o boi ficou praticamente estável (+0,06%, R$ 347,60/@), o frango congelado subiu forte (+2,45%, R$ 7,52/kg, oferta reduzida) e o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,83/kg) — no menor preço real da série histórica do CEPEA. Na CBOT/ICE (intradia 4/set), soja, milho e trigo seguem em leve correção e o café sobe de leve (+0,86%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Ibovespa dispara +3,05% (185.205) na 11ª alta com "trade eleitoral" após Quaest; dólar cai a R$ 5,1065, menor desde 7/ago (2/set) Alta
Na 4ª (2/set), o Ibovespa disparou +3,05% aos 185.205,09 pontos — a maior alta diária desde março e a 11ª consecutiva, com recorde intradiário de 186.028 —, no chamado "trade eleitoral": uma pesquisa Quaest mostrou empate técnico entre Lula (42%) e Flávio Bolsonaro (41%), atraindo fluxo estrangeiro para papéis ligados a commodities (Petrobras +2%, Vale +3%). O dólar à vista caiu -0,91% a R$ 5,1065, menor fechamento desde 7/ago. O real mais forte alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador agro; o foco vira ao payroll dos EUA (04/set).
Wall Street sobe e interrompe 3 quedas seguidas com o alívio nos juros dos Treasuries: S&P +0,46%, Nasdaq +0,45%, Dow +0,56% (2/set) Média
Na 4ª (2/set), as bolsas dos EUA subiram e romperam uma sequência de três quedas, com os rendimentos dos Treasuries dando uma trégua após a corrida a máximas de vários anos. O S&P 500 avançou +0,46% (7.666,60), a Nasdaq +0,45% (26.217,83) e o Dow +0,56% (53.061,95, +295 pts). O petróleo fez uma pausa na disparada (Brent ~US$ 95,6) e o ouro cedeu à mínima de ~3 semanas (~US$ 4.335/oz). O alívio nos juros longos dos EUA é favorável, na margem, a câmbio e taxas por aqui; o payroll de 6ª (04/set) deve calibrar a aposta sobre o próximo passo do Fed.
CEPEA 2/set: grãos acomodam (soja -0,09%, milho -0,03%, arroz -0,01%); café recua forte -1,96%; boi sobe +0,40% Média
Em 2/set, os grãos acomodaram no físico após a alta recente: soja -0,09% (Paranaguá R$ 160,99/sc), milho -0,03% (ESALQ/B3 R$ 70,94/sc) e arroz -0,01% (R$ 78,61/sc); a soja segue na máxima desde abr/23. O café arábica recuou forte -1,96% (R$ 1.696,62/sc), seguindo o viés baixista. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,40%, R$ 347,40/@), com frango congelado (R$ 7,34/kg) e suíno vivo SP (R$ 4,83/kg) praticamente estáveis. Na CBOT/ICE (intradia 3/set), soja, milho e trigo seguem em correção. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Petróleo faz pausa na disparada: Brent a US$ 95,63 (+1,04%) e ouro cede à mínima de 3 semanas (~US$ 4.335) (2/set) Média
Na 4ª (2/set), o petróleo interrompeu a corrida das últimas sessões: o Brent avançou apenas +1,04% (US$ 95,63/bbl) e o WTI ficou perto de US$ 91, com o prêmio geopolítico da escalada EUA–Irã em Ormuz acomodando. O ouro cedeu à mínima de cerca de 3 semanas (~US$ 4.335/oz), com a reavaliação do rumo do Fed e o recuo dos juros longos. Preços de energia firmes ainda pressionam diesel/frete e a paridade de etanol/açúcar; o Estreito de Ormuz e a resposta da OPEP+ seguem no radar.
Petróleo estende disparada com a escalada EUA–Irã em Ormuz; Brent a US$ 94,65 e WTI a US$ 90,82; Wall Street recua puxada pela tecnologia (1º/set) Alta
Na 3ª (1º/set), o petróleo estendeu a disparada com a escalada dos ataques EUA–Irã no Estreito de Ormuz: o Brent subiu +4,6% para US$ 94,65/bbl (contrato out/26) e o WTI +5,9% para US$ 90,82, na máxima desde o fim de julho, com o temor sobre o fluxo pelo Estreito. Em Nova York, as bolsas recuaram de novo, puxadas pela venda em megacaps de tecnologia e pela alta dos juros longos: a Nasdaq caiu -1,02% (26.100), o Dow -0,79% (52.767, -419 pts) e o S&P 500 -0,35% (7.660); o ouro recuou -1,9%, a ~US$ 4.359/oz, com a expectativa de um Fed menos disposto a cortar. O salto do petróleo pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, além de realimentar o risco inflacionário global.
Ibovespa sobe +1,30% (179.722) na 10ª alta e novo recorde, com Petrobras e PIB do 2º tri; dólar cai a R$ 5,1557 (1º/set) Média
Na 3ª (1º/set), o Ibovespa avançou +1,30% aos 179.722,48 pontos, na 10ª alta consecutiva e com novo recorde intradiário (181.061), sustentado pela Petrobras (petróleo em alta com os ataques EUA–Irã) e pelo PIB do 2º trimestre — descolando do exterior negativo. O dólar à vista caiu -0,47% a R$ 5,1557, com o dólar global de lado (DXY ~99,8) e o real mais forte. O foco vira ao payroll dos EUA (04/set) e à escalada no Oriente Médio.
CEPEA 1º/set: grãos firmes (soja +1,07%, milho +1,04%, arroz +0,32%); café recua -1,02%; boi sobe +0,46% Média
Em 1º/set, os grãos seguiram firmes no físico: soja +1,07% (Paranaguá R$ 161,14/sc), milho +1,04% (ESALQ/B3 R$ 70,96/sc) e arroz +0,32% (R$ 78,62/sc), enquanto o café arábica recuou -1,02% (R$ 1.730,56/sc), devolvendo o ganho da véspera. Nas proteínas, o boi subiu de leve (+0,46%, R$ 346,00/@), com frango congelado (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP (R$ 4,83/kg) estáveis. Na CBOT/ICE (intradia 2/set), soja (1.302,25 ¢/bu), milho e trigo corrigem após a máxima de 52 semanas. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Petróleo dispara com ataques EUA–Irã em Ormuz; Brent salta a ~US$ 93 e ouro cai a ~US$ 4.435; Wall Street recua (31/ago) Alta
No fim de semana, os EUA atingiram lançadores de foguetes na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz (domingo), e o Irã revidou com mísseis e drones contra bases americanas na Jordânia — a 1ª troca de ataques em cerca de um mês. O petróleo disparou: o Brent saltou acima de US$ 90 (~US$ 93/bbl) e o WTI subiu a US$ 85,62 (+2,66%), com o temor sobre o fluxo pelo Estreito. Em Nova York, as bolsas recuaram (S&P 500 -0,33%, Nasdaq -0,12%, Dow -0,70%) e os juros longos subiram (Treasury de 10 anos na máxima desde jan/25), reduzindo a aposta de cortes do Fed; o ouro caiu ~3,5% em duas sessões, a ~US$ 4.435/oz. O salto do petróleo pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, além de realimentar o risco inflacionário global.
Ibovespa sobe +1,01% (177.431) na 9ª alta e novo recorde intradiário, com Petrobras e MSCI; dólar cai a R$ 5,1797 (31/ago) Média
Na 2ª (31/ago), o Ibovespa avançou +1,01% aos 177.431 pontos, na 9ª alta consecutiva e com novo recorde intradiário (178.586), sustentado pela Petrobras (petróleo em alta com os ataques EUA–Irã) e por rebalanceamento do MSCI (volume de R$ 20,2 bi) — apesar de agosto ter fechado levemente negativo (-0,32%). O dólar à vista caiu -0,31% a R$ 5,1797, ainda que o mês tenha acumulado alta de +2,17% (real mais fraco em agosto), com o dólar global de lado (DXY ~99,6). O foco vira ao payroll dos EUA (04/set) e à escalada no Oriente Médio.
CEPEA 31/ago: grãos firmes (milho +1,04%, café +1,15%, arroz +0,40%); soja quase estável (-0,20%); boi recua de leve Média
Em 31/ago, os grãos seguiram firmes: milho +1,04% (ESALQ/B3 R$ 70,23/sc), café arábica +1,15% (R$ 1.748,44/sc) e arroz +0,40% (R$ 78,37/sc), com a soja quase estável (-0,20%, Paranaguá R$ 159,44/sc) após a disparada de +3,04% de 6ª. Nas proteínas, o boi recuou de leve (-0,28%, R$ 344,40/@), com frango congelado (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP (R$ 4,86/kg) estáveis. Na CBOT/ICE (intradia 1º/set), soja (1.301,88 ¢/bu), milho e trigo seguem perto da máxima de 52 semanas. O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Boletim Focus (31/ago): IPCA 2026 reduzido a 5,01% e PIB 2026 a +1,92%; Selic mantida a 13,75% Média
O Focus de 31/ago reduziu a projeção de IPCA 2026 de 5,02% para 5,01% e o PIB 2026 de +1,95% para +1,92%, mantendo a Selic fim de 2026 em 13,75% — sinal de que o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%; o dólar foi mantido em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA subiu a 4,28%, a Selic segue em 12,00% e o dólar em R$ 5,29. O cenário desinflacionário (IPCA-15 de agosto em deflação) sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
IPCA-15 tem deflação de 0,40% em agosto (melhor em 4 anos) e recua a 4,24% em 12 meses (26/ago) Alta
O IPCA-15 de agosto, divulgado pelo IBGE em 26/ago, teve deflação de -0,40% (ante +0,06% em julho) — a menor leitura desde agosto de 2022 (-0,73%). Em 12 meses, a prévia da inflação recuou a 4,24% (de 4,52%), voltando a ficar abaixo do teto da meta (4,5%) após 3 meses; no ano, acumula +3,09%. A queda foi puxada por Habitação (-1,41%, com energia elétrica -6,25% após bônus/bandeira), Transportes (-1,00%) e Alimentação e Bebidas (-0,57%). A desinflação reforça o espaço para novos cortes de juros à frente.
Ibovespa sobe +0,30% (175.665) na 8ª alta e novo recorde; Petrobras (+2,0%) avança após Justiça suspender imposto de 12% sobre exportação de petróleo (28/ago) Alta
Na 6ª (28/ago), o Ibovespa avançou +0,30% aos 175.665 pontos, na 8ª alta consecutiva e novo recorde de fechamento, ajudado pela Petrobras (+2,0%) após uma decisão da Justiça Federal suspender o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto — medida depois prorrogada pelo governo. O dólar à vista subiu a R$ 5,197 (+0,63%), fechando a semana com o real ~1% mais fraco. A suspensão do imposto alivia o exportador de óleo bruto, mas abre um flanco fiscal (perda de arrecadação) a monitorar — tema relevante para o planejamento tributário/empresarial.
Wall Street recua na 6ª (28/ago): realização pós-Nvidia e cautela antes de Jackson Hole (discurso de Warsh) Média
Na 6ª (28/ago), as bolsas dos EUA recuaram, em realização de lucros após o rali da Nvidia e em clima cauteloso antes do simpósio de Jackson Hole, com foco no discurso do novo presidente do Fed, Kevin Warsh: S&P 500 -0,25% (7.712), Nasdaq -0,52% (26.402) e Dow -0,02% (53.560). O ouro fechou a semana perto de US$ 4.600/oz, pouco alterado. O foco agora vira ao payroll dos EUA (04/set), que deve calibrar as apostas sobre o próximo passo do Fed. Para o Brasil, o tom do Fed segue influenciando câmbio e taxas longas.
Soja no físico dispara +3,04% (Paranaguá R$ 159,76/sc) em 28/ago; café arábica recua de leve -0,81% após o tombo Alta
Em 28/ago, o indicador CEPEA da soja (Paranaguá) disparou +3,04% a R$ 159,76/sc — maior patamar desde abr/23 —, impulsionado pela demanda interna firme e pelo dólar mais forte, apesar da safra recorde dos EUA (WASDE neutro p/ soja). O milho subiu +0,67% (R$ 69,51) e o arroz +0,28% (R$ 78,06/sc). O café arábica recuou de leve -0,81% (R$ 1.728,61/sc), acomodando após o tombo de -3,22% da véspera; na ICE, o contrato dez/26 fechou a ~312,6 ¢/lb (+0,95%). A disparada da soja reforça a boa receita ao produtor no físico.
CEPEA 28/ago: grãos firmes (soja +3,04%, milho +0,67%, arroz +0,28%); café -0,81%; boi sobe e frango/suíno estáveis Média
Em 28/ago, os grãos seguiram firmes: soja +3,04% (Paranaguá R$ 159,76/sc), milho +0,67% (R$ 69,51) e arroz +0,28% (R$ 78,06/sc), enquanto o café arábica recuou -0,81% (R$ 1.728,61/sc). Nas proteínas, boi +0,25% (R$ 345,35/@), frango congelado estável (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP estável (R$ 4,86/kg). Na ICE, o café dez/26 fechou a ~312,6 ¢/lb (+0,95%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café, carne bovina e suína seguem isentos da tarifa dos EUA.
Ibovespa sobe +0,01% (174.586) na 6ª alta e novo recorde; dólar sobe a R$ 5,151; Wall Street tem dia misto à espera da Nvidia (26/ago) Média
Na 4ª (26/ago), o Ibovespa subiu apenas +0,01% (174.586,26 pontos, +9,46 pts), mas emplacou a 6ª alta consecutiva e novo recorde — abriu forte com o IPCA-15 deflacionário, mas perdeu fôlego ao longo da sessão. O dólar à vista subiu +0,22% a R$ 5,151 (PTAX 5,1490), com o dólar global firme após dados de inflação nos EUA. Em Nova York, as bolsas fecharam de leve no vermelho, à espera do balanço da Nvidia (após o fechamento): S&P -0,04% (7.675), Nasdaq -0,08% (26.130) e Dow -0,21% (53.464); a Nvidia subiu no after-hours com projeção forte de vendas. A alta do dólar eleva a receita em R$ do exportador agro, mas encarece insumos importados e a dívida em dólar.
CEPEA 26/ago: grãos em alta (soja +0,57%, milho +0,53%); café corrige -1,12%; boi recua e frango sobe de leve Média
Em 26/ago, os grãos subiram: soja +0,57% (Paranaguá R$ 154,57/sc) e milho +0,53% (R$ 68,79), enquanto o café arábica corrigiu -1,12% (R$ 1.800,79/sc); arroz a R$ 76,14/sc (ref. 24/ago). Nas proteínas, boi -0,25% (R$ 342,50/@), frango congelado +0,14% (R$ 7,30/kg) e suíno vivo SP estável (R$ 4,86/kg), mas com quedas fortes no Sul (SC -2,77%, PR -1,52%, RS -1,28%). Hoje (27/ago), no intradia da ICE, o café arábica despenca (-8,32%) e o açúcar #11 sobe (+3,53%); na CBOT, milho e soja corrigem de leve (-0,39%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
Boletim Focus (25/ago): IPCA 2026 mantido em 5,02% e Selic em 13,75%; PIB 2026 revisado para baixo a +1,95% Média
O Focus de 25/ago manteve a projeção de IPCA 2026 em 5,02% e a Selic fim de 2026 em 13,75% — sinal de que o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%. O destaque foi a revisão para baixo do PIB 2026, de +1,98% para +1,95%, refletindo cautela com a atividade; o dólar foi mantido em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA foi ajustado a 4,25%, a Selic segue em 12,00% e o dólar em R$ 5,30. O cenário desinflacionário sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
Ibovespa dispara +1,55% (174.577) e renova recorde na 5ª alta; dólar cai a R$ 5,139; Wall Street sobe (25/ago) Alta
Na 3ª (25/ago), o Ibovespa avançou +1,55% aos 174.576,80 pontos, na 5ª alta consecutiva e renovando o patamar recorde, puxado por Vale/bancos e pelo apetite por risco global. O dólar à vista caiu -0,25%/-0,27% a R$ 5,139, com o dólar global estável. Em Nova York, as bolsas fecharam no azul com o recuo dos juros dos Treasuries: S&P +0,32% (7.677,28), Nasdaq +0,66% (26.151,30) e Dow +0,30% (53.579,94), com o mercado à espera do balanço da Nvidia (quarta). A queda do dólar reduz a receita em R$ do exportador agro, mas barateia insumos importados e a dívida em dólar.
CEPEA 25/ago: grãos mistos (soja -0,10%, milho +0,35%, café -0,29%); frango sobe e suíno recua; petróleo estende perdas Média
Em 25/ago, os grãos ficaram mistos: soja -0,10% (Paranaguá R$ 153,70/sc), milho +0,35% (R$ 68,43) e café arábica -0,29% (R$ 1.821,25/sc), com o arroz a R$ 76,14/sc (ref. 24/ago). Nas proteínas, boi estável (R$ 343,35/@, +0,04%), frango congelado em alta (R$ 7,29/kg, +0,97%, com oferta reduzida) e suíno vivo SP -0,82% (R$ 4,86/kg). No exterior, o petróleo estendeu as perdas (Brent -3,9% a US$ 88,60; WTI -2,98% a US$ 82,36), com o alívio nas tensões EUA-Irã. Hoje (26/ago), no intradia da CBOT, o milho sobe firme (+1,27%, renova máxima de 52 semanas) e a soja avança de leve (+0,25%); o arábica na ICE corrige (-1,09%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
Petróleo estende queda: Brent cai a ~US$ 88,60 (-3,9%) com expectativa de retomada das negociações EUA-Irã (25/ago) Alta
Na 3ª (25/ago), o petróleo teve o 2º recuo seguido, com o Brent caindo ~-3,9% (US$ 88,60) e o WTI ~-3,0% (US$ 82,36), à medida que cresceu a expectativa de retomada das negociações entre EUA e Irã, desmontando o prêmio geopolítico acumulado na semana. O tráfego pelo Estreito de Ormuz e a resposta da OPEP+ seguem no radar. O recuo dos preços alivia (na margem) diesel/frete e o custo logístico da safra, mas pesa na paridade de etanol/açúcar.
Ibovespa sobe +0,51% (171.907) na 4ª alta seguida; dólar sobe a R$ 5,153; Wall Street tem dia misto (24/ago) Alta
Na 2ª (24/ago), o Ibovespa avançou +0,51% aos 171.907 pontos, na 4ª alta consecutiva, puxado por Vale (+2,80%) e bancos e resistindo à queda das techs em NY; Braskem caiu 6,71% no radar da reestruturação. O dólar à vista subiu +0,27% a R$ 5,1531, com o dólar global estável. Em Nova York, dia misto com realização em chips/IA após o forte alívio de sexta: S&P -0,28% (7.652,86), Nasdaq -0,76% (25.980,19) e Dow +0,26% (53.417,16). A alta do dólar eleva a receita em R$ do exportador agro, mas encarece insumos importados e a dívida em dólar.
CEPEA 24/ago: grãos em alta (soja +0,12%, milho +0,43%, café +1,27%); suíno SP recua; petróleo cai forte Média
Em 24/ago, os grãos subiram: soja +0,12% (Paranaguá R$ 153,86/sc), milho +0,43% (R$ 68,19) e café arábica +1,27% (R$ 1.826,58/sc), com o arroz a R$ 76,14/sc. Nas proteínas, boi estável (R$ 343,20/@), frango congelado estável (R$ 7,22/kg) e suíno vivo SP -0,81% (R$ 4,90/kg). No exterior, o petróleo recuou com força (Brent -2,32% a US$ 92,20; WTI -2,50% a US$ 84,89), devolvendo parte do prêmio geopolítico. Hoje (25/ago), no intradia da CBOT, o milho sobe de leve (+0,34%) e a soja fica estável (-0,09%); o arábica na ICE corrige (-0,56%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
Ibovespa dispara +1,85% (171.032) e dólar cai 1,00% a R$ 5,14 na sexta (21/ago); Wall Street sobe Alta
Na 6ª (21/ago), o Ibovespa teve forte recuperação, subindo +1,85% aos 171.031,73 pontos, e o dólar à vista caiu 1,00% a R$ 5,1417 na venda, ajudado pelo enfraquecimento global da moeda americana e pelo apetite por risco em torno do simpósio de Jackson Hole. Em NY, as bolsas fecharam em alta em dia de alívio (S&P +0,43%, Nasdaq +0,43%, Dow +0,98%), com o VIX recuando a 15,13. O real mais forte reduz a receita em R$ do exportador agro, mas barateia insumos importados e a dívida em dólar.
Lula telefona a Trump (22/ago) e pede o fim do tarifaço, citando queda de 36,87% no desmatamento Alta
No sábado (22/ago), o presidente Lula telefonou a Donald Trump para pedir a retirada das tarifas dos EUA sobre o Brasil, classificando-as como "sem fundamento" e citando dados do INPE (divulgados em 21/ago) que apontam queda de 36,87% no desmatamento da Amazônia (ago/2025–jul/2026) — contrariando uma das justificativas norte-americanas. A tarifa total de 37,5% (25% da Seção 301 + 12,5% por trabalho forçado) segue em vigor sobre ~33% do agro exportado aos EUA; o gesto diplomático dá algum alívio ao sentimento de risco doméstico.
CEPEA 21/ago: grãos corrigem (soja -0,61%, café -0,98%); milho sobe de leve e arroz recomposto; milho dispara na CBOT Média
Em 21/ago, os grãos corrigiram parte da alta recente: soja -0,61% (Paranaguá R$ 153,68/sc) e café arábica -0,98% (R$ 1.803,76/sc), enquanto o milho subiu de leve (+0,24%, R$ 67,90) e o arroz avançou a R$ 76,17/sc. Nas proteínas, boi -0,72% (R$ 343,20/@), suíno vivo SP -0,20% (R$ 4,94/kg) e frango congelado +0,70% (R$ 7,22/kg). Já hoje (24/ago), no intradia da CBOT, o milho dispara (+2,44%, perto da máxima de 52 semanas) após o WASDE altista de agosto, a soja corrige (-0,27%) e o arábica na ICE sobe de leve (+0,29%). O milho firme mantém apertada a margem de ração das proteínas; café e carne bovina seguem isentos da tarifa dos EUA.
Trump promete "guerra econômica" ao Irã; petróleo toca ~US$ 94 e Wall Street volta a cair (20/ago) Alta
Na 5ª (20/ago), Trump descartou estender a trégua com o Irã — "não há conversas ou negociações em curso ou agendadas" — e disse que o bloqueio naval segue "em plena vigência", com o Estreito de Ormuz fechado, enquanto anunciava uma "operação econômica esmagadora" contra Teerã. O Brent tocou ~US$ 94 (máxima desde o fim de julho) e o WTI ~US$ 87; na sexta (21/ago) o Brent fechou em alta (US$ 94,39, +0,65%) e o WTI a US$ 87,32 (+0,97%). Com os juros longos de volta em alta, as bolsas dos EUA recuaram na 5ª (S&P -0,87%, Nasdaq -1,00%, Dow -1,32%), antes de subirem na 6ª. O prêmio geopolítico pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, mas sustenta a paridade de etanol/açúcar.
Wall Street volta a cair (20/ago): alívio nos juros evapora e petróleo alto pressiona techs/chips Média
Na 5ª (20/ago), as bolsas dos EUA voltaram ao vermelho: o alívio do dia anterior durou pouco, com os juros longos de volta em alta (Treasury de 10 anos a 4,69% e o de 30 anos a 5,24%) apesar da ampliação da recompra do Tesouro, e a alta do petróleo (Trump vs. Irã) pesando sobre o risco. O S&P 500 recuou -0,87% (7.641,16), a Nasdaq -1,00% (26.067,17) e o Dow -1,32% (52.759,20, ~-700 pts), com as ações de IA/chips liderando as perdas. O simpósio de Jackson Hole (discurso de Powell na 6ª, 22/ago) entra no radar dos juros dos EUA.
Ibovespa sobe +0,06% (167.927) na 2ª alta seguida; dólar sobe a R$ 5,194 Média
Na 5ª (20/ago), o Ibovespa subiu +0,06% (167.927 pts), a 2ª alta consecutiva, resistindo à queda de Wall Street, puxado por Petrobras no embalo do petróleo alto. O dólar à vista subiu +0,31% a R$ 5,1937, acompanhando o exterior fraco, mas contido pelo dólar global mais fraco. O "risco Brasil" (temor fiscal/eleitoral, saída de estrangeiros) segue no radar.
WASDE de agosto (USDA): relatório altista para o milho e neutro para a soja Alta
Divulgado em 12/ago, o WASDE de agosto cortou o rendimento do milho 26/27 dos EUA para 180,7 bu/acre (ante 183 em julho, abaixo do mercado) e reduziu os estoques finais em ~137 mi bu, para ~1,65 bi bu — leitura altista. Para a soja, o yield veio a 52,7 bu/acre (vs 53 em julho), com produção recorde (~4,52 bi bu), largamente em linha com o esperado (neutro); o trigo teve pouca reação. Na CBOT, o milho renova máxima de 52 semanas e a soja segue firme no intradia de 5ª (20/ago): milho +1,02% e soja +0,54%.
Petróleo segue subindo e o Brent passa de US$ 92 com Trump descartando estender a trégua com o Irã; Wall Street recua pelo 3º dia Alta
O Brent fechou 18/ago a US$ 90,87 e negociava acima de US$ 92 no intradia seguinte (~US$ 92,4), com o WTI a ~US$ 85, depois de Trump afirmar que não tem interesse em prorrogar a trégua interina com o Irã — o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz segue reduzido. A alta do petróleo, somada aos juros longos em máxima de quase duas décadas (Treasury de 30 anos), levou Wall Street ao vermelho pelo 3º dia na 3ª (S&P -0,69%, Nasdaq -1,33%, Dow -0,22%), com as ações de IA/chips liderando as perdas. O prêmio geopolítico pressiona diesel/frete e o custo logístico da safra, mas dá suporte à paridade de etanol/açúcar.
Ibovespa cai na 11ª sessão seguida (-0,27%, 166.336); dólar sobe a R$ 5,222, de volta perto da máxima do ano Média
Na 3ª (18/ago), o Ibovespa recuou -0,27% (166.336 pts) na 11ª baixa consecutiva, ainda sob "risco Brasil" (temor fiscal/eleitoral, juros altos por mais tempo, saída de estrangeiros) e com o cenário de crédito no radar após o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia. O dólar à vista subiu +0,40% a R$ 5,222, de volta perto da máxima do ano marcada em 14/ago, após dias de alívio.
IPCA desacelera a 0,07% em julho e recua a 4,44% em 12 meses (IBGE) Alta
O IPCA subiu apenas 0,07% em julho (div. 11/ago pelo IBGE), um pouco acima do esperado (~0,03%), mas desacelerando de 0,16% em junho. Em 12 meses, a inflação oficial recuou de 4,64% para 4,44%; no ano, acumula +3,44%. Alimentação e bebidas caíram -0,67% (alívio no domicílio), enquanto habitação (+0,99%) puxou o índice via energia. A desinflação reforça o espaço para novos cortes de juros.
Boletim Focus (17/ago): IPCA 2026 mantido em 5,02% e Selic fim de ano em 13,75% Alta
O Focus de 17/ago manteve a projeção de IPCA 2026 em 5,02% e a Selic fim de 2026 em 13,75% — sinal de que o mercado segue vendo mais um corte além do atual 14,00%. O PIB 2026 foi mantido em +1,98% e o dólar em R$ 5,20. Para 2027, o IPCA subiu levemente a 4,24%, a Selic segue em 12,00% e o dólar em R$ 5,29. O cenário desinflacionário sustenta o espaço para continuidade do afrouxamento monetário à frente.
Copom corta a Selic para 14,00% a.a. (-0,25 pp, unânime); comunicado pede "serenidade e cautela" Média
Na noite de 05/ago, o Copom reduziu a Selic em 0,25 pp, para 14,00% a.a., em decisão unânime — o 4º corte seguido (recuo de 1 pp desde os 15% do início do ano). O comunicado destacou "elevada incerteza", desancoragem de expectativas e riscos elevados, pediu "serenidade e cautela" e sinalizou um ciclo gradual e dependente dos dados, sem se comprometer com o ritmo dos próximos passos. O Focus (20/jul) já projetava 14,00% no fim do ano.
Wall Street recua pelo 3º dia (18/ago) com chips/IA no vermelho e juros longos em máxima de quase 2 décadas: S&P -0,69%, Nasdaq -1,33%, Dow -0,22% Média
Na 3ª (18/ago), as bolsas dos EUA recuaram pelo 3º dia, com as ações de IA/chips voltando a cair e os juros longos em máxima de quase duas décadas (o rendimento do Treasury de 30 anos), enquanto os investidores digerem os balanços do varejo e aguardam o simpósio de Jackson Hole. O S&P 500 cedeu -0,69% (7.691,76), a Nasdaq -1,33% (26.289,71) e o Dow -0,22% (53.343,40, -116,38 pts). O movimento reflete a reprecificação de risco em torno das techs de alto múltiplo.
Ata do Copom (11/ago) reforça tom cauteloso após corte da Selic a 14,00% Média
A ata do Copom, divulgada em 11/ago, reforçou o tom de "serenidade e cautela" adotado no corte de 0,25 pp de 05/ago (unânime, 4º seguido), diante de elevada incerteza e desancoragem de expectativas, sinalizando um ciclo gradual e dependente dos dados, sem se comprometer com o ritmo à frente. O documento segue como um dos vetores da aversão doméstica, ao lado do risco fiscal. O Focus (17/ago) projeta Selic a 13,75% no fim do ano.
Petróleo recupera parte das perdas (Brent US$ 87,47, +0,6%) com impasse em Ormuz Média
Em 14/ago, o Brent subiu +0,6% (US$ 87,47) e o WTI ficou em ~US$ 81, recuperando parte das perdas da véspera, com as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz emperradas mantendo o prêmio geopolítico. Do lado da oferta, os estoques dos EUA em alta e a projeção mais fraca de demanda global 2026 da OPEP (+580 mil b/d) limitam o avanço. Preços mais firmes elevam diesel/frete, mas dão algum suporte à paridade de etanol/açúcar.
IGP-M recua -1,16% em julho e acumula +2,76% em 12 meses, aponta FGV Média
O IGP-M — indexador de aluguéis comerciais e contratos empresariais — teve deflação de -1,16% em julho (div. 30/jul), puxada pelo atacado (IPA -1,74%; matérias-primas -3,89%). O índice acumula +2,08% no ano e desacelerou de 3,16% (jun) para +2,76% em 12 meses, seguindo bem abaixo do IPCA (4,44% em 12m). Alívio para reajustes atrelados ao IGP-M.
CEPEA 20/ago: grãos disparam (soja +1,97%, milho +0,52%); café sobe (+0,94%) e proteínas paradas Média
Em 20/ago, os grãos dispararam: soja +1,97% (Paranaguá R$ 154,63/sc, acima de R$ 154) e milho +0,52% (R$ 67,74); o café arábica subiu +0,94% (R$ 1.821,66/sc), acompanhando a ICE em alta. Nas proteínas o mercado ficou parado: o boi CEPEA/B3 subiu de leve +0,25% (R$ 345,70/@), o suíno vivo SP ficou estável (R$ 4,95/kg) e o frango congelado ficou estável (R$ 7,17/kg). No intradia da ICE de 21/ago, o arábica subiu +1,49% e a soja na CBOT corrigiu de leve (-0,22%). O milho firme mantém apertada a margem de ração; o café ainda tem viés baixista de fundo pela projeção do USDA de safra global recorde 26/27 (189,7 mi sacas, +6%). Café e carne bovina isentos da tarifa dos EUA.
Ouro dispara à máxima de 3 meses (~US$ 4.647/oz, +1,7%) com dólar global mais fraco Baixa
No intradia de 21/ago (~06h BRT), o ouro chegou a saltar +1,7% para ~US$ 4.647/oz, na máxima de cerca de 3 meses (fechou a sexta perto de ~US$ 4.590/oz), ajudado pelo dólar global mais fraco (DXY perto de mínimas de meses) e pela busca por refúgio em meio à geopolítica (Ormuz) e à volatilidade dos juros longos nos EUA. O metal negocia perto da máxima histórica, sinalizando aversão a risco elevada — pano de fundo relevante para custo de capital e alocação.
GDT sobe 0,9% no evento 411 (02/set); 4ª alta seguida dos lácteos, com SMP superando o WMP pela 1ª vez desde ago/22 Baixa
O índice mundial de lácteos (Global Dairy Trade) subiu +0,9% no evento 411, em 02/set, com preço médio de US$ 3.910/t (índice 1.177) — a 4ª alta seguida. O leite em pó desnatado (SMP) saltou +5,3% (US$ 3.695/t) e superou o integral (WMP -0,1%, US$ 3.585/t) pela primeira vez desde ago/22. A firmeza internacional dá suporte de fundo à referência do leite/derivados no Brasil, embora o mercado doméstico siga em cadência mensal (leite ao produtor a R$ 2,7464/L, ref. jun/26). Próximo evento (412) em 16/set.
Foco de gripe aviária (H5N1) em aves silvestres no RS; comércio não afetado Média
Governo do RS detectou foco na Reserva do Taim/Lagoa da Mangueira (div. 16/jul); segundo a Secretaria, não afeta o comércio avícola. A emergência zoossanitária nacional segue prorrogada por 180 dias.
Exportação de frango bate recorde histórico no 1º semestre Média
2,936 mi t, +12,9% a/a; suína tem 1º sem. recorde apesar de junho -3,5% a/a. CEPEA 18/ago: frango congelado a R$ 7,17/kg (estável), em margem recomposta.
Maquinário agro, lançamentos & eventos
Lançamentos 2026
John Deere traz ao Brasil os tratores da série 5M e o "Essential Package" para culturas especiais; AGCO oferece retrofits de pulverização direcionada de fábrica.
Eventos
Expointer 2026 (49ª ed.) confirmada para 29/08 a 06/09 em Esteio/RS — monitorar lançamentos e negócios de máquinas.
Top 5 temas mais mencionados no mercado
1. Petróleo segue em disparada: Brent superou US$ 108 (máxima desde maio) e recua a ~US$ 106; Goldman vê risco > US$ 120 (10-11/set)
A escalada da guerra EUA–Irã no Estreito de Ormuz (ataques dos EUA a petroleiros ligados ao Irã e mísseis iranianos contra navios de guerra americanos) manteve o estreito parcialmente fechado. O Brent superou US$ 108/bbl na 5ª (10/set), e na manhã de hoje (11/set) recua a ~US$ 106 (-1,4%), com o WTI a ~US$ 102,6; a OPEP+ manteve a produção de outubro inalterada e o Goldman Sachs alertou para risco de o barril superar US$ 120. Energia firme pressiona diesel/frete e o risco inflacionário global, mas dá suporte a etanol/açúcar via paridade e à Petrobras. (O salto do petróleo derrubou Wall Street pelo 4º pregão em 10/set — Dow -0,60%.)
2. Ibovespa descola e dispara (+1,42%, 188.268), renovando máxima; dólar recua a ≈R$ 5,10 (10/set)
Na 5ª (10/set), o Ibovespa avançou +1,42% aos 188.268 pontos — renovando máxima na contramão de Wall Street —, impulsionado por Petrobras/Vale (commodities firmes com o petróleo em alta) e pelo "trade eleitoral". O dólar à vista recuou a ≈R$ 5,10 (-0,10%), no menor patamar do ano. A queda do dólar alivia importados/dívida em US$, mas reduz um pouco a receita em R$ do exportador.
3. Grãos mistos no físico (CEPEA 10/set): soja renova máximas (+1,01%); na CBOT (intradia 11/set) grãos recuam
O WASDE de 12/ago cortou o yield do milho 26/27 dos EUA para 180,7 bu/ac (estoques a ~1,65 bi bu — altista) e trouxe soja recorde (~4,52 bi bu, yield 52,7 bu/ac — neutro). Na CBOT (intradia 11/set), soja (1.316,63 ¢/bu, -1,08%), milho (527,38 ¢/bu, -1,06%) e açúcar #11 (-1,92%) recuam das máximas, enquanto o café ICE reage (+0,97%). No físico (CEPEA 10/set), soja +1,01% (R$ 161,73, renova máximas), milho -0,47% (R$ 70,19) e café -1,72% (R$ 1.618,91).
4. Brasil e EUA retomam negociação da Seção 301 (37,5%), com novas reuniões em setembro; UE reabre o mercado de frango
Após Trump orientar o USTR a buscar um acordo, delegações de Brasil e EUA concordaram em realizar novas reuniões ministeriais e técnicas ao longo de setembro — sinal de distensão na tarifa que atinge ~R$ 55 bi em exportações (café, carne bovina e laranja seguem isentos; açúcar, aço, papel e máquinas agrícolas tarifados). No sanitário, a UE reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária e reabriu a exportação de carne de frango ao bloco — destravando um destino relevante para a avicultura.
5. Macro Brasil: Selic em 14,00%, IPCA-15 em deflação (4,24% em 12m) e Focus (8/set) vê mais um corte (a 13,75%)
O Copom manteve o tom cauteloso no corte de 05/ago (Selic 14,00%); o IPCA-15 de agosto teve deflação de -0,40% (12m a 4,24%, abaixo do teto) e o Focus de 8/set reduziu o IPCA 2026 a 5,00% (2ª queda seguida) e elevou o PIB 2026 a +1,93%, mantendo a Selic fim de ano a 13,75%. A desinflação reforça o espaço para novos cortes, mas o "risco Brasil", o petróleo em alta e o payroll forte nos EUA mantêm câmbio e taxas longas pressionados.
Ranking e monitoramento de redes (LinkedIn/Instagram de grandes empresas e influenciadores) dependem de conector específico — ver nota no chat. A rotina preenche este ranking com base nas notícias do dia.